MADEIRA DE DAR EM DOIDO

Foto: TheUjulala / Pixabay

De acordo com o site dicionarioinformal.com.br o termo-título desta crônica significa: substantivo composto, feminino. Designa madeira dura “Chico doce” ou cassetete. Exemplo Massaranduba é madeira de dar em doido.

Andei andando pelo mundo. Vagando feito vagabundo. Perambulante, confesso. Sem encontrar, no jardim das palavras, uma flor que exalasse um perfume que me atraísse, me embriagasse, com sua formosura, de uma beleza ímpar me enfeitiçasse. Fui para na floresta das Laurissilva, localizada na ilha da Madeira.

“A Ilha da Madeira, na verdade um arquipélago. É um território português localizado em meio ao oceano Atlântico, e não existem vias terrestres que façam ligação ao continente. Pra quem gosta de Cruzeiros, essa é uma fornade chegar lá. Pra quem quer saber mais sobre acesse: viagemturismo.abril.com.br”

‘Laurissilva é um tipo de floresta úmida, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas, endêmico da Macaronésia, região formada pelos arquipélagos de Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. Fonte: Wikipédia”

“PAU QUE BATE EM CHICO, BATE EM FRANCISCO: A expressão releva a necessidade de igualdade/isonomia. A mesma faz alusão a idéia de que “Chico” é uma pessoa qualquer, sem posição social relevante, enquanto que “Francisco” é pessoa de posição social relevante, de destaque. Mas no final são iguais perante a sociedade. Pois todo Chico é Francisco, e vice-versa, razão pela qual não há que se diferenciar na aplicação de uma norma.”A régua da justiça deve ser isonômica e sua força deve se impor a fortes e fracos, ricos e pobres.” Trecho do discurso do senador Rodrigo Janot [2015] Senado Federal.”

“Madeira de Lei ou madeira nobre designa, em sentido mais amplo, as madeiras que por sua qualidade e resistência, principalmente ao ataque de insetos e umidade, duram mais que as outras. São aptas para emprego em construção civil, naval, confecção de móveis, coronha de armas, instrumentos musicais. Costuma apresentar aparência com cores marcantes indo do bege-amarelado passando pelo amarelo a marrom escuro. As madeiras “brancas” ao contrário das de lei, possuem muito Alburno aparência feia, e apodrecem facilmente. Exemplos: Madeira comum: pinho; Madeira de lei: carvalho. Dependendo do grau de dureza e trabalhabilidade, os usos e cada espécie têm destinações preferenciais. Assim, madeiras duras e pesadas, servirão para portas de segurança, pisos ou móveis pesados. Ao exemplo do Ipê, Pau-ferro, Jatobá, jacarandá e Angelim. Fonte: Wikipédia.org.br”

Veio-me agora uma lembrança boa, uma visita que fiz ao saudoso Paulo Ney Rêgo. O ilustrador da capa do livro “Festas de Santana” [1977 -1ª Edição] do escritor, e confrade, Djalma Carvalho [ASLCA]. Paulo Ney é primo, em segundo grau, da minha esposa Mara Rúbia Vieira Rêgo. Na sua fazenda Paulo mantinha um ateliê, aonde produzia obras de arte em madeira de lei, massaranduba. Alto relevo de paisagens sertanejas que, segundo ele, iam parar na América e Europa. Desde que vi o desenho da capa do primeiro livro de Djalma Carvalho passei a admirá-lo. Sem saber que um dia o conheceria. Autor de um traço tão autêntico e marcante.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

NA DELEGACIA

-Você sabe tocar Bateria?
– Não Seu delegado.
-E por que roubou a Bateria do seu Vizinho?
-Porque ele também não sabe!

DOIS FAZENDEIROS PROSEAVAM:

-Vizinho tuas Vacas Fumam?
-Não!
-Então teu Estábulo ta pegando Fogo!

DOIS SOLTEIRÕES NA FESTA

-Odeio Festa de Casamento!
-Por quê?
-As Tias ficam falando “O próximo será Você!”
-Então se Vinga!
-Como?
-Fala o mesmo pra Elas, nos Funerais!

