A moda hoje é falar em desenvolvimento sustentável. Atualize-se:
“Desenvolvimento sustentável é aquele que ‘satisfaz as necessidades, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades’. Ou seja, é o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades, garantindo mais saúde, conforto e conhecimento, mas sem exaurir os recursos naturais do planeta.
Para isso, todas as formas de relação do homem com a natureza devem ocorrer como menor dano possível ao ambiente. As políticas, os sistemas de produção, transformação, comércio e serviço – agricultura, indústria, turismo, serviços básicos, mineração etc. – e o consumo têm de existir preservando a biodiversidade e as próprias pessoas, enfim, protegendo a vida no planeta.
Assim, sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável, as indústrias devem controlar a emissão de gases poluentes na atmosfera e evitar lançar resíduos tóxicos no solo e rios; a agricultura deve buscar reduzir o uso de agrotóxicos e o desmatamento de áreas naturais – matas, cerrados etc.; as cidades devem respeitar as áreas de florestas e os rios que protegem seu mananciais e reduzir o volume de resíduo inaproveitado.
De modo geral, as pessoas devem tomar atitudes como não desperdiçar água, destinar corretamente seu lixo, consumir alimentos mais saudáveis, preservar bosques e todo tipo de área verde”.
HAMES, Valéria Sucena. O que é desenvolvimento sustentável. O Estado de São Paulo, São Paulo, 28 jul. 2004.
A consciência ecológica vai se expandindo pelo mundo e chegando desde o homem da roça ao consumidor. Nos supermercados é cada vez maior a exigência pelo alimento sem agrotóxico. O comércio exigente quer consumir madeira certificada. Os trabalhadores diversos lutam por um ambiente de trabalho mais saudável. Os povos da floresta aprendem técnicas de manejos sustentáveis. No mundo inteiro os ecologistas expandem a luta por um planeta melhor de se viver, afinal é esse o único que temos.
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de abril de 2018
Crônica 1.874 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Consumidor ficou na dúvida sobre o prejuízo (Foto: Reprodução / Pixabay)
Um assunto bastante polêmico tem movimentado os noticiários no município de Santana do Ipanema nos últimos dias. A discussão gira em torno do aumento da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que após aprovação de um polêmico projeto lei fora implementados descontos abusivos que incidiram diretamente nos talões de energia dos consumidores desse município.
Mesmo tendo sido revogada a lei Municipal que determinava o aumento da CIP que incidiram nas alíquotas, ainda assim houveram descontos por dois meses seguidos, o que acarretou em prejuízo direto nos bolsos dos consumidores santanenses.
Em informação repassada ao site Alagoas na Net, o Superintende do Consórcio Intermunicipal de Gestão da Iluminação Pública (Cigip), Djalma Lira, explicou que o consórcio volta este mês a aplicar as alíquotas anteriores ao aumento, mas que não é papel deles devolver a diferença de valores pagos.
Mas e agora, a quem devo cobrar ?
O certo é que alguém tem que arcar com a responsabilidade pelas cobranças e consequentemente com a devolução dos valores cobrados abusivamente, uma vez que a legislação pátria ampara os consumidores que sofrerem abusos por ato de terceiros.
O Cigip é um Consorcio Público, que tem o objetivo gerir a iluminação pública dos municípios consorciados, dentre eles Santana do Ipanema, buscando soluções para os problemas comuns, junto à fornecedora, nesse caso a Eletrobras.
Nesse sentido, gerando o Poder Público, ainda que, lícita ou ilícita, positiva ou negativamente, lesão ao direito de outrem, responde objetivamente pela ocorrência destes danos. Essa previsão está inserida no texto da Constituição Federal de 1988, trata da responsabilização objetiva do ente Municipal quando da ocorrência de danos a seus administrados.
Ocorre que no presente caso há uma descentralização do serviço, a Administração Pública Municipal além de transferir a execução deste, transfere conjuntamente, o ônus da responsabilidade objetiva pela prestação adequada do serviço.
É neste momento, portanto, que as empresas concessionárias de serviço público ingressam na relação jurídica geradora do dever de indenizar.
