O JUMENTO E OS CACHORROS

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2015

Crônica Nº 1. 440

Foto: (tribunamoxoto.com)

Foto: (tribunamoxoto.com)

Interessante são as conversas do dia a dia nos aglomerados humanos. Um cidadão muito conhecido no mundo dos transportes nos falava sobre sua admiração ao assistir a uma “pegadinha” na TV. Dizia ele, querendo provar que jumento não é burro (como se o burro fosse burro) que o jumento estava querendo se alimentar. Não estava conseguindo. É que um cachorro se apodera da sua comida (do jumento) e não deixava o asinino encostar. Por três vezes o jumento tentou alcançar a comida, mas o cão latia sempre ameaçador. O jumento, certamente, receava ser mordido no focinho e recuava. Mas, após a terceira vez, o quadrúpede maior virou-se com a traseira para o cachorro e aplicou-lhe tremenda patada que o cão saiu gritando, segundo o cidadão: “Ganhei!… Ganhei!… Ganhei!…”. Com isso, o cantador do caso, procurava elogiar a inteligência ou instinto do bicho bruto.

O jumento queria comer a sua própria comida, mas o cão a roubava e ameaçava o dono.

Imediatamente nos chega à cabeça o que os brasileiros fazem com seus compatriotas, sem um pingo de ética e compaixão. Os corruptos, os ladrões que, descaradamente, roubam as verbas dos hospitais, permitindo o caos mostrado todos os santos dias pela imprensa nacional. As humilhações de centenas e centenas de escolas públicas, cuja verba é desviada pelos “goelas”. A força poderosa do roubo que não permite que o Magistério tenha salário decente. Os assaltos sem piedade das obras públicas. Os escândalos do dinheiro do País que só dá para os políticos que se apoderam das Minas de Salomão.

Enquanto isso, as leis brandas formuladas por eles mesmos, parecem gargalhar sem interrupção como o diabo gosta.

E ao lembrar a conversa da “pegadinha” do cidadão, não nos resta outra coisa senão comparar os corruptos, ladrões, aos cachorros. Os jegues assaltados em suas comidas, seus direitos, suas dignidades, somos nós o povo. Está faltando apenas viramos de costas para eles e fazer o que o jumento nos ensinou

SÃO JOÃO E O PROCURADO

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de junho de 2015

Crônica Nº 1.439

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Matemos um pratarraz de canjica e atestemos um São João decente. Ninguém pode colocar defeito na festa da capital Maceió que vem exibindo um clima junino desde o final do mês de maio. Inúmeros estabelecimentos comerciais grandes, pequenos e minúsculos, investiram nas bandeirolas de papel e no fundo musical de pé de serra. Nunca se viu tantas atrações entre cantores forrozeiros e tocadores de sanfona que saíram de todas as bibocas do estado. Não ficou uma só escola que não fizesse sua brincadeira com a criançada. A quadrilha e o tradicional coco das Alagoas foram valorizados nos mais diferentes lugares num resgate espontâneo e impressionante. Dias grandes em que Maceió vestiu totalmente a roupa do interior com seus pratos inigualáveis à base de milho.

Nos municípios, do sertão ao litoral, o São João pegou fogo, deixando em alta o forró pé de serra assistido pelo sanfoneiro bom ou remediado no cochilo do fole velho de guerra. Nos sítios, nas fazendas, nos povoados, todos esqueceram a ausência de um inverno cem por cento, preferindo fogueiras, bombas, rojões, foguetes, cerveja e cachaça que “ninguém é de ferro”.

A procura pelo principal componente das iguarias, o milho, não chegou a ser desesperador como se pensava. As chuvas desse ano não foram suficientes para toda a agricultura do estado. No sertão mesmo, as águas das chuvas não conseguiram penetrar bem nos terrenos mais duros, deixando o agricultor sem poder plantar. Apenas as partes mais arenosas aceitaram o jogo das sementes. Desse modo em Alagoas não saiu ainda o milho maduro que é o procurado. Contudo o milho verde e ainda novinho, veio das áreas sergipanas de irrigação, conseguindo abastecer todo o estado de Alagoas. A mão de milho (50 espigas) era encontrada nas cidades e ao longo da BR-316, a trinta reais, após a choradeira dos quarenta.

Com crise ou sem crise, nunca se brincou tanto o São João em Alagoas. Não queremos nem saber se o procurado veio de Sergipe. Viva o São João!!!

