12 Maio

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Breve recesso

Aos amigos internautas, informamos que este escritor entrará em um breve recesso de alguns dias, mas logo mais voltaremos com as postagens diárias, de segunda a sexta-feira. Um forte abraço!

Foto: Divulgação / Internet

Foto: Divulgação / Internet

08 Maio

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A CORUJA, O CONDOR

Ilustração: Fábio Campos

Ilustração: Fábio Campos

As coisas todas do mundorevolveram a maio de 1976. Em recordações viera quase tudo daquele tempo. Ainda que já houvesseDeus concedido às cores as coisas todas. Relembrar o passado, mecanicamente, só se podia em preto e branco. Apenas a natureza,e os olhos, conseguiam perceber tudo como realmente era. Sonhar, as noivas podiam. Inclusive com buquês de flores, de rosas vermelhas que levariam consigo. Talvez com os dias contados estivesse otão esperado dia de casar. Feijão e milho na roça, se acordando. Debaixo do sol, se espreguiçando. Se preparando pra abençoada colheita. Aos trabalhadores, o primeiro dia daquele mêsdedicado garantindo-lhes o sábado de descanso. Também os negros, no décimo terceiro dia, uma quinta-feira, outra vez eram libertos. As mães, no domingo, ganhariam presentes. O calendário sorria. A folhinha do coração de Jesus falaria de sabiás, de beija-flores,de bem-ti-vis, da Santíssima Virgem e a aparição de Fátima. Dúvida não havia, era maio. Mesmo que tudo estivesse em preto e branco, era maio de 76.

“Ao ver passar no céu as andorinhas

Eu sinto saudade do meu bem

Que talvez me espera

E também desespera”

A manhãzinha vinha que vinha, rodeada de mato. Permeada de veredas, e estrada,enquanto aguardava o sol, que ao chegar tudo expondo a se esquentar. Bem devagarinhoafastaria o terral, e o céu noturno. Fazendo ir-se embora negro frio,da cor de escuro. Tonico era apenas um menino, ao pé da estrada. Se tivesseno que pensar pensaria num céuazul e branco,da cor de sua farda. E no seu céu particular poria umpomar, uma jaqueira, pião, estilingue, passarinho voando pro mato, açude com água por cima. Eo campinho da propriedade de Seu Doroteu, onde mais tarde se encontraria com os amigos, jogaria bola. Roncando na estrada de barro, a camioneta de Seu Antônio vinha que era vindo. Do sítio pra Vila todo dia, ia e vinha. Mansamente desencostando-se da estaca Tonico esticava o braço. Solícito o automóvel parava. A carona detodos os dias, na idapra escola rural do Sítio Santo Amaro, de manhã. Manhãs de estudo. Mais tarde, tarde de trabalho os campos lhe aguardavam. Seolhasse pra casa de Rute, encontraria Seu Irineu sentado no alpendre, olhando com olhar de quem pensa, bem lá no ponto exato onde o mundo aqui do chão, se encontrava com as nuvens lá do céu.E o canto de estalo do pintassilgo, iaque ia longe. Vadiando pelo oitão da tapera, indo amarelar o gomoso cheiro do fruto da carambola, admoestados pelas melipondias. Aquela altura Seu Irineujá havia trazido água pros cochos do curral. Água sofrida, água chorada, água de canto, de carro de boi cantador. Benfazeja colhidados tanques do lajedo chamados de caldeirões. Cedo ainda ia o dia, e tudo já estava quente pegando fogo. O gado, cabisbaixomansamente catando verde verdinhomato, relva de maio. A menina na janela, da casinha velha encostada ao pé do lajedo, era Elisabete. Olhava o que já estava enfastiada de ver, céu bonito, mato, roça e serra. Farta daquela voz fazia de conta que não ouvia dona Gersina lá na cozinha. Falando do que as meninas de sua época brincavam antigamente. A dizerque seu pai costumava, ir lá nomato, tirava uns galhos de catingueira. E fazia móveis pra ela brincar, cadeirinhas, mesinha, uma caminha. Os pratinhos, os talheres e a chaleira, de barro de louça. Essesela mesma fazia. A boneca uma calunga de pano. E sempre ao cair da tarde, depois de lavado os pratos, estendidaasroupas no varal e varrida a casa. Com as amigas, ia pra debaixo duma baraúna,brincar de boneca. Hoje em dia o que pensam essas meninas, em namorar e se formar nas escolas da cidade.

