Carro fumacê está passando nas ruas de Santana (Foto: Divulgação)
Estamos vivenciando uma situação de saúde pública bastante preocupante e uma batalha constante contra uma doença nova que vem desafiando nosso sistema de saúde e a capacidade de resiliência da sociedade.
Mas infelizmente, além de enfrentar a pandemia do Covid-19, nosso país, e nossa cidade (falo de Santana do Ipanema), já iniciou uma batalha contra outra epidemia bastante conhecida: a Dengue.
Se prestarmos atenção já tem alguns dias que está passando nas ruas o conhecido “carro fumacê”. Está sendo veiculado nas rádios as orientações quanto ao que devemos fazer quando o carro estiver em nossas ruas, abrir portas e janelas.
O carro fumacê é uma estratégia encontrada pelo governo para controlar os mosquitos. A ideia é que um carro emita uma ‘nuvem’ de fumaça, com baixas doses de um agrotóxico que permite eliminar a maior parte dos mosquitos adultos presentes na região.
Dessa forma, esta é uma técnica muito utilizada durante períodos de epidemia para eliminar mosquitos e evitar a transmissão de doenças como a dengue, a Zika ou a Chikungunya.
Mas as medidas emergências e necessárias implantadas pelos órgãos competentes não basta, devemos aproveitar esse momento de quarentena e isolamento social para trabalharmos a prevenção e eliminarmos os focos do Aedes aegypti.
Para reforçar as medidas de prevenção, cito abaixo:
– Evitar o acúmulo de água
– Coloque areia nos vasos de plantas
– Não acumule lixo
– Use repelentes
Uma outra atitude importante é deixar o agente de endemias entrar em sua residência para que possa identificar focos e fazer a eliminação. Devemos ter a consciência e contribuir para diminuir os casos de dengue, consequentemente diminuir o número de pessoas que irão necessitar de assistência hospitalar.
Capa do livro “Santana, a cada canto, um conto” (Foto: Reprodução)
A pacata cidade de Santana do Ipanema sofreu recentemente duas enchentes. Essa tragédia me trouxe curiosidades sobre o rio Ipanema e o riacho Camuxinga, ambos protagonistas desses episódios no Sertão de Alagoas
Mergulhei no livro “Santana do Ipanema, em cada canto, um conto”, do professor e escritor Fábio Soares Campos. Em suas preciosas linhas, o autor conta como surgiu a ponte do Padre, que liga o riacho Camuxinga e o rio Ipanema.
Essa história, de acordo com o sertanejo, foi contada por sua saudosa mãe, Dona Dineusa Bezerra Campos. Me chamou atenção o trecho “lá estava assentada, a confluência do rio e riacho. Enquanto o Camuxinga, languindo se entrega ao Ipanema”.
Esse fato, até poucos dias ninguém poderia acreditar, mas aí veio o rio Ipanema, subiu e cobriu a ponte do Padre.
Lendo o trecho “Lá vinha o Ipanema, de águas salobas da cor de ferrugem, pra dar nome a cidade”, consegui vislumbrar as águas do Panema, imaginando ela correndo rio abaixo.
Em todo livro percebe-se que o autor retrata os contos da cidade através uma bela história, escrita com humor, rimas e entusiasmo. A obra nos proporciona entender de forma prazerosa como surgiu a cidade de Santana do Ipanema.
É possível viajar pelo passado, reconhecer e relembrar os personagens populares que deram início a uma cidade, que considero de “terras doces”.
Durante a leitura me senti como se tivesse entrado na máquina do tempo, trazendo a pureza da criança que brincava na rua, das fortes tradições religiosas, das cheias do rio Ipanema e, as pessoas mais conhecidas desse pedacinho do sertão.
Se você ama Santana do Ipanema, com certeza vai querer relembrar esses personagens reais. E para quem não é dessa época, posso garantir que vai ter o prazer de conhecer tempos tão bonitos.
Por Flaviana Wanderley – colaboração*
*É pedagoga, servidora pública municipal em Santana do Ipanema
Unidades judiciárias deverão fazer as audiências por videoconferência quando possível, respeitando a natureza do processo (Foto: Itawi Albuquerque / Assessoria TJ-AL)
O Tribunal de Justiça de Alagoas publicou o Ato Normativo nº 11, nesta segunda-feira (13), autorizando e fixando regras para a realização de audiências processuais por meio de videoconferências, durante o período de distanciamento social imposto pela pandemia de Covid-19.
A publicação assinada pelo presidente Tutmés Airan diz que as unidades judiciárias deverão fazer as audiências dessa forma quando possível, respeitando a natureza do processo e a disponibilidade de recursos tecnológicos.
É necessário haver a concordância das partes e seus procuradores, ou o Ministério Público. Interessados em ter audiências desse tipo podem protocolar petição intermediária com a solicitação.
A normativa prevê a utilização de videoconferências para audiências de resolução consensual de conflitos; apresentação, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente; oferecimento de proposta de transação penal e suspensão condicional do processo; homologação de acordo de não persecução penal; aplicação de medidas protetivas; fixação de condições de cumprimento de penas ou para progressão de regime; e outros atos processuais, a critério do juiz.
As audiências podem ser realizadas por Whatsapp, Google Hangouts ou a plataforma emergencial desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça. O ato prevê que a Diretoria Adjunta de Tecnologia da Informação do Tribunal (Diati) deve disponibilizar manuais sobre as ferramentas, no site do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Se você é uma daquelas pessoas que está aproveitando o período do isolamento social para colocar a leitura em dia, mas ainda tem algumas dúvidas de que livro buscar, esse texto pode lhe ser útil. Nas próximas linhas não vou apenas citar um livro, mas algumas antologias.