O SOFRIMENTO DE JESUS (III)

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de junho 2015

Crônica Nº 1.438

RESSUREIÇÃO

P. Ressurreição. Perugino (1449-1500)

P. Ressurreição. Perugino (1449-1500)

Mas na tarde do sábado, ao amanhecer o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria ao ver o sepulcro. E eis que tinha havido um grande terremoto. Porque um anjo do Senhor desceu do céu, e chegando removeu a pedra, e estava assentado sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua vestidura como a neve. E de temor dele se assombraram os guardas, e ficaram como mortos. Mas o anjo, falando primeiro, disse às mulheres: Vós outras não tenhais medo, porque sei que vindes buscar a Jesus, que foi crucificado. Ele já aqui não está, porque ressuscitou como tinha dito; vinde e vede o lugar onde o Senhor estava posto. E ide logo e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou, e ei-lo aí vai adiante de vós para a Galiléia; lá o vereis; olhai o que eu vô-lo disse antes. E saíram logo do sepulcro com medo, e ao mesmo tempo com grande gozo, e foram correndo, dar a nova aos seus discípulos. E eis que lhes saiu Jesus ao encontro dizendo: Deus vos salve. E elas se chegaram a ele e se abraçaram com os seus pés, e o adoraram.

Então lhes disse Jesus: Não temais; ide, dai as novas aos meus irmãos para que vão à Galiléia, que lá me verão. Ao tempo em que elas iam, eis que vieram à cidade alguns dos guardas, e noticiaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que havia sucedido. E tendo-se congregado com os anciãos, depois de tomarem conselho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, intimando-lhes esta ordem: Dizei que vieram de noite os seus discípulos, e o levaram furtado, enquanto nós estávamos dormindo. E se chegar isto aos ouvidos do governador, nós lho faremos crer, e atenderemos à vossa segurança. Eles , porém depois de receberem o dinheiro, o fizeram conforme as instruções que tinham. E esta voz, que se divulgou entre os judeus dura até ao dia de hoje. Partiram pois os onze discípulos para a Galeléia, para cima de um monte onde Jesus lhes havia ordenado que se achassem. E vendo-o o adoraram; ainda que alguns tiveram sua dúvida. E chegando Jesus, lhes falou: Tem-se-me me dado todo o poder no céu e na terra. Ide pois e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Ensinando-os a observar todas as cousas que vos tenho mandado; e estai certos de que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.

(Evangelho segundo Marcos. Bíblia Sagrada.Tradução: padre Antônio Pereira de Figueiredo. Novo Brasil, São Paulo, s.d. paginas 739-40).

O Crime de TagorFashall – A Redenção (3ª Parte)

Ilustração: Fábio Campos

Ilustração: Fábio Campos

Um ser incrivelmente grande,e perigosamente destruidor, vinha vindo naquela direção. Eo menino Marcos, do nada surgido, no meio da floresta. De repente, um gato siamês passou correndo. Aquele gatoera Derick! Tinha certeza! Pela tonalidade do peloo reconheceu. A ponta das patas o focinho queimado. Debaixo do solàquela hora do dia. Ainda mais bela eacinzentada ficava sua pelagem. Gatos que já havia morrido, a sair correndo do meio da selva. Fugindo de algo que trazia medo. Normalmente isso só aconteciaem sonho. Certeza teve que sonhava.

A vila, e suas casas caiadas de branco. Aqui acolá, uma casa de outra cor. Azuis azulejados. Amarelos alaranjados, duramente de sol azougados. As ruaslargueadas, tão espaçosas a ponto de tornar nanico tudo que ficava do outro lado. E acabavam levando tudo pra outros tempos. Um tempo em que o estilo de vida era chamado de colonial, e os modos do povo, feudal. Homens carreando carros de boi. Deles que açoitavam tão violentamente os pobres animais que os patrulheirosda guarda florestal intervinham, e coibiam severamente os excessos. A roda de pau e ferro, cantadeira, ia carimbando o barro batido. Enfeitando o chão com o par de fitasmacarroneando a estrada. Entremeadas de conchinhas dos cascos bipartidos. E se esticando, esticando, pra onde só-quem-sabe-é-deus. Charretes puxadas à mula levavam e traziam senhores edamas belamente trajados. Elas,em vestidos de muitos laços, anáguas e babados. Eles, de ternos, gravatas borboletas, cartolas cobrindo longas madeixas. Lenços em tons pastéis, no bolso do peito. Bengalas nas mãos de luvas, e as pedras dos broches na lapelaflamejanteferiamos olhos dos passantes, as lentes dos óculos do barão. O brasão em latão, no alto do prédio do governo municipal. Os estribos da carruagem apoio pras botas lustrosas, dos sapatinhos forrados de fitilhos e sianinhas. Aodescer corriam a se proteger da poeira, da lama,e do sol. Sombreiros atrozmente sérios, armados com gestual excessivamente túrgido de polidez. As montanhas foram pra tão longe que os olhos marejavam de tristeza só de olhar. Pra onde levaram o rio? Lembrou do rio que passava por detrás das casas. Por que o sol mudara o lugar aonde ia se por? Rio temporárionaquele tempo não estava seco porque era inverno. Areal aboletado de cansanção, mancambira, facheiro, maniçoba. Os verdes vistosos mandacarus sabiavam Sabiás Laranjeiras. Colibris borboleteavam doidos pra se deleitar nos peitos cor púrpura. Espinhos longos, pontudos, sangrariam sem nenhum remorso a garganta, de qualquer tiziu, que se aventurasse sugar o néctar dos seus mamilos.

