27 Maio

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APELO AO PREFEITO E A CÂMARA EM NOME DA HISTÓRIA

Clerisvaldo B. Chagas, 27 de maio de 2015.

Crônica Nº 1.429

Povoado Areias Brancas ( Foto: Sertão 24 horas)

Povoado Areias Brancas ( Foto: Sertão 24 horas)

Apelamos para o prefeito Mário Silva e a Câmara de Vereadores, para que seja corrigido um erro cometido na gestão passada ou nas gestões passadas. Erro histórico é grave. No livro “O boi, a bota e a batina; história completa de Santana do Ipanema”, contamos também a história completa de todos os povoados do município. A história sobre o povoado Areias Brancas foi exaustivamente pesquisada desde os primeiros moradores aos atuais estudante e jamais encontramos qualquer coisa que chamasse o povoado de “Areia Branca”. Não se admite distorcer a história por simples prazer de alguém que nem se sabe quem seja. Creio que nem a Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte, tenha aprovado tal aberração sem as mínimas provas de um aventureiro qualquer.

Apelamos, portanto, para que o gestor Mário Silva, corrija a placa indicativa colocada naquele povoado com o nome correto que é “Areias Brancas”, no plural e não no singular, como a Areia da Paraíba. Em Alagoas basta o erro Maribondo, quando o correto e Marimbondo e Girau do Ponciano, quando o certo é Jirau do Ponciano. A quem interessa distorcer o título do povoado Areias Brancas? Além disso, apelamos ao prefeito, que documentos e outros afins que estiverem com a aberração, sejam também corrigidos e que seus moradores voltem a sentir a história e a verdadeira tradição da “Terra do Caju”.

ÓLEO

Já o arraial (chamado povoado Óleo) nasceu de uma brincadeira do vereador e presidente da Câmara (já falecido), Jaime Costa. Tendo passado por ali vindo da sua fazenda, próxima, o vereador, vendo o pessoal trabalhando no terreno de argila, o chamou de turma do óleo; uma alusão aos trabalhadores que militam nos postos de gasolina, trocando óleo dos automóveis. O apelido pegou até hoje, mas seus habitantes não sabem a origem do nome. Possuímos texto contando o episódio, para ser entregue aos moradores daquela comunidade, para complemento da sua história municipal. Não tive ainda ocasião de levá-lo, mas encontra-se à disposição do prefeito Mário Silva e dos vereadores, para apresentarem o texto histórico à comunidade do Óleo.

Esperamos ter feito a nossa parte cultural histórica, cabendo ao Executivo e ao Legislativo fazerem a outra parte. Aguardemos.

26 Maio

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A IGREJINHA DE SÃO GONÇALO

Clerisvaldo B. Chagas, 26 de maio de 2015.

Crônica Nº 1. 428

Igrejinha de São Gonçalo. Foto (Alagoas Memorável; patrimônio arquitetônico)

Igrejinha de São Gonçalo. Foto (Alagoas Memorável; patrimônio arquitetônico)

Viajando entre Maceió e Santana do Ipanema, avistamos uma casa em ruínas, isolada, no campo. O comentário foi inevitável: “Nada mais triste e feio do que uma construção em ruínas”.

Quantas e quantas histórias perdem-se no tempo sobre essas construções residências, igrejas, casarões silenciosos.

Uma dessas residências em ruínas encontrada em nossas pesquisas no sítio Olho d’Água da Cruz, falava de tragédia e horror. As cenas contadas, por antigos moradores dão a impressão de que ninguém passa por ali sozinho, à noite principalmente.

Muitos outros edifícios, ainda não em ruínas, marcam também seus tipos de história, triste, gloriosa ou melancólica como a igrejinha patrimônio arquitetônico de Alagoas, de São Gonçalo do Amarante (assunto já abordado em outra crônica).

Situada no Alto da Jacutinga, atual Bairro do Farol, o prédio chama atenção pela sua humildade ao lado de poderoso mirante e edifícios modernos e imponentes. Pois aquela igrejinha, quase sempre fechada, representava antigamente um armazém de munição; paiol de pólvora guardado por sentinelas que vigiavam o porto auxiliado pelo farol. Era chamado Morro do Paiol ou Morro da Pólvora.

O referido prédio foi desativado em 1888, recebendo modificações como ganho de torre de sino e outras que lhes deram o aspecto de igreja, conservando a sua simplicidade exterior e interior. Ali, São Gonçalo do Amarante foi entronado padroeiro.