Brasil registra mais de 65 mil acidentes de trânsito em 2023, aponta estudo

Ilustração (Foto: Paulo Soares / Cortesia CBM-AL)

Em 2023, o risco  de acidentes em rodovias federais sob gestão pública no Brasil foi 3,2 vezes maior em comparação com aquelas concedidas à iniciativa privada, em relação ao ano anterior. As informações são do estudo da Fundação Dom Cabral (FDC), feito com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O balanço ainda mostra que no ano passado, foram notificados 65.176 acidentes, sendo 34.650 ocorridos em rodovias sob gestão pública e 30.526 em estradas sob concessão.

Antônio Henrique Monteiro, advogado especialista em administração pública, explica que existem várias razões pelas quais uma infraestrutura rodoviária pode contribuir para um menor índice de acidentes.

“Primeiro, estradas bem pavimentadas reduzem o risco de acidentes ao proporcionar uma superfície de condução uniforme. Buracos e irregularidades no pavimento podem causar perda de controle dos veículos, especialmente em alta velocidade”, aponta.

Ele informa que uma boa sinalização horizontal (pintura das linhas no asfalto e placas de trânsito) e uma iluminação adequada são essenciais para guiar os motoristas, especialmente à noite ou durante condições climáticas adversas, evitando que as pessoas se confundam.

O especialista recomenda que os motoristas respeitem os limites de velocidade, que são calculados por engenheiros e outros profissionais, a fim de evitar acidentes graves. Ele também explica que manter uma distância segura em relação ao veículo da frente é importante para o motorista reagir, em caso de uma frenagem brusca.

Monteiro ainda dá outras dicas para que os motoristas evitem acidentes.

“Evitar o uso de aparelhos celulares e outras distrações que possam desviar a atenção do motorista. Sinalizar manobras, às vezes uma ultrapassagem sem seta, parar na estrada no acostamento tem que colocar o triângulo. E ele deve ser colocado longe do veículo, não adianta colocar o triângulo em cima do veículo, porque isso também não vai evitar possíveis acidentes”, completa.

BR-116: primeiro lugar no ranking dos trechos com maior número de acidentes no final de 2023

Número e gravidade de acidentes

Segundo os dados, em 2018, foram registrados 28.845 acidentes nas rodovias concedidas. No ano passado, esse número subiu para 30.526, representando um aumento de 5,8%. Enquanto isso, na malha sob gestão pública, os acidentes diminuíram de 36.880 para 34.650, o que correspondeu a uma queda de 6%.

Quando se analisa a gravidade dos acidentes ocorridos entre 2022 e 2023, foi constatado um aumento de 12,6% na taxa de casos com feridos. Por outro lado, o estudo revelou uma redução de 9,1% nos acidentes com mortes.

Pixel Brasil 61Fonte: Brasil 61

Restaurantes nordestinos apostam em tecnologia para aumentar receita

Restaurantes nordestinos apostam em tecnologia para aumentar receita (Foto: Assessoria)

Os painéis de LED estão transformando a conexão de bares e restaurantes com seu público. Além de proporcionar uma experiência visual única aos clientes, com ambientes modernos, versáteis e imagens vibrantes, eles são utilizados para alavancar os lucros desses estabelecimentos ao promover marcas por meio de anúncios.

“As telas de LED desempenham um papel estratégico no aumento da receita dos estabelecimentos, proporcionando aos empreendedores a oportunidade de comercializar espaços publicitários para anunciantes. Essa prática resulta em ganhos rápidos e reais, como ao promover uma marca de cerveja por meio de anúncios atrativos no ambiente de um bar, por exemplo”, afirma Danniel Xavier, CEO da empresa LED Expert.

Tudo isso sem contar que a comunicação estreita o relacionamento com o cliente ao criar memórias marcantes do estabelecimento. E ainda é uma boa estratégia de marketing. “Com uma mensagem criativa é possível até mesmo impulsionar a visibilidade do seu bar ou restaurante nas redes sociais. Um exemplo é a geração de QR codes que levem as pessoas a curtirem uma página e assim concorrer a um prato ou bebida especial. Tudo no local, aproveitando o momento em que o cliente está no estabelecimento. Isso, além de ampliar a visibilidade do empreendimento e atrair clientes, fideliza a clientela”, diz.