Um condado mexicano, de tanta brancura nas coisas que estavam no chão, ou pairando no ar, no céu azul, nas nuvens. Na taberna que TagorFashall bebeu vinho. No mundo dos sonhos ninguém tinha a menor ideia do que iria acontecer no momento seguinte. Derick era cinza, pertode meio dia ficava azulado, e totalmente negro de noite. Um apartamento cor de rosas vermelhas, encimado num primeiro andar. Em baixo ficava a garagem. Lamparinas pendidas do teto, em silêncio, àquela hora da matina, pra não acordar os pirilampos. Uma escada tão perpendicular, e tantos degraus, que se não tivesse cuidado levava Marcos até o portal que dava acesso a ilha. Para tanto,bastava chegar da escola dormindo. Já havia esquecido porem, ao ver novamente acabava lembrando. Aquela estrada que ninguém sabia de onde vinha, nem até onde ia dar. Aquela estrada que todo dia passava e levava um velho puxando uma mula, igualmente velha. Tinha agora mesmo que recomeçar. Mas por onde mesmo começar? Pelo livro que Antonieta lhe dera. Ele não demoraria a descobrir que aquele não era apenas um livro. Era um livro mágico.A mãe de Derick aproveitou quando Rafael Bertrand montado na sua motocicleta barulhenta entrou na garagem esorrateiramente entrou também. Ninguém sabia mas ela estava prenha e acabou tendo ali sete gatinhos acontece que deixou ali somente dois.

Chiclete e Bola de gude foi os nomes que Marcos colocou nos dos dois gatos naquela manhã antes de partir para a ilha do tesouro. Naquele exato momento Marcoscorreu e alcançou Derick e agora os dois conversavam na entrada da gruta do Santuário. Falavam do trovão e da parede que o grande dinossauro derrubou quando passou. Semelhante a destruição de um rio quando dava uma enchente. Destruiu todo o acampamento dos amotinados. MorionLucindo voltou pra vila, ÉmilePassion ao vê-lo desmaiou, seu velho pai voltara da terra dos mortos. Os aldeões iam na oficina só pra ver com seus próprios olhos. Morion somente na aparência parecia o mesmo, porque no agir era totalmente outra pessoa. Sobre o mundo dos mortos contou uma história:

O Grande Dinossauro atendendo um chamado dos alienígenas foi pras profundas da gruta para abrir com sua força um buraco até a sala do tesouro. Pra chegar até lá Arrastou o acampamento, destruiu tudo que via pela frente. Acontece que o dinossauro acabou encontrando um Quandú gigante hibernando dentro de sua toca. O Quandú acordou furioso e os dois se atracaram foi uma briga feia.