Nas solenidades que acontecem naquela igrejinha, o silêncio em torno e a humildade, reconfortam o interior, desarmando o estresse cotidiano, numa forte harmonia com Jesus.

Visitar a igrejinha de São Gonçalo é sentir uma atmosfera que deixa a nossa alma leve como algodão-seda, chorosa como a Virgem e humilde como a própria igreja.

25 Maio

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CULTURA, ARTE E HISTÓRIA DE ALAGOAS

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de 2015

Crônica Nº 1.427

Prédio da Associação. Foto: (Alagoas Memorável)

Prédio da Associação. Foto: (Alagoas Memorável)

Diante do imponente prédio da Associação Comercial de Maceió e dos antigos trapiches do Bairro Jaraguá, navegamos na Arte e na História caeté.

Recorrendo ao 10º fascículo dos dez publicados pela Organização Arnon de Mello, com o título “Alagoas; patrimônio arquitetônico”, sem data, página 268, encontramos que o referido prédio foi iniciado em 1923 e teve sua inauguração em 1928. A pomposa construção marcou o auge do movimento econômico naquele bairro portuário. Na íntegra, diz o texto: “Seu porte elegante revela-se na alta escadaria de mármore, nas colunas de capitéis jônicos e coríntios, nas portas e janelas de inspiração neoclássica e no destacado frontão triangular, trazendo no tímpano o escudo da entidade” (…).

“O salão nobre conserva a pintura original executada por José Paulino Albuquerque Lins, com barra superior e medalhões representando cenas campestres de Alagoas. Abriga em seu interior a escultura do deus Mercúrio, originário da antiga Praça Euclides Malta”.

“Destaca-se ainda o acervo mobiliário de seus primórdios e de peças vinculadas às atividades comerciais”.

Outros patrimônios arquitetônicos são revelados entre textos e imagens neste mesmo fascículo como trapiches (armazéns), hoje revitalizados e com outras finalidades, fundação Chalita, Museu da Imagem e do Som, Memorial Teotônio Vilela, Museu Théo Brandão, Casa Jorge de Lima, Catedral, Igreja dos Martírios, Igreja de São Gonçalo, ex-Palácio Floriano Peixoto, Teatro Deodoro, Tribunal de Justiça, Biblioteca Pública e Casarão José Lopes.

Outro ângulo do prédio da Associação. Foto: (Alagoas Memorável)

Outro ângulo do prédio da Associação. Foto: (Alagoas Memorável)

Os casarões antigos e museus, tombados pelo patrimônio histórico, atraem significativa parcela do turismo global em todos os países do mundo, gerando emprego e renda.

Pesquisadores de áreas afins fazem desse tipo de roteiro uma verdadeira devoção. Procuram seus objetivos tanto nas grandes metrópoles quanto em média e pequenas cidades, perdidos povoados e até mesmo em campos isolados.

Alagoas é riquíssima nas artes e na história.

24 Maio

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11 Mitos Sobre a Tecnologia

1. Macs não pegam vírus

Há uma crença muito forte de que os computadores da Apple não são suscetíveis a malwares, incentivada inclusive pela própria empresa, que costumava dizer que seus PCs não eram tão vulneráveis quando os Windows. Mas não é bem assim: em 2012 um trojan afetou milhares de computadores Mac, o que causou até uma mudança na estratégia de marketing da companhia. Na dúvida, é sempre bom ficar atento e usar a internet com segurança.

 2. A navegação em modo privado mantém o usuário realmente anônimo

Navegar em modo anônimo significa somente que o navegador não vai guardar o histórico de navegação, importar os favoritos ou entrar automaticamente nas contas do usuário. Apesar de evitar que outras pessoas saibam o que é acessado, o recurso não mantém a identidade oculta nos sites visitados.

3. Deixar o celular conectado ao carregador destrói a bateria

Muitas pessoas acreditam que deixar o celular conectado ao carregador mesmo depois de a bateria estar totalmente carregada pode prejudicar a vida da bateria do telefone, mas não há nenhum indício de que isso aconteça. Smartphones atuais vêm com baterias de íon-lítio, que são inteligentes o suficiente para parar de carregar quando atingem a capacidade total.

4. Carregue o celular só quando a bateria estiver quase no fim

Outro mito muito popular sobre as baterias. Na verdade, pode ser melhor ainda carregar o dispositivo antes de a bateria ser drenada totalmente. As baterias têm um número limitado de ciclos de carga antes de perderem a capacidade de reter energia. Os ciclos são definidos como o carregamento de um aparelho de 0 a 100% de sua capacidade. Por isso, não fique preocupado: carregar com um pouco de bateria evita “gastar” mais um ciclo completo.