“Passarás passarás/ uma delas há de ficar

Se não for a da frente/ há de ser a de detrás

De detrás, de detrás.

Tenho meus filhos pequeninos/ não posso mais demorar

Demorar, demorar”

Eo que parecianormal, já não o era tanto assim. Talvez maio já não fosse mais. O estado de guerra vivido no Vietnã em nada, ou quase nadainterferia paraos que viviam no sertão. Em nada influindo para que se tornasse nem mais, nem menos triste. Continuava a mesma vida, entre os de cá, ou ao menos uma perspicaz tentativapela permanência do que havia. Enquanto isso o agricultor pensava: “-Quem será que inventoua ‘tá’Festa do Feijão?”E lá do outro lado do mundo a OPEP, a OLP de Yasser Arafat, o estado islâmico de Aiatollah Khomeini,longe estavam de por fim a crise noOriente Médio. E o sertão ainda era o mesmo,silencioso, macambúzio. De que modo coisas outras que ocorriam mundo a fora poderia nos afetar? Explicar isso era tarefa para o professor lá na sala de aula. Papa Pio VI, semblante sereno no jornalestampado, de lá da janela do Vaticano pedindo paz ao mundo! Na cozinha dona Boninha, com um lenço amarado na cabeça, a beira do fogo, punha vigília ao bule que dali a poucoliquidamente verteria seu conteúdo negro no oco branquinho duma xícara em cima da mesa, forrada com forro de xadrez e franja verde esmeradamente bordada. A porção Gaseificada da infusão indo,a excitar narinas e cérebros, evocar outros desejos. E dona Quitéria, irmã de dona Boninha escutava o rádio de móvel. Emesmo sem olhar pro louro atrepado no poleiro perguntava: “-Tu sabe o que é bomba atômica “meu” louro?”Esticandoe encolhendo o pescoço várias vezes, o papagaio respondia: “-Avé, Avé, Avé Maria!” E os meninos instigavam “meu” louro a dizer a reza inteirinha e sorriam dele. Depois corriam lá pro terreiro a brincar. E pediam pra Seu Severino destampar o enorme tacho de fazer sabão, fervendo, fumegante. E queriam saber porque de vez em quandoera destampado e mexido com uma enorme colher de pau, que mais parecia um remo. Dona Berenice a vizinha chegava trazendo massa puba e nostalgia. E dizia que não lhe perguntassem porque, mas toda vez que comia tapioca com coco bem quentinha, se lembrava do presidente Jango,de sua morte inesperada. E repartia a dúvida: Como teria sido o enterro? Certeza que teria sido muito bonito. Dona Quitéria emendaria que a ela, era o cuscuz amarelinho, cheirando no cuscuzeiro que lembrava-lhe Juscelino Kubstchek. Ó tãotrágico acidente que lhe tirara a vida!Teria sido um atentado? Quem porventura desejaria ver morto um homem tão bom? O acender ocachimbo lembrava a Seu Severino, Getúlio Vargas. E jamais esqueceria que durante o estado novo mandara queimar sacas e mais sacas de café, somente pro “pretinhoabençoado”, das mesas do povo brasileiro, subisse de preço.