A Constituição estabelece em seu artigo 37 que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
Continua em parágrafo 6º, estabelecendo que as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
A relação jurídica travada entre o Município enquanto ente público e seu concessionário, porém é regida pelas normas de direito privado visto ser uma relação advinda de um contrato. Contudo, esta responsabilização não se limita apenas a seara administrativa, penal e cível, mas também há de ser analisada sob a ótica consumerista, pois se trata de uma relação de consumo.
A empresa Concessionária e os seus consumidores, devem obedecer aos ditames estabelecidos pelas normas da Lei Protetiva, uma vez que as partes presentes neste tipo de contrato amoldam-se perfeitamente nos conceitos de “fornecedor” e “consumidor” entabulados pelo Código de Proteção e Defesa do Consumidor.
Nesse sentido a empresa concessionária quando da realização de serviços públicos de interesse da coletividade, direta ou indiretamente, há de ser considerado um fornecedor de bens ou serviços, já que apresenta como os demais fornecedores, as mesmas características necessárias para o enquadramento na relação de consumo. Sua atividade visa auferir lucro, a prestação do serviço se dá de forma habitual e remunerada já que os seus usuários pagam pela realização do serviço através da chamada contribuição, tarifa ou preço público.
Nesse sentido levando-se em consideração que há relação de consumo, admissível supor que o fornecedor dos serviços arcará com as responsabilidades advindas de sua atividade, assim estabelece o artigo 14 da Lei consumerista:
“O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.”
Desse modo, encontrando-se o usuário de serviço público diante de uma situação lesiva a direito seu, situação esta ocasionada pelo Poder Público ou por uma concessionárias que preste serviços públicos, não restam dúvidas que encontrará neste microssistema jurídico criado pelo Código de Proteção e de Defesa do Consumidor, o devido amparo legal para a reparação deste direito, nesse caso o consumidor lesado deve procurar um advogado de sua confiança para buscar a satisfação de seu direito.
Feira do Peixe Vivo em Maceió (Foto: Ronaldo Lima)
Muito boa à ideia de vender peixe vivo. O consumidor tem a plena garantia de que o peixe é sadio e abatido na hora. É escolher o que lhe achar conveniente, mandar abater, preparar, pagar e bater em retirada satisfeito da vida. O inconveniente de preparar o produto em casa desaparece e o prazer de saborear um produto fresco aumenta.
Essa prática de vender peixe vivo sempre acontece em época de Semana Santa, em Maceió, mas deveria se estender por todos os lugares. E se a prática é boa para o consumidor, deve ser melhor ainda para o comerciante, geralmente, proprietário da própria piscicultura. É que assim ele divulga o seu criatório e não irão faltar compradores no dia a dia.
No Sertão o negócio é diferente. Para se criar o peixe, o uso pode ser no açude da fazenda ou em lugar adequado para a piscicultura. Quando no açude, a técnica exigida é desprezada. Cria-se o peixe sem nenhum compromisso. Muitas vezes eles estão esqueléticos, somente com o couro por cima da carcaça por falta de alimento. Quando criado dentro da técnica, o peixe se desenvolve como em qualquer outro lugar do Brasil.
Mas o grande inimigo de um modo ou de outro é o ladrão de peixe que não tem hora do dia ou da noite para espreitar e meter a mão no alheio. Pelo dia, o morador da fazenda não pode sair de casa, pois o ladrão já sabe seu dia de ir à feira. Pela noite, somente se livra dos bandidos se dormir na tocaia.
Geralmente os ladrões são tarrafeiros profissionais em busca do produto. São muito bem informados e sabe exatamente as fazendas e sítios onde encontrar o que procuram. Até mesmo o tipo de peixe do criatório de Fulano e Beltrano. Muitas vezes o próprio morador da propriedade escancara às porteiras na base da propina. Sendo assim, fica difícil criar peixe nas fazendas do Sertão. Dizia um amigo: “Ninguém vai matar um peste por causa de um peixe”.
Outra coisa interessante é que quase sempre se sabe quem são os viciados, mas não é fácil pegá-los com a boca na botija.
Fazer o quê?