5. Mais megapixels significam sempre uma câmera melhor

A qualidade de uma foto é determinada em grande parte pela quantidade de luz que o sensor da câmera é capaz de absorver, e não pela quantidade de pixels do dispositivo. O que realmente importa é o tamanho dos pixels, e não seu número. “ Funciona mais ou menos como segurar um dedal em uma tempestade para tentar pegar água.Quanto maior for o dedal, mais fácil é pegar mais gotas em um curto período de tempo “, explica o fotógrafo profissional Mattew Panzarino.

6. Quanto maior a resolução de tela em um smartphone, melhor

Nem sempre. Alguns especialistas afirmam que em determinado ponto, a resolução da tela simplesmente não faz diferença, já que o olho humano não consegue discernir melhorias na imagem quando ela ultrapassa 300 pixels por polegada.

 7. É ruim usar o carregador do iPad no iPhone

Na verdade, este mito é um pouco mais complicado. Apesar de o site da Apple afirmar que o carregador do iPad pode servir tanto para o tablet quanto para o smartphone, há indícios de que a utilização prolongada (todos os dias por mais de um ano, no mínimo) pode tornar a bateria do iPhone menos eficiente

 8. Não é bom desligar o computador todos os dias

Muita gente costuma deixar o notebook em modo de espera, para garantir que aplicativos utilizados estejam ao alcance das mãos rapidamente, mas a verdade é que é bom desligar a máquina regularmente. Fazer isso economiza energia e “dá um tempo” para os componentes do PC, contribuindo para sua longevidade.

9. Segurar um imã perto do PC vai apagar todos os seus dados

A ideia não está errada, mas seria necessário ter um imã realmente grande para acabar com o HD de um computador. Pode ficar tranqüilo: um imã de geladeira não vai causar nenhum estrago.

 10. Celulares dão câncer cerebral

Quase todo mundo sabe que os telefones emitem uma radiação que pode ser absorvida pelo tecido humano, mas não há evidências conclusivas que mostram a ligação entre os aparelhos e o câncer. Veja o que o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos diz:

“Embora existam preocupações de que a radiação emitida por telefones celulares afete o cérebro e outros tecidos, até agora não há nenhuma evidência de estudos de células, animais ou seres humanos que a energia de radiofreqüência possa causar câncer”.

11. Mais sinal garante uma internet mais rápida

As barras de sinal não garantem necessariamente uma boa recepção, elas apenas indicam que o usuário está perto de uma torre de celular. Outros fatores interferem na velocidade da internet, como o número de pessoas que utilizam a mesma rede, por exemplo.

via BusinessInsider

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21 Maio

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Maria Aparecida é a nova Secretária Municipal de Educação de S. do Ipanema/AL

11143298_10206051156331548_6812912468838624861_nMaria Aparecida foi nomeada hoje no cargo de Secretária Municipal de Educação de S. do Ipanema/AL.  Aparecida já teria ocupado interinamente a referida secretaria, em momento que Renalda acabou se ausentando por motivos particulares. A ex-coordenadora Maria Aparecida dos Santos. A professora é funcionária pública municipal efetiva e já atuava dentro da própria secretaria, desde gestões passadas.

20 Maio

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O ROUXINOL,A COTOVIA

Ilustração: Fábio Campos

Ilustração: Fábio Campos

Três pés de coqueiros lá longe. Meio caminho andado do horizonte. Um cachorro beirando a estrada, vindo. Um cavalo comendo capim, tão próximo dava pra ouvir a respiração. “-Vô, cavalo é menino ou menina?” “-Este de cá é menino. Aquele é menina.” Um homem de chapéu de palha uma corda na mão. Alto, esguio,de tudo se apossou, da estrada, da história, do cavalo que comia.