#1 Cafezinho com Darlison Pontes

Para iniciar, Darlison, apresente-se e conte-nos um pouco sobre sua escolha pela Economia.
Darlison Pontes, 25 anos, natural do Ceará, graduando em Economia pela  Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão, Unidade acadêmica de Santana do  Ipanema, Diretor de Comunicação do Centro Acadêmico de Economia – CAECO e Gestor Financeiro da Secretaria de Educação de Santana do Ipanema.
Escolher cursar economia foi uma decisão simples, apesar da gama de cursos existentes espalhados pelos diversos centros de ensino brasileiros. O amor pelo cálculo e acima de tudo a busca por alternativas de melhorias socioeconômicas para a população me fizeram optar pelo curso. Ajudar a erradicar a pobreza, diminuir a desigualdade social, aumentar a expectativa de vida da população, entre outros fatores são os anseios de quem deseja contribuir com a sociedade, e assim me incluo. Por mais que seja um curso que ainda esteja ganhando espaço em todas as esferas, a economia sempre se mostrou ser fundamental.
É evidente que o Brasil tem apresentado índices negativos sobre seu crescimento  econômico e isso tem desgastado a população. Pergunto, é possível enxergar uma solução ou isso ainda está além do horizonte? 
Na verdade eu não enxergo índices negativos, o que vejo são crescimentos reduzidos em comparação com outros períodos. O Produto Interno Bruto – PIB brasileiro, por exemplo, nesses últimos anos não foi negativo, porém a cada ano o PIB vem apresentando uma redução, deixando claro assim que não se pode descartar uma recessão. É evidente que a economia vem apresentando baixo crescimento, onde você tem uma redução do consumo por parte da população nos últimos tempos que se ver em um cenário de incertas econômicas, uma redução da produção industrial, uma redução das exportações e uma dependência cada vez maior das importações que afetam a balança comercial, você tem uma taxa Selic abusiva que afeta os investimentos e acima de tudo a dívida pública e vários outros fatores que de certa forma tem desgastado a população porque a mesma começou a se engajar mais em assuntos socioeconômicos.
É possível sim enxergar uma solução, contudo 2015 será um ano em que a economia brasileira se manterá estagnada, onde o Brasil terá um “PIB flat”, ou seja, próximo de zero. As políticas contracionistas como redução dos gastos do governo atrelada ao aumento dos tributos, exclusão dos subsídios à indústria e ao setor elétrico, são uma solução que já esta em vigor. O valor dos repasses do governo para os estados e logo para os municípios reduziram em grande escala forçando assim aos governantes reajustar os recursos recebidos ao seu orçamento.
Mediante as últimas decisões do Palácio do Planalto sobre apertar os cintos e economizar onde for possível, pode-se afirmar que há um certo “desespero” ou o governo está se preparando para o pior?
 
O que eu enxergo é que o governo quer contornar um erro que foi eminente nesses últimos quatro anos do Governo Dilma Rousseff, que foi a questão dos gastos públicos e da corrupção. Não vejo como um desespero e sim como uma precaução para que economia não ande mais ainda para trás. O setor público brasileiro no ano de 2014 apresentou um grande rombo financeiro que acabou inviabilizando atingir a meta do superávit no ano. Uma vez que a nação apresenta um aumento dos gastos públicos como aconteceu em 2014 sem que ocorra concomitantemente a elevação da arrecadação, o país acaba que ficando numa encruzilhada sem que possa assim fechar suas contas. A decisão de apertar os cintos e economizar reafirmo que é uma precaução e uma medida claro, que visa o crescimento da economia brasileira.
Quais medidas são cruciais para que o desenvolvimento do país não estagne ou regrida?
A estagnação já é evidente e esperada por vários economistas. Os principais bancos já falam em uma redução de suas projeções para com o crescimento econômico de 2015, assim como, economistas de instituições financeiras que defendem o crescimento nulo do Brasil. O que coloco aqui em questão e que me assusta é uma possível estagflação brasileira como ocorreu décadas atrás e não uma estagnação. Resumindo, a estagflação é caracterizada pela redução da atividade econômica aliada ao aumento do desemprego e da inflação. É um processo raro e difícil de se acontecer, mas em nenhum momento descartarei o Brasil chegar a esse ponto, apesar de Tombini defender que o Brasil está
longe dessa realidade. O crescimento do Brasil esse ano será nulo e as políticas adotadas pelo governo objetivando o equilíbrio das contas, a redução da dividida pública, o superávit primário e etc, estão sendo fundamentais apesar de estarem causando grandes repercussões negativas pelo momento negativo em que se encontra principalmente a política nacional.
O país está em crise econômica? Qual a perspectiva para uma solução?
Eu enxergo mais uma crise política do que necessariamente uma crise econômica, apesar de sim existir uma desaceleração no ritmo de empregos formais no Brasil e os governantes junto com o Banco Central defenderem que o Brasil esta com menor nível de desemprego de todos os tempos, de existir uma queda da produção industrial, redução da oferta de crédito, redução do consumo, redução do investimento, eu enxergo que o Brasil não vive necessariamente uma crise econômica como ocorreu em 2008, por exemplo, apesar desta de ter características globais. O Brasil está em processo de transição e sofrendo com suas políticas fiscais mal elaboradas. A perspectiva é que essa transição se prolongue até 2016 e que a crise econômica não seja necessariamente uma crise e que as atuais políticas em correção as políticas adotadas no período 2010-2014 possam ser revertidas e se transforme em crescimento e desenvolvimento acima de tudo.
Para finalizar, quero que deixe suas conclusões e algumas palavras para os leitores.
O momento atual do Brasil é de dificuldades, onde você encontra de um lado uma economia frágil e diminuta e do outro lado você encontra o setor político em crise, manchado pela corrupção e pelas desavenças no planalto. Esse é o retrato do Brasil atual, a base sólida defendida pelo nossa presidenta, não existe, e se existe não esta evidente. Para que o Brasil volte a trilhar o caminho do crescimento e do desenvolvimento muita coisa tem que se mudar e quando falo de mudanças estou falando da conjuntura. Por fim saliento que algumas medidas micro e macroeconômicas tomadas nos quatro anos do governo Dilma foram errôneas e todas as medidas que estão sendo tomadas atualmente é uma correção de um erro que vem custando caro para o brasileiro. No mais quero deixar um grande abraço a todos os leitores e que vocês possam acompanhar sempre os fatos econômicos do Brasil, porque uma população com conhecimento é capaz de mudar uma sociedade.