No contexto da comunicação eficiente, as telas de LED destacam-se ainda ao exibir cardápios e conteúdo de entretenimento, economizando custos de impressão e impulsionando o ticket médio. Os cardápios digitais, quando integrados aos painéis, oferecem uma experiência completa e interativa aos clientes.

“Seja apresentando as promoções do happy hour, anunciando eventos temáticos ou simplesmente exibindo o menu de forma dinâmica, os painéis oferecem uma grande flexibilidade. Essa capacidade de adaptação em tempo real permite que os proprietários maximizem a visibilidade de suas ofertas e se comuniquem eficientemente com seu público-alvo”, explica.

Os painéis também são ideais para estabelecimentos que transmitem eventos, proporcionando uma qualidade visual excepcional para as transmissões ao vivo. Além disso, destacam-se pela durabilidade, representando um investimento sustentável a longo prazo, com autonomia de até 100.000 horas.

“Os painéis de LED não apenas impulsionam resultados financeiros, mas também aprimoram a comunicação e conferem um toque sofisticado, criando uma atmosfera única que deixa uma marca duradoura na memória dos clientes”, conclui Danniel.

Censo 2022: Maceió tem mais de 58 mil endereços sem nome

Foto: Acervo IBGE

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (14), apontam Maceió como 28º lugar no ranking de municípios com endereços em logradouros sem número, em dados absolutos. Ao todo, mais de 58 mil endereços (58.047) não possuem numeração na capital alagoana. Essa parcela representa um percentual de 12,73% dos endereços da cidade.

Além dos endereços sem número, mais 7% dos endereços não são identificados pelo nome em Maceió. Dos quase 466 mil (455.935) endereços cadastrados na capital, mais de 33 mil (33.466) estão em logradouros que não têm denominação.

O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) identificou um total de 1,56 milhão (1.561.633) de endereços em Alagoas durante o Censo Demográfico 2022. Destes, 154.851 não têm nome (9,92%) e 342.270 não possuem identificação numérica (21,92%).
Em todo o Brasil, quase 28% (22,8%) dos endereços não tem número. Dos 106,8 milhões de endereços do país, cerca de 2,7 milhões estão em logradouros sem nome.

Importância do mapeamento dos endereços: acesso à cidadania e políticas de planejamento

Mapear os endereços, além de orientar o trabalho dos recenseadores durante as operações do Censo Demográfico, também serve para identificar pontos que devem ser trabalhados na gestão dos municípios.

O levantamento de endereços em logradouros sem número ou nome, por exemplo, pode ser visto como um indicador de cidadania.

“A identificação desses endereços é essencial para a gestão pública. Uma pessoa que reside num endereço em logradouro sem nome ou número pode sofrer dificuldade de acesso a serviços e falta de planejamento urbano, por exemplo”, ressaltou Vitor Couto, Chefe do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) da Superintendência do IBGE em Alagoas.

Foto: Acervo IBGE

Tipos e nomes de logradouros mais frequentes

O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) também permite identificar o tipo de logradouro mais frequente. Em Alagoas, o principal tipo de logradouro é Rua (937.601 endereços), seguido por Estrada (138.931) e Avenida (118.623). Alameda (6.147 ocorrências) é o tipo de logradouro menos frequente no estado.

“São José” é a denominação mais frequente nos endereços alagoanos. Cerca de 54 mil endereços de AL têm a expressão “São” na identificação do logradouro.

Outras utilizações

Os dados do CNEFE oferecem uma ampla gama de informações e podem ser utilizados em múltiplas frentes. Em 2010, esses números foram utilizados no manejo da situação de calamidade pública provocada pelas enchentes em Alagoas.

O Cadastro de Endereços para Fins Estatísticos também permite identificar quantos domicílios e estabelecimentos estão agrupados em determinado CEP. Outras informações disponíveis a espécie de unidade visitada (domicílio, estabelecimento, edificação em construção), por exemplo. É possível, ainda, visualizar as edificações em construção ou reforma numa localidade, separando-as por finalidade de construção (residencial ou não-residencial).