No alto do morro um castelo todo branco,abrigava sonhos. A entrada ficava do outro lado. De cá dava somente pra ver as janelinhas, que olhavam. Um caminho velho de terra, antigachegava chorar de tristeza. Outro homem triste de longa barba e olhos de por medo, vinha. A muito tempo vinha, e ia. Já perdera a conta das vezes que vinha e ia. Uma vida inteira indo e vindo. Uma morte inteira, indo e vindo. Onde estaria Justino? Também um dia tornara-se dono daquela estrada, sendo parte da história daquele bairro afastado. Ninguém mais entre os viventes sabia disso. Muito tempo se passara.Meu Deus, e Firmino? Onde estaria? Os novos moradores jamais buscaram conhecer o que havia ocorrido, no passado. Sabiam apenas que Firmino era pai de Maria de Lourdes, que tinha vitiligo. E esta, era mãe de André, Andreia e Melissa que não tinham a doença. Noutro dia dois moleques acuaram Firmino no ermo da estrada, e roubaram-lhe os pertences, uma velha carteira de couro um canivete, cabo de madrepérola,de tanta estima. Carteira e documentos, jogados à beira da estradanoutro dia a neta Andreia encontraria.O canivete nunca mais. Tinha ido ao banco sacar o dinheiro mensal da aposentadoria. Venceram-se as contas de água e luz. Nada pode dar no mercado. Meu Deus que mês difícil de varar! Na rua dos homens,viera um que estava embriagado. Era sábado e vinha da feira, nada nas mãos. Ficou paradono meio da rua. Feito estátua balançando, preste a desabar, gesticulava,ao vento dizia. Como quem conversava a um interlocutor invisível, inexistente para quem apreciava. Na verdade um velho amigo. O vigilante noturno em plena tardeapareceu, na porta da casa do irmão. Chegou numa motocicleta vermelho cromada, afrontou o azul do céu, de nuvens brancas sucumbidas por outras cinzastúrgidas de água.A casa do irmão também vigilante.Havia sido morto num outro dia de sábado. Era noite, e vigiava o posto de gasolina. Recebeu dois tiros pelas costas. O sangue no calçamento da cor da luz da ambulância ainda que muda, gritava em vermelho. Nem tudo que estava lá era mentira. E se fosse, seria uma mentira diferente. Assim disse Thomas.

Pelo menos três crimes haviam ocorrido naquele mesmo lugar. O vigilante noturno, odono do posto de gasolina, um motorista de carro de aluguel. Infelizmente, nenhum dos três jamais fora justiçado. Na época, a lua ensanguentada disse lágrimas. Ficou querendo se esconder atrás dumaspoucasmanchas escuras, quando viu que não tinha jeito, se obrigou a assumir toda formosura.E vieram outras tardes. O homem da motocicleta ficou na varanda da casa do irmão, esperando que aparecesse alguém pra conversar. Toda tarde ia lá, desde quando ainda estava nesse mundo. Continuou indo depois do ocorrido. Queixo apoiado sobre os braços cruzados sobre o balaústre da casinha singela, esmeradamente pintada de verde. O próprio dono a pintara. Casa de uma única janela, como nos contos de conto de fadas. Pra varrer a poeira e as folhas secas trazidas pelo vento,aparecia a cunhada. Lenço amarrado na cabeça. Com a vassoura tangeu ciscos, e o espírito.

E tinha a louca. A mulher que perdera a lucidez. Em idade avançada à sensatez perdera. Alguns diziam que eram males de família, outros que estaria possuída. Na verdade talvez se sentisse perseguida, odiada, injustiçada. Por todos e por tudo era onde residia o incomum. Imprecações ditadas ao vento contra todos.O próprio vento inimigo mortal se tornaria. Tratamento a base de psicotrópicos, pouco adiantaria. Ao contrário piorara até. As cenas do rio com muita nitidezviriam, não sendo nada bom rever. O rio havia se tornandoameaça. Afilha do rio ameaça ainda mais forte se tornara. Eliminá-los tarefa nada fácil. A mãe, pobre mãe,sofria sem nada poder fazer, a não ser morrer.O que aos lunáticos estaria de bom tamanho. Os irmãos se vivos estivessem jamais podiam admitir aquilo. Nada, nem ninguém jamais poderia ser empecilho na vida de quem quer que fosse. Ninguém precisava morrer pra que todos fossem felizes. Que outros planos não revelados totalmente, ainda mais escusos haveriam por trás de tudo aquilo? Naqueles outros planos talvez não se admitisseretrocesso. Voltar a viver na casa paterna era retrocesso. O mundo crudelíssimo carecendo o tempo todo de significados plausíveis. Viver infelizmente era algo que necessitava de significados. Com mil diabos! Nada fazia sentido naquele momento! Deus devia ser um cara de muito péssimo humor. Era o que pensava naquele instante. Primeiro fazia as pessoas avançarem e depois tinham que recuar. Depois de tantos avanços! Voltar séculos de suas miseráveis vidas em torno de um alguém que evidentemente não mais fazia o menor sentido. Preciosíssimos momentos infelizmente seriamperdidos.