O CRIME DE TAGOR FASHALL – A Ilha(2ª Parte)

Ilustração (Fábio Campos)

Ilustração (Fábio Campos)

Tagor, e a praia. Tanto tinham pra descobrir um do outro. A faixa de terra, aos confins da terra indo. O cabelo de Antonieta gritava ao vento, almejando mesmo infindo mundo de areia. Os olhos, porem jamais alcançariam. Coqueiral feito pingente espetando o céu de longos palitos, marrons. Ostentação de buques, exuberância de palmas verdes. Cachos frutíferos de alvas polpas, dente de leite, de caldo salubre. Embora não parecesse, havia civilidade, havia vestes de bordados, vestes de muito esmero. Seu perfume tinha um quê de selvagem. Fio de fina poeira, batizando de sal, e de sol, o dia. O mar declamando poesia ao vento de barcos e jangadas, que nunca atracavam. O mar, recitando versos, de marinheiros que jamais pisaram terra firme. O mar, de piratas e corsários que viviam buscando tesouros perdidos. Tesouros guardados por espíritos de gente morrida de morte atormentada. E não satisfeitas, nem conformadas com a partida adiantada, jamais aceitariam que viessem buscar o que sempre lhes pertencera.

Os meninos das bicicletas. Do nada, se perceberam que velhos estariam ficando. Cinco, sete e nove anos tinham, quando se deram conta disso. E quedaram de tristeza, ao descobrirem que os velhos eram pessoas tristes. E desejaram do fundo de suas almas jamais ficarem grandes, e velhos. E ter que assumir destinos que fizesse com que ficassem distantes uns dos outros. E nunca mais se veriam, não como antes. Por ocasião das festas do padroeiro da vila, quando tivessem oportunidade, ao se verem, disfarçariam, baixariam a cabeça, olhariam pro lado contrário. E tristemente seguiriam seus pobres caminhos. Sem o menor escrúpulo a sepultarem meninos vivos. Por asfixia morreriam seus pobres coraçõezinhos. Aqueles meninos precisavam conhecer TagorFashall. Com ele buscariam o que mais queriam, o segredo para chegar a ilha da eternidade. Onde eternamente meninos brincavam na praça. Onde eternamente seria o para sempre de suas vidas. Marcos, João e Lucas iam pra escola. Lucas estudava em duas escolas. Uma na vila, e outra que ficava num lugar além do que permitia seu entendimento. Nenhuma ficava perto de sua casa. Tão distante que ele pensava que talvez não existisse, porque tinha que acordar muito cedo e saía de casa praticamente dormindo. Escovava os dentes dormindo, tomava café dormindo, entrava no ônibus dormindo. E sonhava que estava indo. Por isso considerava que uma escola era de verdade e a outra só existia em um mundo onde não havia homens, nem velhos. Somente meninos sagazes como TagorFashall.

Um bando de facínoras avançava pela praia. Não viam os meninos, os meninos no entanto os viam, dentro dos seus sonhos. Naquele entardecer da cor de sangue, de olhares aflitos, com vigor avançavam os homens ferozes. TagorFashall também os via. Dispostos a lutar, até a mortelutariam. Ainda que pela sétima morte consecutiva, lutariam. Contra os espíritos guardiões de segredos, de ricos tesouros, de sonhos de aventureiros, escondidos. Sonhos possuidores de forma e luz, não muito bem definidas. E era tanto brilho que punham-nos cegos, cegos de furor e ambição. Tagor e Antonieta estavam lá. E porque se ocultaram não foram vistos. Muito perto de descobrir o mistério do terrível monumento. A estátua de MutunoTutuno. Para não se tornar prisioneiro eterno da caverna, o segredo era não encarar o tontem talhado na pedra, no interior da caverna. Ele estava lá no meio da floresta, da ilha que abrigava suntuosa riqueza em ouro puro! Ao ficar de frente a estátua do bisão de bronze empinando as patas dianteiras o pênis ereto. Nenhuma mulher devia fixar os olhos, nos olhos de pedras de jaspe do deus MutunoTutuno pra não ser por ele enfeitiçadas. As virgens que pretendiam se casar, naquele ano, tinham que passar pelo ritual pré-nupcial. Sob uma espécie de transe, eram obrigadas a serem desvirginadas fazendo sexo com a estátua de MutunoTutuno.