Planejamento urbano, gestão de serviços públicos, aprimoramento de políticas públicas e análise de padrões de ocupação são algumas das potenciais áreas em que os dados do CNEFE podem ser utilizados.

Como acessar essas informações

O Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE) é o principal repositório de endereços com abrangência nacional e de acesso público. O CNEFE busca registrar todos os endereços de unidades construídas ou em construção e traz informações como logradouro, localidade, CEP e número, além de complementos que diferenciam endereços em uma mesma posição no logradouro. Para complementar a localização de endereços, associa-se a esse registro um par de coordenadas geográficas.

Os dados podem ser visualizados na Plataforma Geográfica Interativa (PGI) e no panorama do Censo 2022.

Crianças da LBV homenageiam Seleção Brasileira de Boxe

Keno Marley e Abner Teixeira junto das crianças da LBV (Foto: Divulgação / LBV)

A Seleção Brasileira de Boxe levará para os Jogos Olímpicos de Paris que iniciam no próximo dia 26 de julho, um grupo de dez atletas para representar o país na cidade francesa. Entre eles estão Abner Teixeira (Osasco/SP), Bárbara Santos (Salvador/BA), Beatriz Ferreira (nascida em Salvador/BA e criada em Juiz de Fora/MG), Caroline Almeida (Recife/PE), Jucielen Romeu (Rio Claro/SP), Keno Marley (Conceição do Almeida/BA), Luiz Oliveira (São Caetano do Sul/SP), Michael Trindade (Marituba/PA), Tatiana Chagas (Salvador/BA) e Wanderley Pereira (Curitiba/PR).

Para incentivá-los nesta importante competição, na última quarta-feira (5/6), um grupo de crianças atendidas pelo Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade (LBV) em Cidade Dutra, São Paulo/SP, visitou o Centro Esportivo Joerg Bruder, CT da Seleção Brasileira, e prestou uma homenagearam aos atletas classificados.

Na ocasião, meninas e meninos entregaram a eles o kit “LBV dá sorte” com desenho feito pelas próprias crianças, representando o pódio e as medalhas de ouro, prata e bronze; um potinho com mensagens de força, inspiração e de boa sorte; fotos de atendidos pela Instituição; e uma medalha com os dizeres “Para nós, você é ouro!”, simbolizando a vitória dos atletas em Paris.

Durante a visita, a garotada ainda pode assistir ao treino da Seleção Brasileira e conversar com Bia Ferreira, que mais uma vez defenderá o Brasil na competição. No bate-papo, as crianças também conheceram um pouco mais da trajetória pessoal e profissional da medalhista olímpica e tiraram dúvidas sobre a modalidade.

Foto: Divulgação / LBV

Para a LBV o esporte é uma importante ferramenta educacional, de inclusão social e para o compartilhamento de valores como respeito, solidariedade entre outros, além de ser uma ótima forma de promover uma boa saúde do corpo e da mente. Desde seus primórdios na década de 1950, a Instituição promove a pioneira campanha “Esporte é Vida, não violência!”, que sensibiliza a todos quanto à importância do respeito e da Paz nos Esportes em qualquer modalidade, seja na quadra, no campo ou no ringue.

Foto: Divulgação / LBV

Para conhecer as ações da Legião da Boa Vontade, acesse www.lbv.org.br ou @LBVBrasil no Instagram e no Facebook.

Artigo: Está na hora de remodelar o SUS e criar uma Política Nacional de Qualidade para a Saúde

Os investimentos em saúde pública no Brasil caíram 64% e perderam R$ 10 bilhões entre 2013 e 2023 (Foto: Freepik)

Pesquisa publicada na Harvard Business Review aponta que o tratamento de doenças crônicas e de episódios agudos de emergência espontânea equivalem a, respectivamente, 50% e 35% dos custos no setor de saúde. E de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), se fosse investido um dólar em políticas públicas e medidas de prevenção de doenças cardíacas, diabetes, câncer e respiratórias poderia ser gerada uma economia de US$ 230 bilhões.

Cerca de sete milhões de mortes poderiam ser evitadas até 2030. Mesmo sendo reconhecida há décadas como um elemento central na organização de qualquer sistema de saúde, a atenção primária (APS) ainda não é amplamente adotada pelas operadoras de saúde suplementar no Brasil.