“Como poderei viver/ como poderei viver

Como pode um peixe vivo/ viver fora d’água fria

Como poderei viver/ como poderei viver

Sem a sua sem a sua/ sem a sua companhia

Dona Tereza a mãe de Tonico dizia em tom de seriedade que aqueles meninos não tinham ideia do valor que era abrir a torneira e ver a água jorrando da mangueira no capim verdinho do jardim. E o sol brincado com as gotas flutuantes daria de fazer um arco-íris particular pros netos de Seu Libônio. Algumas vezes era vista chorando realizando o simples gesto de lavar as mãos. Seu Fernando já morrera, na verdade todas as pessoas daquele maio já morreram. Ainda que vivessem eram outras pessoas agora. Com outros pensamentos, valorando outras coisas que nem existiam mais naquele maio. Bom seria se tivessem vivido o suficiente pra dizer como era. Quem sabe onde estaria o ator daquele velho filme, tão jovem na trama? Já envelhecido em 76. Os filhos se envolveram com drogas, casaram e agora eram avós. Usara tanta LSD porque na Califórnia era liberado até 1977. O vô de Tonico Seu Guilherme, era de maio. No seu aniversário gostava de tomar um bom uísque ouvindo Elvis, e fazia o Long Play repetir várias vezes a música “It’sNoworNever”. Ao cair da tarde, Tonico e Elizabete no domingo iam à matinê. O filme estava tão sem graça que acabaria adormecendo. Depois iam tomar sorvete na sorveteria Maringá. Punha um pouco de guaraná no creme e ficava olhando a taça quase com a sublimação transbordar. Cadeiras e mesas de fórmica com madeira e ferro, o piso num mosaico estampado formado figuras geométricas, na propaganda de Coca-Cola a garotinha loira sorria um sorriso efusivamente americano.

“It’s now or never

Come hold me tight

Kiss me my Darling

Be mine tonight

Tomorrow will be too late,

It’s now or never

My love won’t wait”

Era uma vez uma coruja, e um condor. Não simples aves, como já as concebemos. Muito menos protagonistas de fábula de Cristian Hansen. A coruja de que falamos veio vindo sorrateira pousar sobre a bandeira dos “Iluminados”. Uma ordem fundada em Baviera,no dia primeiro de maio de 1776. Isso aconteceu na famosa noite de Santa Valburga. Um grupo de jovens de idade semelhante a de Tonico e Elisabete inflamados por um ideal revolucionário pretenderam mostrar ao mundo que pela forçaduma ideologia poderiam mudar o destino da humanidade. Dois séculos depoisTal sociedade secreta aportouno Brasil. Nestas paragens seria representado pela figura doutro pássaro, o Condor. As asas do tempo recrudesceram. Jango, J.K. eCarlos Lacerda, três ferrenhos oposicionista ao regime militar intrigantemente em menos de um anomorreriam de forma trágica. Sendo o último, justo no mês de maio. Em 21 de maio de 1977 para ser mais exato.

Fabio Campos 05 de maio de 2015

08 Maio

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SAUDADE DO ALTO SERTÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2015

Crônica Nº 1.426 

Foto: Blog Marcio Martins

Foto: Blog Marcio Martins

Nos tempos das vacas gordas, fizemos ao contrário dos que buscam as praias. Fomos conhecer algumas cidades do alto sertão alagoano, iniciando por Canapi (fundação em 1962). Rua principal formada por estrada de rodagem, bem ensolarada, plana e simpática, estivemos em um modesto, mas acolhedor hotel e visitamos algumas casas comerciais. Sua quietude era um ótimo convite ao descanso.

Passamos rumo a Inhapi, outra cidade sertaneja que nos surpreendeu pela extensão. Fomos conhecer ali uma fábrica de carros de bois que teimava em resistir ao progresso da cidade fundada em 1962. Coloquei a fábrica no meu romance (inédito) Fazenda Lajeado, quando um dos personagens descreve todas as peças do carro e os tipos de madeiras usadas.

Subimos a ladeira de terra que leva a Mata Grande. Chegamos pela frente e fomos conhecer suas ruas estreitas e calçadas, o comércio, o cinema, a cadeia velha, a igreja e os lugares que botaram Lampião para correr em 1925. Elevada à cidade em 1902, Mata Grande é bastante ladeirosa. Subimos por uma rua larga onde paramos para experimentar torreiro (que torresmo!!) feito na hora, em certa residência. Dali esticamos para o cimo da colina, no final da rua onde havia um engenho rapadureiro. Para nós santanenses, aquilo era grande novidade. A altitude sempre deu condições para o fabrico do mel de engenho e rapadura tornando Mata Grande exportadora desses produtos, primeiramente em lombo de burro. Que tradição gostosa!

Depois de nos deliciarmos com pudim em uma casa de lanche bem cuidada, no centro, fomos conhecer Água Branca, numa das maiores altitudes do estado. Cidade emancipada em 1875 oferecia uma bela paisagem dos arredores onde deslumbramos terras da Bahia e Pernambuco. Conhecemos a igreja de altar folheado a ouro, o casarão da baronesa e gozamos do clima serrano.