Tagor sabia que em algum lugar daquele altar de sacrifícios, havia um dispositivo escondido. E que ao ser tocado abriria o portal que daria acesso à sala do tesouro milenar. Ele viu em sonho, era uma montanha de peças em ouro fundido. Pertences reais, de toda dinastia de imperadores Inca. Urnas mortuárias guardavam cabeças de nativos mumificadas, ossos de animais selvagens, carcaças de javalis, entre os caninos exibiam ossos humanos. Estendidos feito varais um hieróglifo feito de cordéis enlaçados, narrava uma epopeia de luta entre desbravadores e nativos, acontecido a dois mil anos antes daqueles dias. A gênesis de tudo, dos povos andinos. A narração em versos encerrava porem um código de acesso. Era preciso traduzir a narrativa escrita num dialeto Inca, depois juntar as quintas letras de cada palavra, uma mensagem seria decodificada, que revelaria onde se encontrava o tesouro encantado. Uma maldição porem, cairia sobre aquele que na tentativa de decifrar, falhasse um sinal sequer que fosse. Imediatamente entraria num processo de decomposição, e mumificação. Maldito tesouro encantado! Não fora a civilização que escondera o mistério como muitos acreditavam que fosse. Tagor temia apenas uma coisa, que os alienígenas encontrassem primeiro que ele o precioso relicário, do vil metal.

O bando acabou chegando à entrada da caverna. Não sabiam, mas a trilha que seguiam levaria a um imenso vão que parecia uma espécie de estaleiro, e laboratório. Aonde seres alienígenas realizavam pesquisas. Tagor a beira dum regaço, viu o interior da caverna se refletindo no espelho d’água. Viu MorionLucindo trabalhando junto com os alienígenas. Entendeu que os homens do espaço o trouxera da terra dos mortos, porque tinha conhecimentos sobre metais. Além do que leram em sua mente a história do tesouro. Nem todos os motinados haviam entrado na caverna. Deles que ficara montando vigília num acampamento próximo a entrada da gruta. Os que haviam entrado, secretamente espiavam os extraterrestres, que realizavam estudos em cadáveres de nativos. O calor, o mau cheiro dos seus corpos, acabaria denunciando a presença dos intrusos. Não teve como não haver luta. Uma luta desigual, desumana. Pobres amotinados atacaram com o que tinham espadas, adagas, porretes. Enquanto que seus adversários, possuíam armas poderosíssimas, capazes de desintegrar um homem em milésimo de segundos.

O primeiro encontro de Tagor e Antonieta foi a coisa mais linda que o mundo um dia pode presenciar. Por um bom tempo permaneceram calados, enlaçados. Como se dois corpos fosse um só. Pareceu o momento da Criação. Primeiro homem, primeira mulher, por Deus, na areia da praia moldados. A pele granulada de quartzo e frio, ainda guardava o cheiro, como de sabonete Alma de Flores depois do banho. O perfume passeando sobre as unhas, de dedos longos exploravam vastos e perfeitos montes dos seus corpos. Narinas e pupilas dilatadas. Nada, nada daquilo tinha de comum. Suas roupas largadas, pacientemente esperavam. Os cílios intumescidos, molhados de amor. Olhavam pro alto mar, sem precisar de resposta alguma. Até porque não queriam, nada mais interessava. A bela moça não era mais menina, não era mais criança. Nunca, jamais fora.

A grande máquina dos homúnculos do espaço, através do ouro como matéria prima, produziria um elemento químico que seria útil no planeta Urano donde vieram. Pelo menos dois mil anos-luz distando da terra. Tinham que levar pra seu planeta todo ouro que encontrassem no subsolo da terra. Os Uranianos tinham a aparência, um misto de gente e de répteis gigantes. Mediam cerca de dois metros de altura, e suas mãos e braços se alongavam feito línguas de sapo, sempre que quisessem. A máquina de fabricar Megano ficava bem no centro da gruta. Dotada de centenas de painéis com luzes piscando, braços mecânicos, piças biônicas, roldanas cibernéticas, e coroas dentadas. Uma luz de cor verde emitida como um raio quase invisível subia até o firmamento. Um elo de ligação com uma nave-mãe, suspensa muito acima da extratosfera. O bando que ficara na entrada da gruta, nada sabia do combate em que seus companheiros se envolvera, e que foram praticamente dizimados. Sob a luz da lua realizava o ritual do milho, uma dança de agradecimento ao deus Zea May, faziam uso de plantas alucinógena. Também mastigavam a folha cujo sumo provocava uma dormência na boca e tinham visões fantasmagóricas.