Esta é a conclusão do relatório técnico divulgado em março de 2021 pela Fundação Getúlio Vargas, resultado de um trabalho conjunto do Centro de Estudos e Planejamento em Gestão de Saúde (GVSaude) com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Já no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, o padrão de gastos revela concentração de recursos na atenção curativa, ou seja, na atenção hospitalar, especializada e atenção de pronto atendimento de forma hegemônica.

Mesmo com 30 anos de expansão, diga-se não consolidada, da estratégia de saúde da família, o país não vincula recursos suficientes para tornar as UBS um serviço de fácil acesso, com qualidade e resolutividade. Os investimentos em saúde pública no Brasil caíram 64% e perderam R$ 10 bilhões entre 2013 e 2023, revela pesquisa do Instituto de Estudos Para Políticas de Saúde. Os valores minguaram de R$ 16,8 bilhões, em 2013, para R$ 6,4 bilhões em 2023.

Diante destes cenários, entendo que estamos no momento de acelerar a adoção de políticas em cuidados primários de alta qualidade, criar uma força de trabalho robusta nos cuidados primários e permitir a análise e a aprendizagem em torno do impacto dos cuidados primários na saúde da população.

A associação entre a qualidade dos cuidados de saúde e os custos têm sido uma consideração importante nos debates sobre se os cortes nos gastos com saúde terão um impacto negativo na qualidade ou se a melhoria da qualidade diminuirá os gastos com saúde.

A avaliação de custos deve promover a relação custo-eficácia da prática médica, maximizar os recursos disponíveis para o prestador de cuidados de saúde por meio da gestão dos serviços oferecidos aos pacientes e explorar oportunidades para melhorias adicionais.

Tradicionalmente, o custo da qualidade era considerado do ponto de vista da produção, onde o processo de custeio da qualidade leva em consideração apenas o custo do desvio das especificações pretendidas. Em serviços como saúde, o custeio da qualidade é mais desafiador devido à complexidade dos processos e ao fato de tais processos conterem uma ampla gama de custos, muitos dos quais são intangíveis e ocultos.

Embora a prática clínica seja baseada em evidências, considerando o custo-efetividade, o exercício do custeio da qualidade não tem sido levado a sério. O custeio da qualidade recebe menos atenção na saúde pública por vários motivos, como a complexidade de alguns dos métodos de custeio e os recursos limitados para executar tal exercício.

Isso ocorre porque os gestores de saúde continuam entendendo que a implementação da gestão da qualidade pode ser feita por programas de qualidade e colocam os recursos destes programas como despesas.

O atual cenário do SUS é alarmante e exige uma ação imediata. Não podemos mais aceitar que os brasileiros enfrentem condições tão precárias de atendimento médico, colocando em risco sua saúde e bem-estar.

Diante desse contexto crítico, é necessário um esforço conjunto do governo, profissionais de saúde, instituições acadêmicas e a sociedade civil para remodelar o SUS e garantir um sistema de saúde acessível, eficiente e de qualidade para todos os brasileiros.

A saída, na minha visão, já está na própria história do SUS, que tem entre sua missão criar redes integradas por território, ou seja, cuidar das pessoas por região e de forma unificada e multidisciplinar. Desta forma, evitamos as longas filas e as idas e vindas da população nos postos de saúde por diversos bairros.

Está mais do que na hora de agir, de remodelar este atendimento e criar uma Política Nacional de Qualidade para dar uma sustentabilidade ao setor. É preciso ouvir e entender a recomendação – o sistema de saúde brasileiro precisa de novo modelo de governança.

A remodelação do SUS não é apenas uma questão de política de saúde, mas sim uma questão de justiça social e direitos humanos. Todos os brasileiros têm o direito constitucional a um sistema de saúde público, gratuito e de qualidade, e é nosso dever garantir que esse direito seja respeitado e cumprido. Caso nada seja feito vamos viver um colapso na saúde pública.