O anjo negro sempre presente. Não aparecia, ninguém via, mas estava lá. Aconselhando sempre pro mal, como se fosse pro bem. E os dias molhadostanta falta fazia. O outro avô de Thomas chamava-se Tomaz. Todo dia ia pra roça, um homem pacato, feliz pela vida que sempre vivera. Realizado pelo que construíra. Filhos, roça, a barbearia,a gaita no cair da tarde. Um cigarro pitadodepois das refeições. O que mais poderia almejar. A outra vó na sua altivez nunca se escusava de dizer o que não lhe agradava. Sempre sublinhava: “-Pra mim, isso não se cria.”também “-Não vejo graça nisso.”Tantas vezes ouvira dizê-las. Não concordava com o jogo de baralho detodas as noites que vô Tomaz inventava. Mais ainda nos finais de semana. Sempre na casa das meninas. Das bandas de Pernambuco vindas. Na língua da ruatão faladas coitadas. Final de rua, donde a lua sorridente, no começo da noite vinha. Alta madrugada retornava a casa. Por outro lado, não concordava elecom o compadre, que toda noite pra cozinha da comadreindo, prosear até altas horas.Pouco se importando com a ausência do compadre.Naturalmente discutiriam a respeito. No calor da discussão foi chamado de idiota. Questionou que ninguém merecia por tal nome ser chamado. A própriabíblia condenava. Quando isso acontecia ia dormir numa camarinha de vara, coberta com um tecido de linho que pegara seu cheiro. Outro ia deitar alipra sentir sua presença. Coisas de muitos anos passados, vindo. Ditados que nunca mais ouvira repetir: “-Meu Deus do céu, quem morre deixa o chapéu.” E realmente deixou. De massa, era preto. Todo domingo levava pra missa. As enormes pilastras laterais da nave central,coalhadas ficavam de chapéus. Todos já se foram. Os chapéus ficaram.

A Cotovia. A avó que Thomas jamais conhecera todas as manhãs lhes vinha. Do mesmo jeito que ia pra roça, na estrada que era dela. Estrada que ia construindo todo dia. Cantando cantiga de lembrar passado. No limiar de cada manhã vinha. Ainda Thomas se preparava pra ir pra escola. E lhes vinha a Cotovia. Através da janela Thomas via a ave cantando, sobre um dos fios de telefone cantando. Juliana lhe dando banho, perfumando, colocando-lhe a farda.Ao descer as escadas do apartamento dizia: “-Mãe aquela passarinha gosta muito de mim.” Juliana concordava “-Está bem Thomas ele gosta.” “-Não é ele mãe é ela! Éum passarinho menina!”

O Rouxinol. O avô que Thomas nuncaconhecera, embora todas as noites lheviessem. Na antiga fotografia jubilada, que pena alguns daqueles se tornarammaus. Do mesmo jeito que ia, no meio da rua dos homens vinha. Pra casa de jogo das meninas,vindas das bandas de Pernambuco. E punha a cantar seu canto que ia até a janela do seu quarto. E era um canto que desejava que ele fosse muito feliz. Não era pra ser um canto triste, mas acabava sendo.Três pés de coqueiros que de noite dava pra ver só a silhueta. Estavam lá ornando o imenso jardim da universidade. Até vir o raiar do dia e o canto da cotovia permaneceria lá.

Fabio Campos, 11 de maio de 2015

17 Maio

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Cientistas criam vírus de computador que se espalha no ar

Em áreas densamente habitadas, onde há muitas destas redes sem fio, o vírus pode ir de rede em rede, procurando por suas falhas. Uma vez no controle de um ponto wi-fi, o vírus deixa vulneráveis os computadores conectados a esta rede . O chefe da equipe de pesquisadores disse à BBC que o objetivo é criar um programa de computador capaz de evitar que esse tipo de ataque seja possível.

“Em vez de esperar que as pessoas criem senhas fortes, é melhor integrar sistemas capazes de detectar intrusos nesses pontos de acesso”, disse Alan Marshall, professor de redes de comunicação da Universidade de Liverpool. Ele não quis entrar em detalhes sobre os métodos usados para prevenir o uso desse tipo de ataque, mas disse que a tecnologia necessária para testar esses métodos foi criada na universidade.