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de abril de 2018
Crônica 1.873 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Carro do boi em procissão na cidade de Olivença (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net / Arquivo)
A reportagem da Rede Globo sobre a mudança de uma família mineira de uma fazenda para outra, bem exaltou o carro de boi. Transporte antigo do Brasil, o carro de boi ainda se encontra presente em quase todo o território nacional, servindo nas fazendas. Enfrenta os serviços mais pesados com sua rudeza preparada à base de madeira nobre e algumas peças de ferro.
É ele construído em fabriquetas cujos artesãos possuem a experiência e o amor pelo trabalho complexo e admirável. No caso da mudança apresentada na televisão, mais de vinte carros de bois foram precisos, inclusive, em dias chuvosos. Com eles seguiram todos os móveis, utensílios e bichos da fazenda. Uma vizinhança solidária em todos os eventos regionais.
Normalmente o transporte usa duas parelhas, como os bois da frente, chamados bois de cambão e, os de trás denominados bois do coice. Mas, conforme a necessidade, até oito parelhas são vistas puxando um carro, bem como apenas dois bois nas tarefas mais simples. Dentro de uma fazenda, mesmo com todo aparelhagem motorizada, sempre tem o “pau para toda obra”, que enfrenta todos os tipos de terreno, levando peso e trazendo em todos os recantos da propriedade.
É bastante haver estrada que por pior que seja é rompida pelo carro de boi. Não sendo possível passar com o carro, chega à vez do jumento ou do burro com a força bruta levando caçambas, cambitos, caçuás e ancoretas. Todo boi de carro tem seu nome batizado pelo carreiro.
Fora os trabalhos da fazenda, os carros fazem parte de procissões religiosas em várias regiões brasileiras, assim como encontros de carreiros que alimentam a tradição. No caso da mudança, em Minas Gerais, o proprietário gostava tanto de carro de boi que disse possuir vinte e quatro entre pequenos e grandes.
Até mesmo carros puxados por bodes bem chifrudos foram apresentados em plena ação na mudança. Aqui no Sertão alagoano somos mais acostumados com carros de carneiros, mas de bode, somente lá mesmo nas Minas Gerais. Inclusive, era um carro puxado por búfalos que seguia à frente.
Esse é o meu país, tão belo e ainda desconhecido para muitos brasileiros.
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de abril de 2018
Crônica 1.872 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Diamante. Feito somente de carbono, o diamante é uma das poucas pedras preciosas que não costumam se formar na crosta terrestre, e sim no manto, um oceano subterrâneo de magma. A pressão e a temperatura do manto, capazes de liquefazer rochas, também comprimem e fundem o carbono na forma de diamantes, que são carregados à superfície pelo magma, misturados a rochas ígneas. Em raros casos, a pressão que forma rochas metamórficas na crosta terrestre também forma diamantes.
Esmeralda. Formada pela combinação dos elementos berílio, alumínio, silício e oxigênio em uma solução aquosa, a esmeralda costuma ocorrer em veios de água quente (hidrotermais) derivada do magma nas profundezas da crosta terrestre. Quando essa solução aquosa com esses quatro elementos se resfria, a esmeralda se solidifica.
Rubi e safira. Quando magma contendo alumínio e crômio encontra bolsões de ar na crosta terrestre que contêm oxigênio, esses três elementos se combinam e formam rubis. O crômio, um elemento raro, é o que dá a cor vermelha ao rubi. Se ele não estiver presente na brincadeira, a gema formada é a safira, que costuma ser azul.
Turquesa. Parecida com a esmeralda, a turquesa vem da combinação de elementos (fósforo, cobre e alumínio) em uma solução aquosa. A diferença é que essa solução não deriva do magma do manto, e sim do infiltramento de água da superfície na crosta terrestre. Quando o infiltramento se aprofunda o suficiente para o calor evaporar a água, a turquesa se forma.
Quartzo. É formado pela evaporação de uma solução aquosa contendo átomos de silício, o que ocorre tanto em veios de água de superfície na crosta terrestre quanto em veios hidrotermais. Com a presença de certas impurezas (com o ferro) durante sua formação, o quartzo pode ficar da cor violeta, também conhecido como ametista.
Fonte: (Petrobrás e outras).
Em Santana do Ipanema tem uma mina desativada de ametistas. Detalhes no livro inédito: “O Boi, a Bota e a Batina; história completa de Santana do Ipanema”.