*Mara Machado é CEO do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), que há 30 anos capacita pessoas e contribui com as instituições de saúde para reestruturar o sistema de gestão vigente, impulsionar a estratégia de inovação e formar um quadro de coordenação entre todos os atores decisórios.

Brasileiros estão investindo cada vez mais em produtos financeiros

Foto: Marcello Casal / Agência Brasil / Arquivo

O número de brasileiros que investem em produtos financeiros registrou um leve aumento de 2022 para 2023, alcançando 37%, um ponto percentual a mais que no ano anterior, conforme apontado pela 7ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A pesquisa revelou que 55% dos brasileiros das classes A e B possuem investimentos financeiros, seguidos por 38% na classe C e 20% na classe D. 

Entre os produtos de investimento pessoal, a caderneta de poupança permanece a mais popular, com 25% de adesão. Títulos privados e fundos de investimento, assim como moedas digitais, são opções para 5% e 4% da população, respectivamente. Houve também uma ligeira diminuição de 58% para 57% na parcela da população que afirma não conhecer ou não utilizar produtos financeiros de investimentos.

De acordo com Bruno Lima, empreendedor visionário, CEO e fundador do Método Nômade, que possibilita que os operadores realizem suas atividades de qualquer local, sem estarem presos a um ambiente físico fixo, o termo “mercado financeiro” tem sido muito utilizado por conta do crescimento no número de brasileiros que têm se tornado ativos na área de investimentos. “É muito provável que você tenha se deparado com termos como debêntures, Letras de Crédito, títulos imobiliários, renda fixa e variável, taxa Selic, entre tantos outros. Por definição, mercado financeiro é um ambiente de comercialização de mercadorias (produtos agrícolas, ouro), câmbio (moedas estrangeiras) e valores mobiliários (títulos, ações, opções)”, explica. 

O especialista acrescenta que diversas instituições estão envolvidas nessas negociações que, além de facilitarem a relação entre os agentes, também regulam e fiscalizam as transações realizadas. O papel do investidor é o de disponibilizar dinheiro com o intuito de multiplicá-lo e existem diversos caminhos para isso, mas todos partem da mesma premissa: o capital é destinado a uma determinada aplicação que oferece valorização com base nas diretrizes acordadas entre as partes.

“No final do mês de junho, faremos um evento especial do Método Nômade, onde o participante poderá adentrar nesse novo mundo do mercado financeiro. Será uma excelente oportunidade para aprender com especialistas e começar a jornada como investidor”, comenta Bruno, ressaltando que mais informações devem ser divulgadas muito em breve.

Para ele, é importante ter um panorama geral sobre os diferentes tipos de investimentos disponíveis, desde renda fixa, que permite fazer uma projeção da rentabilidade no ato do investimento, até renda variável, onde não há garantia de retorno, mas que oferece potencial de retornos mais elevados. É preciso ainda entender como funciona o mercado de capitais, mercado de crédito, mercado de câmbio e mercado monetário, além de como cada um deles pode ser uma peça importante na estratégia de investimento.

“Estamos empolgados em oferecer essa oportunidade para que novos investidores possam explorar o mercado financeiro de forma prática e acessível. Com o Método Nômade, os operadores podem realizar suas atividades de qualquer lugar”, conclui.

Sobre o Método Nômade 

O Método Nômade oferece uma abordagem inovadora para o empreendedorismo financeiro, especialmente no contexto do Day Trade, uma prática conhecida por sua agilidade e rapidez. Sob a liderança de Bruno Lima, ele permite aos traders buscar lucros explorando as flutuações de preços de ativos em um único dia de negociação. 

A abordagem flexível e descentralizada possibilita que os operadores conduzam suas atividades de qualquer lugar, proporcionando liberdade geográfica e uma nova perspectiva de trabalho.  O objetivo é transformar vidas, proporcionando independência financeira e a oportunidade de compartilhar mais momentos com a família, com a liberdade necessária para moldar seus próprios destinos. Para mais informações, acesse @metodonomade ou pelo nomadedaytrader.com.br.