Descendo para Delmiro Gouveia, emancipado em 1952, fizemos uma visita à antiga vila operária, ao açude e outros pontos considerados históricos.

Após essa maravilhosa incursão em nosso estado, satisfeitíssimos, retornamos às bases.

Nota: (Talvez entremos em recesso de uns dez dias a partir de segunda, 11).

07 Maio

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LAMPIÃO NO SERROTE DA FURNA

Clerisvaldo B. Chagas, 7 de maio de 2015

Crônica Nº 1.425

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Em 1926, Lampião havia conseguido bons armamentos e falsa patente de capitão, no Juazeiro do Norte. Descobrindo que a patente não valia nada e que a polícia se recusaria a obedecer a bandido, Virgolino desceu para Pernambuco e penetrou em Alagoas virado nas seiscentas pestes! Matou um cabo, fez uma varredura na zona rural de Santana do Ipanema e foi invadir a vila de Olho d’água das Flores no dia 06 de junho de 1926.

Na cidade de Santana do Ipanema, um grupo de civis mais os soldados da Cadeia Velha e os componentes do Tiro de Guerra, passaram a noite numa trincheira de fardos de lã na Rua da Poeira, mas o peste passou ao largo saqueando o campo.

Entre outros lugares visitados pelo salteador, estuprador, ladrão e torturador, o bandido esteve no sítio serrote da Furna. Um grupo do bando chegou à casa de Marinho Rodrigues de Oliveira e encontraram ali mais o senhor João Alves de Oliveira e toda a família e parentes perto da hora do almoço. Fizeram ameaças aos homens e trancaram-nos em um quarto. Marinho fugiu pelas telhas, deixando um buraco para João Alves passar. Sendo gordo e pesado, João tentava subir quando foi surpreendido pelos bandidos.

Os cabras, com raiva, deixaram as mulheres na sala, junto com os filhos e sobrinhos e reviraram a casa toda em busca de dinheiro, armas, joias, relógios, brincos e anéis… E trouxeram a roupa da família, vestidos, ternos, camisas… Para tocarem fogo em tudo.

Nesse ínterim, entrou o chefe do subgrupo Cajueiro, ordenando que não fizessem nada àquela família. O cangaceiro Craúna quis se exasperar. Cajueiro foi duro e disse que ninguém mexeria com as vítimas. Estavam no impasse Craúna e Cajueiro, quando chega Lampião, e sem tomar conhecimento de nada foi logo dizendo que Cajueiro tinha razão. Craúna engoliu inturido, e mais na frente perguntou por que Lampião dera razão a Cajueiro, sem nem perguntar nada ainda. Ele teria respondido que “toda a vez que vocês estão contra Cajueiro, Cajueiro tem razão”.

Marinho Rodrigues de Oliveira mudou-se com a mulher dona Prazerinha e família para à cidade, tornou-se comerciante no centro e fazendeiro na periferia. Botou a filharada nas escolas e seu filho Clodolfo Rodrigues de Melo tornou-se o primeiro médico santanense a clinicar em Santana do Ipanema.

Lampião era a besta-fera! Já ouviu falar?

06 Maio

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O GIGANTE DA COLINA

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de maio de 2015

Crônica Nº 1.424 

Foto: Alagoas na Net

Foto: Alagoas na Net

Não, não estamos nos referindo ao nosso glorioso Vasco da Gama, mas sim, ao hospital que leva o nome do Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo.

Ao falarmos sobre o Dr. Clodolfo Rodrigues, na Rádio Milênio, quando entrevistado sobre a história de Santana do Ipanema, semana passada, tivemos uma surpresa. A senhorita Maria da Luz, irmã do médico, nos telefonou agradecendo pela referência sobre aquele ilustre personagem. Consideramos o gesto grandioso, como os que acham dinheiro e devolvem ao dono, sendo motivo de alarde na grande mídia. O costume de agradecer, de fato vai se diluindo com o tempo junto com a forma de pedir desculpas pelos erros cometidos.

O Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo, hoje no Recife, é filho do saudoso comerciante Marinho Rodrigues, que possuía armazém de secos e molhados no “prédio do meio da rua” (atualmente demolido). Viera para Santana do Ipanema após uma investida cangaceira no serrote da Furna, em 1926. Marinho, além de comerciante era proprietário de terras na periferia de Santana, na região da serra Aguda. Das suas terras nasceu o que chamamos Conjunto Marinho. Herdeiro dos seus terrenos, o Dr. Clodolfo possuía as que hoje pertencem ao hospital. Mais acima da colina, após a unidade, sua fazenda foi vendida e acha-se loteada para conjunto residencial.

Clodolfo Rodrigues de Melo estudou no Recife, formou-se em Medicina e veio clinicar em Santana do Ipanema, sendo o primeiro médico da terra a realizar esse mister. Prestou relevantes e impagáveis serviços à população da terra, sendo muito mais que justa a homenagem em torno do seu nome no hospital da Cajarana.

Os serviços prestados pela unidade ainda divide opiniões, porém, o intuito aqui é apenas situar a parte física que vai do Conjunto Marinho à Cajarana. Um verdadeiro Gigante da Colina é o Hospital Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo, situado na parte mais alta de Santana do Ipanema no grande Bairro Floresta. A sua frente voltada para o lado centro da cidade, representa um dos mais belos mirantes da periferia. Infelizmente a estrada de acesso ainda é estreita e à base de paralelepípedos. Até quando, não sabemos.

A propósito, temos a última entrevista gravada pelo médico santanense. Última, devido a sua fragilidade física. Um herói desbravador da Medicina no sertão alagoano.

05 Maio

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JUAZEIRO DO NORTE, VEJA SÓ

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de maio de 2015

Crônica Nº 1.423

Olhem o que encontrei, amigos:

Foto: (diariodonordeste.com)

Foto: (diariodonordeste.com)

“Juazeiro do Norte surpreende mesmo: é o maior centro comercial e industrial do interior do Ceará e um dos maiores do Nordeste; é o terceiro maior polo da indústria calçadista nacional, depois de Franca (São Paulo) e novo Hamburgo (Rio Grande do Sul); é o terceiro maior centro nacional de comercialização de produtos folheados em ouro; é o principal centro de artesanato brasileiro em variedade e qualidade; é o mais importante centro da literatura de cordel no país. É o maior centro de educação universitária do Ceará, com 50 faculdades; tem a considerada melhor faculdade de Medicina do Nordeste, pioneira no ensino médico privado; oferece o melhor ensino médio do Nordeste; é sede nacional da indústria Singer, fabricando e exportando máquinas de costura para 120 países; tem o melhor ginásio de esportes do Ceará e o maior estádio de futebol do interior do estado; possui a maior Feira de Negócios do interior do Nordeste; promove a maior festa de são João do Ceará; dispõe da melhor rede hoteleira do Cariri e o melhor resort do interior do Nordeste; é sede do Aeroporto Regional do Cariri, cujo movimento é o que mais cresce no Brasil, segundo a Infraero, acima da média nacional; e te a TV Verde Vale, a primeira emissora de televisão do Vale do Cariri. Por tudo isso, tem atraído mais e mais investidores em todos os setores produtivos da economia e da sociedade, especialmente no comércio, na indústria, na educação e no turismo. Com um dos menores territórios municipais do Ceará e maior cidade do interior do Estado, Juazeiro do Norte vem, há mais de 40 anos, liderando um processo de conurbação, expandindo seu desenvolvimento urbano na direção da segunda e terceira mais importantes cidades do Cariri – Crato (110 mil habitantes) e Barbalha (60 mil habitantes), formando, assim, o núcleo metropolitano JUABC. Daí sua condição de Metrópole do Cariri, exibindo o progresso e a pujança de uma pequena capital no interior do Nordeste”.

Digam alguma coisa, administradores santanenses!

04 Maio

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MÊS DE MAIO, MÊS DAS NOIVAS

Clerisvaldo B. Chagas, 04 de maio de 2015

Crônica Nº 1.422

  Foto: noivasenoivosograndedia


Foto: noivasenoivosograndedia

Finalmente estamos no mês de maio, início dos tempos chuvosos em Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Vivendo seca prolongada o sertanejo tem a esperança de um inverno normal que se prolonga até os meados de agosto.