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de abril de 2018
Crônica 1.871 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Coruja ou Caburé, registrada em Santana do Ipanema (Foto: Lucas Malta / Cortesia)
Povoando praticamente o Brasil inteiro, podemos encontrar o Glaucidium brasilianum, a pequena coruja brasileira, no sertão nordestino. Também chamada caburé, o caburé miudinho, Glaucidium minutissimum, recebe nome pejorativo com vários significados.
Mede 16,5 cm, possui duas colorações de plumagem e sabe confundir a sua presa. O caburé alimenta-se de outras aves como pardais e sanhaçu, insetos, rãs, lagartixas, pequenas cobras e às vezes, beija-flor. Gosta de ficar em lugar mais alto de onde sai o voo para capturar com as garras.
Quando sua presença é notada por outras aves, estas fazem um alarido, denunciando sua presença. Tem a voz numa sequência mais devagar e emite 10 a 60 assobios.
O voo do caburé é ruidoso, contrariando a espécie. Põe 2 a 5 ovos brancos, gosta de fazer ninhos em buracos de árvores. Todavia faz morada em buracos de parede e barrancos. Gosta de agir diurnamente e no crepúsculo. Habita as bordas das florestas, várzeas e copas de árvores.
Mas o Caburé também gosta de fazer ninhos em cupinzeiros de 4 a 6 metros do chão e, abandonados por outras aves. Ele é ativo dia e noite e canta pelo dia. Com frequência avista-se o caburé em mourões de cercas e nas fiações elétricas. Atrás da cabeça tem face falsa para enganar pessoas e animais. Quando completamente imóvel, como estratégia, não é fácil de ser notado. Suas sobrancelhas são brancas com destaques.
Nas brincadeiras e piadas do sertão, o sertanejo gozador aponta o caburé como sendo o amante à espreita da mulher casada infiel. Também se faz referência às pessoas feias com a expressão: “Parece um caburé-de-‘urêia’ (orelha)”. Algumas localidades sertanejas possuem essa denominação. Também se aplica o termo à pessoa da roça, ao matuto das brenhas, como brincadeira normal do cotidiano.
E para você, casado, que gosta muito de viver farreando fora de casa, tenha cuidado com o CABURÉ.
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de abril de 2018
Crônica 1.870 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
“Pilatos interrogou Jesus e afirmou para a multidão que não via fundamentos para uma pena de morte. Quando ele soube que Jesus era da Galileia, Pilatos delegou o caso para o tetrarca da região, Herodes Antipas, que, como Jesus, estava em Jerusalém para a celebração da Páscoa judaica. Herodes também interrogou Jesus, mas não conseguiu nenhuma resposta e enviou-o de volta a Pilatos, que disse para a multidão que nem ele e nem Herodes viam motivo para condenar Jesus”.
“Ele então se decidiu por chicoteá-lo e soltá-lo, mas os sacerdotes incitaram a multidão a pedir que Barrabás, que havia sido preso por assassinato durante uma revolta, fosse solto no lugar dele. Quando Pilatos perguntou então o que deveria fazer com Jesus, a resposta foi: «Crucifica-o!» (Marcos 15:6-14).
A esposa de Pôncio Pilatos havia sonhado com Jesus naquele mesmo dia e alertou Pilatos para que ele não se envolvesse «na questão deste justo» (Mateus 27:19) e, perplexo, o governador ordenou que ele fosse chicoteado e humilhado.
Os sumo-sacerdotes informaram então Pilatos de uma nova acusação e exigiram que ele fosse condenado à morte por “alegar ser o Filho de Deus”. Esta possibilidade atemorizou Pilatos, que voltou a interrogar Jesus para descobrir de onde ele havia vindo (João 19:1-9).
Voltando à multidão novamente, Pilatos declarou que Jesus era inocente e lavou suas mãos para mostrar que não queria ter parte alguma em sua condenação, mas mesmo assim entregou Jesus para que fosse crucificado para evitar uma rebelião (Mateus 27:24-26).
Jesus carregou sua cruz até o local de sua execução (com a ajuda de Simão Cireneu), um lugar chamado “da Caveira” (Gólgota em hebraico e Calvário em latim). Lá foi crucificado entre dois ladrões (João 19:17-22).