Sob controle

Chamado de “camaleão”, o vírus procura por pontos de acesso a redes sem fio – aparelhos que transmitem o sinal wi-fi – que não tiveram suas senhas de fábrica alteradas. Essa senha é diferente das usadas para se conectar à rede sem-fio propriamente dita e, com frequência, não são alteradas por quem compra esses aparelhos. Isso dá controle do ponto de acesso ao hacker, que pode acessar os computadores conectados à rede para roubar informações.

Disseminação

Mas é o próximo passo do vírus que é mais incomum. Uma vez instalado no ponto de acesso, o vírus pode – sem ser controlado por um humano – buscar automaticamente outros pontos de acesso vulneráveis para assumir seu controle. Marshall disse à BBC que é improvável que isso represente uma ameaça às redes wi-fi de grandes empresas, já que elas normalmente têm muitos mecanismos de segurança. No entanto, redes domésticas ou de empresas menores, como restaurantes e bares, não costumam ter esses mecanismos. Segundo o cientista, como sua equipe conseguiu provar que a ameaça é real, o foco agora é criar um programa capaz de prevenir esse sequestro de redes sem fio.

texto original da BBC Brasil

13 Maio

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FELIPE FELIX MISTER ECO BRASIL 2015.

11150444_681254988653049_1329697832982888225_nDelmirense, 22 anos, 1,83 de altura, conquistou o direito de representar o Brasil em um concurso internacional, que será realizado em breve, após bater mais de 25 candidatos de todo o país no concurso Mr. Eco Brasil 2015, realizado entre os dias 23 a 26 de abril, em Salvador-BA,estudante de Educação Física.

Coluna Celebridade In foco – Como surgiu essa vontade de ser modelo?

FENN FELIX – A vontade de ser modelo surgiu quando pessoas começaram a me chama pra desfilar em lojas aos 15 anos.

Coluna Celebridade In foco – Qual o seu ídolo?

FENN FELIX – Meu ídolo e um cara que vem conquistando o Brasil e o mundo recentemente com muita garra o Felipe Franco.

Coluna Celebridade In foco – Como você é no dia-à-dia?

FENN FELIX – Eu sou um cara muito legal adoro fazer novas amizades e de correr atrás de meus objetivos de vida.

Coluna Celebridade In foco – Considerações finais.

FENN FELIX – Queria agradecer primeiramente Deus depois a minha família que me apóia nessa caminhada e todos meus amigos e pessoas que torcem pelo meu sucesso e a todos meus patrocinadores . Meu amigo ChiNna também.

1947480_636091379836077_3142384237120632381_n11046776_686284334816781_845972367989844144_nCAPAS REVISTA CELEBRIDADE FELIPE

13 Maio

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A importância da água

Ao longo de toda a história, o ser humano reconheceu que a água encontra-se no centro de todos os processos ligados a vida. Os grandes sistemas religiosos consagraram a água um lugar especial, sempre relacionado aquilo que pode existir de mais puro e profundo no espirito humano. O componente básico dos seres vivos e água. Para muitos seres vivos – como os peixes, algas e demais organismos aquáticos- além de formar o corpo, a água constitui o seu meio ambiente.

Porém, cada a tipo de sociedade desenvolveu, ao longo da história, suas próprias formas de distribuir e utilizar a água. A nossa forma de viver em sociedade, voltada para a produção e para o consumo de inúmeros produtos, criou a necessidade de utilizarmos enormes quantidades de água. Isso tem contribuído, como em nenhum outro momento da história, para a destruição das fontes de água potável e para a poluição dos rios, lagos e lençóis de água subterrâneos.

Para preservar as fontes de água potável é preciso cuidar da natureza. A água interliga os diversos fenômenos da natureza que ocorrem em nosso planeta Terra. E como se fosse o sangue do planeta Terra. O uso inadequado da água, relacionado a nossa forma de viver em sociedade, produz destruições e desequilíbrios na natureza, colocando em risco a vida de todos os seres vivos.

A água é um sinal tão forte da presença de vida que os cientistas que estudam os outros planetas procuram saber se existiu água neles. Nos primeiros meses de 2004, as meios de comunicação noticiaram o sucesso da expedição que colocou robôs na exploração de Marte. A principal notícia foi, segundo a Nasa – agência espacial americana, que um de seus robôs na superfície de Marte descobriu que o planeta já teve água suficiente para a existência de vida. Ainda não foi encontrado um sinal que indique a existência de vida em Marte. Mas, a principal condição foi encontrada. Descobriram que Marte já teve muita água, a suficiente para a existência de vida.