O menino Marcos, o que tinha cinco anos, de repente estava lá. Bem no meio da selva, sozinho. Como tinha ido parar lá sinceramente não sabia. Certeza não tinha se era tudo real, ou se se tratava de sonho, a caminho da escola, no banco do ônibus escolar dormia. Marcos, já conseguia ler as primeiras palavras, e leu: “F.A.S.HALL” no bojo metálico do míssil que jazia no início da escadaria do templo. Na verdade uma sigla, que significava: “Tudo pela Força Aérea da Sérvia” O míssil, o templo, a ilha, o que de real havia naquilo tudo, além dele? Uma coisa entendia precisava encontrar Tagor. Pensou que o melhor que fazia era fechar os olhos, e voltar pra dentro do seu sonho de verdade. E claro, torcer pra não mais acordar naquele lugar. Algo gigantesco que provocava tremores compassados no chão se aproximava. Monstruosos o suficiente para destroçar árvores enormes com facilidade espantosa. A muito, encontrar um dinossauro, era tudo o que mais queria. Jamais considerando, no entanto, aquele, lugar, nem momento, pra que isso acontecesse. É sempre assim, quanto mais uma coisa negamos, mais o universo conspira pra que aconteça.

Fabio Campos 02 de Junho de 2015. (Aguarde, Continua…)

Desfile da loja Santana Mariano Fashion em Santana do Ipanema.

capa2Aconteceu no último dia 07(domingo) o Desfile da loja Santana Mariano em Santana do Ipanema, na Praça Dr. Aderson Issac de Miranda. Onde foi um sucesso. O evento contou a participação da Miss Alagoas Aline Karla, e do Ator Sacha Bali da Rede Globo “Santana Mariano Fashion”.  

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Manga com leite mata?

Essa é uma das maiores superstições nacionais. Seus avós provavelmente foram muito ameaçados por causa dessa superstição. Mas quem inventou essa mentira?

Os donos de escravos no Brasil. Durante o regime de escravidão no Brasil, os escravos faziam trabalhos muito pesados durante o dia. Como eles eram mal alimentos (quando eram alimentados) eles acabavam comendo mangas e roubando leite para se alimentarem.
Os senhores de engenho para conter o roubo de leite, que era um alimento exclusivo dos nobres, inventaram que a combinação entre manga e leite podia ser fatal. A lenda continua até hoje.
Na verdade a combinação entre os dois faz é bem para a saúde. A manga têm grandes quantidades de vitamina C, fósforo, ferro, cálcio, lipídios e proteína. Já o leite é rico em proteína, cálcio, vitaminas A e D, riboflavina, fósforo e magnésio. Uma grande dose de vitaminas e sais minerais é o que se ganha com essa mistura.
fatos desconhecidos

O SOFRIMENTO DE JESUS (II)

Clerisvaldo B. Chagas,

Crônica Nº 1.437 

Pintura Crucificação (Gaudênzio Ferrari - 1513)

Pintura Crucificação (Gaudênzio Ferrari – 1513)

“Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões: um da parte direita, e outro da parte esquerda. E os que iam passando blasfemavam dele, movendo as suas cabeças E dizendo: Ah tu o que destróis o templo de Deus, e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo: se és filhos de Deus, desce da cruz.

Da mesma sorte, insultando-o também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas e anciãos, diziam: Ele salvou os outros, assim mesmo não se pode salvar; se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus: livre-o agora, se é seu amigo, porque ele disse: Eu pois sou filho de Deus. E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele. Mas desde a hora sexta até a hora nona se difundiram trevas sobre toda a terra. E perto da hora nona deu Jesus um grande brado, dizendo: Eli, Eli lamma sabachthani? Isto é, : Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes? Alguns, porém dos que ali estavam, e que ouviram isto, diziam: Este chama por Elias. E logo correndo um deles, tendo tomado uma esponja, a ensopou em vinagre, e a pôs sobre uma cana, e lhe dava a beber. Porém os mais diziam: Deixa, vejamos se vem Elias a livrá-lo.