Jesus agonizou na cruz por aproximadamente seis horas. Durante as últimas três, do meio-dia às três da tarde, uma escuridão cobriu “toda a terra”(Mateus 27:45, Marcos 15:13 e Lucas 23:44).
Quando Jesus morreu, houve um terremoto, túmulos se abriram e a cortina do Templo rasgou-se cima até embaixo. José de Arimateia, um membro do Sinédrio e seguidor de Jesus em segredo, foi até Pilatos e pediu o corpo de Jesus para que fosse sepultado (Lucas 23:50-52).
Outro seguidor de Jesus em segredo e também membro do Sinédrio, Nicodemos, foi com José de Arimateia para ajudar a retirar o corpo da cruz (João 19:39-40). Porém, Pilatos pediu que o centurião que estava de guarda confirmasse que Jesus estava morto (Marcos 15:44) e um soldado furou o flanco de Jesus com uma lança, o que provocou um fluxo de sangue e água do ferimento (João 19:34).
José de Arimateia então levou o corpo de Jesus, envolveu-o numa mortalha de linho e o colocou em um túmulo novo que havia sido escavado num rochedo (Mateus 27:59-60) que ficava num jardim perto do local da crucificação. Nicodemos trouxe mirra e aloé e ungiu o corpo de Jesus, como era o costume dos judeus (João 19:39-40).
Para selar o túmulo, uma grande rocha foi rolada em frente à entrada (Mateus 27:60) e todos voltaram para casa para iniciar o repouso obrigatório do sabá, que começou ao pôr-do-sol (Lucas 23:54-56)”. (Wikipédia, a enciclopédia livre).
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de março de 2018
Crônica 1.869 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Igreja em Palmeira dos Índios (Foto: Assessoria / Diocese)
Espaço para Álvaro Queiroz, Gazeta de Alagoas, edição de 4.2.2012. Diocese de Palmeira dos Índios: 50 anos de história.
“Faz precisamente 50 anos, em 2012, que foi fundada a Sé palmeirense. A 10 de fevereiro de 1962, pela bula Quam supremam, o Papa João XXIII criou a Diocese de Palmeira dos Índios. Sufragânea da Arquidiocese de Maceió, a diocese xucuru abrange boa parte de Agreste e do Sertão das Alagoas. Para a composição territorial da nova diocese, foram desmembradas áreas anteriormente pertencentes à Arquidiocese e à Diocese do Penedo.
Pelo decreto do Sr. Núncio Apostólico da época, D. Armando Lombardi, desmembraram-se da Arquidiocese de Maceió os Municípios de Paulo Jacinto e Quebrangulo. Já da diocese penedense foram separados – além de Palmeira dos Índios – os Seguintes municípios: Água Branca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Igaci, Jacaré dos Homens, Major Izidoro, Mata Grande, Monteirópolis, Olho d’Água das Flores, Olivença, Pão de Açúcar, Piranhas, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema e São José da Tapera.
A instituição oficial da Sé palmeirense ocorreu a 19 de agosto de 1962 com a posse do primeiro bispo, D. Otávio Barbosa Aguiar. A missa solene na Catedral de N. Sra. Do Amparo, foi presidida pelo Exmo. Sr. Núncio Apostólico do Brasil, D. Armando Lombardi, Arcebispo titular de Cesaréia de Felipe. No Arquivo da Cúria de Palmeira dos Índios, encontram-se a Ata da instalação canônica da diocese e o Termo de posse do 10 Bispo. Desde a sua criação, até hoje, quatro bispos tomaram assento na cátedra episcopal xucuru”.
Dizem que houve dois pedidos do último Papa (já falecido) ao bispo de Palmeira dos Índios (também falecido) que gostaria que fosse criada a diocese do sertão com sede em Santana do Ipanema. O pedido teria entrado por um ouvido e saído por outro. Não seria o momento do povo católico do sertão, reivindicar vigorosamente sua Diocese?
Tudo tem a sua hora. Queremos o nosso bispo.