Segundo o catolicismo o mês de maio também é dedicado a Maria, mãe de Jesus. É o quinto mês do calendário gregoriano e tem 31 dias. O seu nome é proveniente da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Mas também existem outras versões como a relativa à deusa grega Maya, mãe de Hermes.

As tradições variam pelo mundo com suas lendas e costumes,

“Tudo indica que seja por causa de uma tradição importada do hemisfério norte, onde maio é um mês muito importante para os costumes populares. Naquela parte do mundo, a chegada de maio é celebrada com muitas flores, em homenagem à natureza que refloresce e à primavera que por lá atinge a plenitude. Ao longo dos séculos esses elementos foram sendo associados à celebração do amor no casamento. Essa mesma ligação com as flores e a feminilidade fez com que maio, além de mês das noivas, também fosse considerado o mês das mães e de Maria”.

No sertão alagoano sempre houve uma preferência pelas mulheres como mês do casamento em maio. Com o modernismo, novas formas de pensar vão quebrando as tradições, mas não quebram a beleza dos símbolos que rodeiam o mês de Maria e das outras mães.

Sendo o dia das mães todos os dias, não deixa de ser marcante o mês de maio como exaltador ao carinho materno, levando à frase do cantador repentista no seu mote divino: “Quem perdeu mamãe perdeu/ o doce melhor da vida”.

De qualquer maneira ainda vem à saudade dos casamentos da roça com três dias de festa com fartura de bebida, comida e música de sanfona até dizer basta.

Ah! Mês de maio é mês das flores! Mês de maio é mês de Maria!

01 Maio

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TRABALHO, SUOR E DIGNIDADE

Clerisvaldo B. Chagas, 1º de maio de 2015

Crônica Nº 1.421

Foto: voceeorepórter.blog

Foto: voceeorepórter.blog

 Trabalho é o conjunto de atividades realizadas, é esforço feito por indivíduos com o objetivo de atingir uma meta.

“O trabalho faz com que o indivíduo aprenda a fazer algo com um objetivo definido, desde a época do trabalho escolar no colégio, e com isso, o ser humano começa a conquistar seu próprio espaço, respeito e consideração dos demais. Quando a pessoa realiza um trabalho bem feito, também contribui para a sua autoestima, satisfação pessoal e realização profissional”.

Vamos encontrar o trabalho desde os tempos mais remotos no exercício de diversas profissões ou atividades. À medida que o mundo aumentou a sua população, novas e modernas profissões foram surgindo para preencher as necessidades surpreendentes e novas.

O trabalho existe em todos os países, independente de crença ou ideologia. Quando espontâneo e honesto, além de trazer a satisfação pessoal, permite ao indivíduo o sustento e o respeito integrando-o à sociedade em que vive.

Dentro do conceito trabalhista também surgem os conflitos em defesa da família, de proteção ao indivíduo, da dignidade procurada. As leis do trabalho visam se adequar aos tempos modernos quando surgem descobertas e se integram às atividades humanas.

É através do trabalho profícuo e compensatório que o homem se realiza e tem a satisfação de proteger a sua própria família.

Os conflitos trabalhistas continuam no mundo, em parte, pela usura, mas também pela busca do aperfeiçoamento constante, pois o trabalho é dinâmico e está sempre buscando novas facetas evolutivas.

Ser chamado de homem trabalhador ou mulher trabalhadeira é uma honra para qualquer indivíduo, independente da pregação da malandragem, da escória que reluta em negar o trabalho.

Ser um cidadão decente hoje em dia requer muita coragem devido aos apelos negativos nos meios sociais.

As conquistas dos trabalhadores é algo móvel buscando sempre o aperfeiçoamento e… Como uma gangorra, tem sempre os seus momentos de altos e baixos. Vamos vislumbrar o futuro da classe trabalhadora.

ESCRITOR PALESTRA EM INSTITUTO

Clerisvaldo B. Chagas, 30 de abril de 2015

Crônica Nº 1.420

UMA NOITE FELIZ PARA A CULTURA LOCAL

UMA NOITE FELIZ PARA A CULTURA LOCAL

Aconteceu no prédio da Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte, a apresentação à sociedade da organização Instituto Ação de Promoção à Cidadania e Desenvolvimento, pelo seu presidente Rogivaldo Chagas. Ontem à noite, pessoas convidadas e interessadas estiveram participando da primeira de uma série de palestras planejadas pelo referido Instituto.