E Jesus, tornando a dar outro grande brado, rendeu o espírito. E eis que se rasgou o véu do templo em duas partes de alto a baixo; e tremeu a terra, e partiram-se as pedras. E abriram-se as sepulturas; e muitos corpos de santos, que eram mortos, ressurgiram; e saindo das sepulturas, depois da ressurreição de Jesus, vieram à cidade santa, e apareceram a muitos. Mas o centurião, e os que com ele estavam de guarda a Jesus, tendo presenciado o terremoto e os sucessos que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: Na verdade este homem era Filho de Deus. Achavam-se também ali, vendo de longe, muitas mulheres que desde a Galileia tinham seguido a Jesus, subministrando-lhe o necessário, entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. E quando foi lá pela tarde, veio um homem rico de Arimateia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. Este chegou a Pilatos, e lhe pediu o corpo de Jesus.Pilatos mandou então que se lhe desse o corpo.Tomando pois o corpo, amortalhou-o José num asseado lençol, e depositou-o no seu sepulcro, que ainda não tinha servido, o qual ele tinha aberto numa rocha. E tapou a boca do sepulcro com uma grande pedra que para ali revolveu, e retirou-se.

E Maria Madalena e a outra Maria, estavam ali assentadas defronte do sepulcro. E no outro dia, que é o seguinte ao parasceve, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus acudiram juntos à casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, vivendo ainda, disse: Eu ei de ressurgir depois de três dias. Dá logo ordem que se guarde o sepulcro até ao dia terceiro; para não suceder que venham seus discípulos, e o furtem, e digam à plebe: ressurgiu dos mortos; e desta sorte virá o último embuste a ser pior do que o primeiro. Pilatos lhes respondeu: Vós aí tendes guardas; ide, guardai-o como entendeis. Eles porém, retirando-se, trabalharam por ficar seguro o sepulcro, selando a campa e pondo-lhe guardas”.

O SOFRIMENTO DE JESUS (I) – (série de três crônicas)

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2015

Crônica Nº 1.346

Foto: Divulgação

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“Foi apresentado pois Jesus ao governador, e o governador lhe fez esta pergunta, dizendo: Tu és o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes. E sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, não respondeu cousa alguma. Então lhe disse Pilatos: Tu não ouves de quantos crimes te fazem cargo? E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que se admirou o governador em grande maneira. Ora o governador tinha por costume, no dia da festa, soltar aquele preso que os do povo quisessem. E naquela ocasião tinha ele um preso afamado, que se chamava Barrabás. Estando pois eles todos juntos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus que se chama o Cristo? Porque sabia que por inveja é que lhe haviam entregado. Entretanto, estando ele assentado no seu tribunal, mandou-lhe dizer sua mulher: Não te embaraces com a causa desse justo, porque hoje em sonhos foi muito o que padeci por seu respeito.

Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram aos do povo que pedissem Barrabás, e que fizessem morrer Jesus. E fazendo o governador esta pergunta, lhes disse: Qual dos dois quereis vós que eu vos solte? E responderam eles: Barrabás. Disse-lhe Pilatos: Pois que ei de fazer de Jesus, que se chama o Cristo. Responderam todos: Seja crucificado. O governador lhes disse: Pois que mal tem ele feito? E eles levantaram mais o grito, dizendo: Seja crucificado. Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, mas que cada vez era maior o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos à vista do povo, dizendo: Eu sou inocente do sangue deste justo; vós lá vos avinde. E respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. Então lhes soltou Barrabás; e depois de fazer açoitar a Jesus, entregou-lhe para ser crucificado. Então os soldados do governador, tomando a Jesus para o levaram ao pretório, fizeram formar à roda dele toda a coorte. E despindo-o, lhe vestiram um manto carmesim. E tecendo uma coroa de espinhos, lhe puseram sobre a cabeça, e na sua mão direita uma cana. E ajoelhado diante dele, o escarneciam, dizendo: Deus te salve, rei dos judeus.

E cuspindo nele, tomaram uma cana, e lhe davam com ela na cabeça. E depois que escarneceram, despiram-lhe o manto, e vestiram-lhe os seus hábitos, e assim o levaram para o crucificarem. E ao sair da cidade acharam um homem de Cirene, por nome Simão; a este constrangeram a que levasse a cruz dele, padecente. E vieram a um lugar que se chama Gólgota, que é o lugar do Calvário. E lhe deram a beber vinho misturado com fel. E tendo-o provado, não o quis beber. E depois que o crucificaram, repartiram as suas vestiduras, lançando sortes; para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta, que diz: Repartiram entre si as minhas vestiduras, e sobre a minha túnica lançaram sorte. E assentados o guardavam. Puseram-lhe também sobre a cabeça esta inscrição, que declarava a causa da sua morte: ESTE É JESUS REI DOS JUDEUS”.