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de março de 2018
Crônica 1.868 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
“Uma celebração litúrgica de muita piedade, e que o povo católico muito aprecia durante a Semana Santa, é a Procissão do Encontro, que marca o encontro da Virgem Maria com Seu Filho divino, carregando a cruz no caminho do Calvário, pelas ruas de Jerusalém, depois de ser flagelado, coroado de espinhos e condenado a morte por Pilatos. É um momento em que meditamos o doloroso encontro da Virgem Maria com Jesus; é um momento de profunda reflexão sobre as dores da Mãe de Jesus, desde o Seu nascimento até a Sua morte na cruz. Jesus sofreu a paixão e a Virgem sofreu a compaixão, por nós.
A “espada de Simeão”, que não saíra de mente nos 30 anos da vida de Jesus, apresentava-se cada vez mais diante dela ameaçadora.
Não é difícil imaginar o quanto Nossa Senhora sofreu ao ver seu Filho ser perseguido, odiado, jurado de morte pelos anciãos e doutores da Lei que o invejavam. Quantas ciladas lhe armavam! Quantas disputas Ele teve de travar com os mestres da Lei.
E eis que a Paixão do Senhor se torna presente. Todo ano ela ia a Jerusalém para a festa da Páscoa judaica, e também naquele ano da morte do seu amado, ela ali estava.
Podemos imaginar a dor do coração de Maria ao saber da traição de Judas, do abandono de seus discípulos no Horto das Oliveiras, a negação de Pedro, e depois a Sua prisão e maus tratos nas mãos dos soldados do sumo sacerdote. Certamente naquela noite santa e terrível, em que Ele ‘tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim’, (Jo 13, 1), Maria foi informada pelos discípulos que abandonaram o Mestre e fugiram na noite”. (…).
No Sertão de Alagoas, em Santana do Ipanema, a Procissão do Encontro sempre foi realizada na região do centro e do grande Bairro Camoxinga, dividida entre homens e mulheres. O encontro acontece defronte a Matriz de Senhora Santana, sempre com muita emoção e respeito profundo. ´
É um momento ímpar para reflexão, principalmente, pelos tempos difíceis em que o nosso País estar vivenciando.
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de março de 2018
Crônica 1.867 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Neste início de Semana Santa, permanece o uso e costume do sertão nordestino no que se refere às bestas ou éguas. Uso de séculos da chamada cangalha usada nas cavalgaduras. Trata-se de uma armação de madeira com dois cabeçotes, acoplada num acolchoado de capim especial, revestido de pano.
Além de uma cilha, tira de couro que prende a cangalha à barriga do animal, para o equilíbrio, ainda existe a rabichola. Esta é uma peça de couro ou de sola que saindo da cangalha, apoia-se sob o rabo da cavalgadura para evitar que a carga deslize pelo pescoço do animal. A égua, a burra, a jumenta e mesmo cavalos, burros e jegues, também fazem uso da cangalha.
As mercadorias são transportadas em objetos artesanais sobre a cangalha. Os caçuás, feitos de cipós, são pendurados por alças nos cabeçotes. Ancoretas e caçambas de madeira, também são penduradas nos cabeçotes. A cana-de-açúcar e o capim são transportados através de cambitos que são armações de pau para levar o produto horizontalmente. Daí o tangedor ser chamado de cambiteiro.
Os transportadores de rapadura e queijo, por exemplo, costumam usar a caçamba, peça de madeira segura nos cabeçotes por alças de corda de caroá. Esse tipo de mercadoria atraia cangaceiros que não gostavam de perambular sem rapadura nos embornais. Mesmo tendo sido reduzido o costume, ainda se vê bastante esse vai e vem.
Há um ditado no Sertão que diz: “Quem nasce para a cangalha não serve para a sela”. Esse provérbio era muito utilizado principalmente sobre pessoas que não davam para o estudo e sim para o trabalho braçal. Os transportes de mercadorias pesadas ficavam a cargo do carro de boi que também transportavam famílias completas para feiras, sítios e municípios contíguos.
Entretanto, continua o uso secular da cangalha. E, diga-se de prontidão, apesar da rudeza desse equipamento, a cangalha é uma obra feita por artesão especializado, cujo esmero é motivo de rasgados elogios. Entre as suas qualidades, além de não maltratar o animal, estão à beleza do artefato e a qualidade de longa vida.
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de março de 2018
Crônica 1.866 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Sobre Clerisvaldo Chagas
Romancista, historiador, poeta, cronista. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano.
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06 abr
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