Durante mais de uma hora o escritor Clerisvaldo B. Chagas falou à plateia sobre o tema: “Santana do Ipanema; a gênese” correspondente às partes históricas e geográficas sobre o município. Foram abordados assuntos como os primórdios, as sesmarias, os primeiros habitantes do território e a fundação do futuro município.

IMPORTANTE APOIO DE MARCELLO AO ÊXITO

IMPORTANTE APOIO DE MARCELLO AO ÊXITO

Deixando o miolo da história com seus inúmeros aspectos, o palestrante passou a falar sobre os diversos blocos físicos e populacionais (seis, segundo o autor) que deram origem a cidade de Santana do Ipanema com todos os seus desdobramentos. Foram classificados por Clerisvaldo como blocos físicos populacionais que deram origem ao todo, as poções: Maniçoba/Bebedouro, Centro/Monumento, Camoxinga, Domingos Acácio, Floresta/Alto dos Negros e Eduardo Rita.

Diante de plateia pequena, mas atenta, ao terminar sua explanação o escritor foi amplamente aplaudido e interagiu com os presentes. Mesmo com o encerramento da palestra a plateia não quis arredar o pé do recinto, querendo mais e mais demonstrando a insaciável sede cultural.

Assim a Focus Binarius também ministra sua primeira palestra, tendo o escritor Marcello Fausto como auxiliar técnico e apoio numa demonstração de grande valia para o êxito do empreendimento da Focus Binarius.

ROGIVALDO CHAGAS APRESENTA O INSTITUTO

ROGIVALDO CHAGAS APRESENTA O INSTITUTO

Pessoas ilustres fizeram parte dos ouvintes, e contaram suas experiências vivas com a história de Santana.

Um “kit” de felicidades pairou no céu da cultura sertaneja ontem à noite na empreitada do Instituto Ação de Promoção à Cidadania.

A FOCUS BINARIUS continua com seu cardápio variado.

VIVA SÃO JOSÉ

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 2015

Crônica Nº 1.419

São José (Foto: seminariosãojose.orgbr/events)

São José (Foto: seminariosãojose.orgbr/events)

Os foguetes cortaram os ares anunciando a festa de São José. Desmembrado do grande Bairro Camoxinga, a antiga COHAB Velha e sua periferia, em Santana do Ipanema, Alagoas, construíram uma igrejinha dedicada ao santo, como sede dos seus movimentos religiosos. Igreja pequena é bem verdade, mas muito bem organizada pelos seus cuidadosos zeladores.

O Bairro São José é modesto e tem como repartições públicas o corpo de bombeiros, um posto de saúde, uma escola estadual, uma do município, padaria, mercadinhos e, praticamente, só. Limitado ao norte pela BR-316, o Bairro São José parece conformado com a falta de investimentos e o marasmo, designando sempre o Centro da cidade como destino de compras e vendas.

Seu protetor, o pai de Jesus, provavelmente nasceu em Belém e cujo pai se chamava Jacó. Sua figura é passada como um jovem de talento, humilde, manso e devoto. Quando Maria foi dada em casamento a José, teria 14 anos. Entretanto, Maria continuou a morar em casa da família em Nazaré da Galileia ainda por um ano, que era o tempo pedido pelos hebreus entre o período do casamento e a entrada na casa do esposo. É longa e bonita a história do santo padroeiro do bairro.

O pai de Jesus representa um dos santos mais queridos do Brasil, principalmente na região nordestina. Sua veneração surge das mais diferentes formas como novenas, missas, procissões, devoções e nomes de filhos em sua homenagem. Multidões acorrem ao santo sempre que se defrontam com as dificuldades das secas. O seu dia, no mês de março, é aguardado com ansiedade e alegria pelos agricultores, quando iniciam o plantio do milho no sertão. Seu dia é um marco que decide o estio ou as chuvas que tanto abençoam os sertanejos.

O pequeno e humilde Bairro São José, mais uma vez não deixou passar em branco os louvores ao seu grande e milagroso padroeiro. Haja foguete cortando os ares! Ele merece. Viva São José.