Sobre Bruno Lima

Bruno Lima é um empreendedor visionário e especialista no mercado financeiro, reconhecido como o CEO e fundador do projeto Método Nômade. Sua jornada é marcada por uma determinação incansável em busca de flexibilidade, rentabilidade e, acima de tudo, equilíbrio entre vida profissional e familiar. Como pai e marido dedicado, Bruno trilhou seu caminho em busca de uma carreira que permitisse mais tempo ao lado da família. 

Com uma base sólida em finanças e uma visão arrojada, ele lançou o Método Nômade, não apenas transformando sua própria trajetória, mas também capacitando e guiando outros indivíduos na conquista da independência financeira e na busca por um estilo de vida mais flexível e significativo. Sua missão vai além do sucesso pessoal, sendo uma fonte de inspiração e orientação para aqueles que buscam um novo caminho no universo das finanças e na construção de um futuro mais próspero. Para mais informações, acesse @brunolimatrader

Aumento de turistas internacionais impulsiona hotelaria brasileira

Foto: Divulgação / Villa d’Ozio

Em 2023, o Brasil registrou recorde no número de turistas internacionais, com mais de 740 mil visitantes de outros países, de acordo com dados da Embratur. Este incremento no fluxo de visitantes estrangeiros têm impactado na hotelaria brasileira e motivado os hotéis a se prepararem melhor para atender a essa demanda, com destaque para o Villa d’Ozio, hotel ao estilo boutique com o aconchego de uma elegante “casa de praia”, localizado no litoral norte de Santa Catarina, que no ano passado observou crescimento de 60% no número de hóspedes estrangeiros em relação a 2022, representando 6% do total de reservas do ano passado.

O impacto econômico deste aumento de turistas internacionais também é expressivo. Em 2023, os visitantes estrangeiros deixaram um montante de US$ 6,9 bilhões, equivalente a R$ 34,5 bilhões, no Brasil, segundo dados do Banco Central. Este crescimento não apenas impulsiona a economia, mas também desafia os estabelecimentos de hospedagem a inovar e aprimorar seus serviços. 

Entre os hóspedes internacionais que se hospedaram no Villa d’Ozio no ano passado, os principais países de origem foram Alemanha (30%), Estados Unidos (28%) e Argentina (12%). Para garantir uma experiência de excelência, o Villa d’Ozio investiu em sua equipe e, atualmente, 30% dos funcionários são bilíngues e há até colaboradores trilíngues, reforçando o compromisso do hotel em proporcionar um atendimento de qualidade para visitantes de diferentes nacionalidades.

“Com estas iniciativas, a hotelaria brasileira não só responde ao aumento de turistas internacionais, mas também se posiciona como um destino de excelência, preparado para atender os mais variados perfis de visitantes, proporcionando experiências memoráveis e impulsionando o crescimento sustentável do setor. Estamos extremamente satisfeitos com o aumento de turistas internacionais e o reconhecimento que o Villa d’Ozio tem recebido, a exemplo recente da hospedagem do DJ britânico Carl Cox. Nosso objetivo é continuar aprimorando nossos serviços ao longo dos meses” avalia o diretor do Villa d’Ozio, Ronaldo Jansson Júnior.

Além do atendimento de excelência aos hóspedes internacionais, o Villa d’Ozio tem se destacado também no mercado por seu compromisso com a qualidade e hospitalidade. Situado em um dos destinos mais procurados do Brasil, a Praia Brava, em Itajaí/SC, o hotel oferece uma experiência única, combinando conforto, sofisticação e um atendimento personalizado.

Sobre o Villa d’Ozio

Com localização privilegiada, frente ao mar na badalada Praia Brava, em Santa Catarina, o Villa d’Ozio atende aos padrões da hotelaria internacional. Inaugurado em 2021, o hotel traz o aconchego de uma elegante “casa de praia”. Privativo, ideal para descanso, momentos a dois e contato com a natureza, é dedicado apenas para adultos.

São 25 apartamentos, alguns com hidromassagem e outros com vista para a praia e jardins. Destaca a identidade catarinense e a colonização europeia por meio do aconchegante e sofisticado projeto arquitetônico e design de interiores de renomados escritórios e artistas brasileiros. Também oferece periodicamente eventos intimistas e experiências gastronômicas 100% artesanais, feitas no próprio restaurante, abertas ao público. 

Mais informações: https://villadozio.com.br/

Maceió registrou mais de 1.700 casos de violência contra idosos em 2024

Foto: Divulgação

Como parte da campanha “Junho Violeta” que visa conscientizar a população sobre a importância do combate à violência contra as pessoas idosas, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) alerta para os diferentes tipos de violações sofridas pelas pessoas dessa faixa etária.

Segundo a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera Ma. Keler Mendes, as violências mais frequentes são: violência física; abuso psicológico; negligência, abandono e violência institucional (que trata de qualquer tipo de violação exercida dentro do ambiente institucional público ou privado. Instituições também podem cometer negligência por meio de uma ação desatenciosa ou omissa por parte dos funcionários ou por não cumprir alguma ação que deveria ter sido realizada); abuso financeiro; violência patrimonial; violência sexual; e discriminação.

Dia 15 de junho é celebrado, inclusive, o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a cidade de Maceió já registrou em 2024 o total de 1.794 casos de violações (qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a pessoa idosa. Desse total, apenas 220 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). Em todo o estado de Alagoas, são 4.074 casos de violações e 468 denúncias registradas.

Para a especialista, é essencial a realização da denúncia, pois esta ação leva a intervenção imediata das autoridades para proteger a vítima e garantir a sua segurança. Além disso, a especialista e advoga explica que, o ato de denunciar esses crimes, contribui na responsabilização dos agressores, promove justiça para as vítimas e ajuda a prevenir futuras ocorrências.

“É uma forma de afastar o agressor da vítima e puni-lo e fomentar ações efetivas contra esse problema. Além disso, a pessoa idosa recebe acesso a recursos e apoio, incluindo assistência jurídica, abrigo, aconselhamento e serviços de saúde mental, que podem ajudá-la a se recuperar desses traumas”, indica a docente da Faculdade Anhanguera.

Por fim, a Ma. Keler Mendes dá dicas sobre como as mulheres podem pedir ajuda. Confira também os canais de denúncia:

“Denúncias de violências podem ser feitas pelo Disque 100. O canal de atendimento coordenado pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH/MDHC) é gratuito, sigiloso e está disponível 24 horas por dia. Além de ligação gratuita, os serviços podem ser acessados por meio do site da Ouvidoria, aplicativo Direitos Humanos, Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61) 99611-0100. O canal também possui atendimento em Libras”, completa.   

Para mais informações, acesse: MDHC – Violências contra a pessoa idosa. 

Com pagamentos atrasados, artistas anunciam protestos no São João de Maceió

Foto: Cortesia

Faz 15 dias que artistas de Maceió buscam saber onde foram parar os R$ 8 milhões destinados pelo governo federal para os editais da Lei Paulo Gustavo na capital alagoana. Sem respostas da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (Semce), os pagamentos seguem atrasados, expondo a gestão cultural municipal de uma verba que era emergencial para esses trabalhadores.

“Estamos a poucos dias de começar o São João milionário do prefeito. Aí é que não temos esperança mesmo de receber. Porque se sem a festa midiática, eles já não trabalharam para cumprir os prazos, imagine agora”, aponta um dos artistas do Comitê Paulo Gustavo, grupo de artistas que se uniram para tentar viabilizar a aplicação da Lei em Alagoas.

Após sofrer para conseguir informações da secretaria que é gerida pelo filho do vereador Cleber Costa, e realizar protesto em que simularam o enterro da cultura de Maceió, artistas planejam atos em todos os pontos do São João Massayó.

“Entendemos que o prefeito só conversa por meio da mídia, então vamos começar a conversar. Estaremos em cada entrevista que ele der, vamos levar o caixão da cultura de Maceió para o meio do São João, para os turistas e os maceioenses saberem como a cultura é tratada por João Henrique Caldas Filho”, complementa o Comitê Paulo Gustavo Alagoas.

Foto: Cortesia

Os pagamentos da Lei Paulo Gustavo, conforme editais publicados pela própria prefeitura de Maceió, deveria ter sido realizado, em prazo máximo, até o dia 31 de maio. Para se ter uma ideia, Maceió é a única capital brasileira que não executou a lei emergencial, ainda relativa à pandemia.