Para quem não é familiarizado com o esse nome, explico que antologias são livros que trazem uma coletânea de textos, que podem ser sobre um mesmo tema ou estilo, como um conjunto de poemas, ou ainda reunir vários autores e suas obras, como é o caso das três Antologias Santanenses.
Esse modelo de livro possibilita a você uma oportunidade de conhecer fazer uma leitura em diversos mundos literários, porque são textos escritos em diferentes situações e textos curtos para quem não gosta de textos longos ou até mesmo um livro inteiro devido a falta de tempo.
Em 2017 foi lançada a primeira Antologia Santanense, nomeada de “Um Encontro de Sonhos e Palavras”. Em 2018 a segunda se chamou “Um Caminho de Imagens e Palavras” (o título foi criado porque, diferente da primeira, desta vez fotos foram também publicadas como conteúdo de autores). No terceiro ano seguinte veio mais uma, intitulada “O despertar Literário no Sertão de Alagoas”.
É hora de sentar, aproveitar a calmaria do isolamento e preencher sua mente com a voz do escritor santanense. Talvez você se depare com um autor que você o veja passar na rua, ou ainda o texto pode te fazer sentir a real historia de algum lugar que você já esteve.
Indico as três Antologias Santanenses, as duas primeiras organizada por Lícia Maciel e Kelvia Vital, e a terceira somente pela Lícia. Inclusive, destaco que sou autora de um dos textos na segunda antologia, que retrata o bairro monumento e o inicio do Festival da Juventude.
Leia romance, cordel, crônica, poesia, em um único livro, a cada dia uma nova página.
A maior parte da formação dos profissionais de saúde ainda é baseado no modelo hospitalocêntrico ultrapassado, o que acaba não preparando para atuar no campo da promoção à saúde. Estudos comprovam isso ao mostrar a diferença entre o ensino e as reais necessidades de saúde na sociedade.
A promoção da saúde é a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), focada no fortalecimento da capacidade dos usuários de saúde e dos grupos sociais de intervir no próprio processo saúde-doença. Para ocorrer essa intervenção é necessário que a população tenha conhecimento do seu papel na prevenção de doenças ou na recuperação de seu próprio estado de saúde.
A promoção de saúde baseia-se na elaboração e implementação de políticas públicas, criação de ambientes favoráveis à saúde, reforço da ação comunitária, desenvolvimento de habilidades pessoais, reorientação dos sistemas e dos serviços de saúde. Sendo então, a principal encarregada de evitar a sobrecarga nos serviços secundário e terciário de saúde (hospitais gerais e hospitais especializados).
Na prática, a promoção de saúde ajuda a difundir o conhecimento à população sobre como evitar doenças, se proteger de zoonoses, higiene pessoal, ambiental e coletiva, alimentação saudável, práticas e hábitos de qualidade de vida.
Após todas as implementações e formulações desde a Reforma Sanitária, a organização do SUS é compreendida a partir da participação da população junto aos profissionais na promoção e na vigilância à saúde.
A população passa então a ser sujeito do processo e a doença deixa de ser o foco de observação. A Saúde então se volta para o modo de vida e as condições de trabalho dos indivíduos e grupos sociais, e suas repercussões no processo saúde-doença.
Existem dois grandes problemas que são a má gestão e a corrupção que geram diferentes dificuldades de se praticar essa promoção de saúde em âmbito nacional, e enfrentar essas dificuldades é o desafio para o SUS nesta década.
Desde o agravamento da pandemia e o consequente isolamento social, o governo federal tem anunciado uma série de medidas que visam amenizar os impactos negativos para a economia. As referidas medidas tem como público alvo os menos favorecidos, como é o caso dos trabalhadores baixa renda.
Nesse sentido, além de facilitar e ampliar alguns serviços, o governo tem buscado minimizar os efeitos do isolamento implementando diversas benesses à sociedade, senão vejamos:
FGTS
O governo autorizou o saque de R$ 1.045 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Cada pessoa terá direito a sacar até um salário mínimo a partir do dia 15 de junho a 31 de dezembro deste ano.
AUXÍLIO EMERGENCIAL
Outra novidade é a implementação do auxílio emergencial para os trabalhadores sem carteira assinada, contribuintes individuais da Previdência, MEIs (Microempreendedores Individuais) e desempregados. O auxílio é no valor de R$ 600,00. Para isso, se faz necessário cumprir alguns requisitos tais como:
Ter mais de 18 anos;
Possuir renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 3.135) ou ter renda por membro da família até meio salário mínimo (R$ 522,50);
Em 2018, os rendimentos tributáveis não podem ter passado de R$ 28.559,70;
O auxílio não pode cumular com outro benefício, como BPC (Benefício de Prestação Continuada), aposentadoria, pensão (com exceção do Bolsa Família) e seguro-desemprego – a exceção é o Bolsa Família.
O referido benefício deverá ser pago durante três meses e cada família pode acumular, no máximo R$ 1.200. A mulher que sustentar o lar sozinha terá direito a R$ 1.200.
ANTECIPAÇÃO DO 13º
O 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS serão antecipados. A primeira parcela será paga entre os dias 24 de abril e 8 de maio, dependendo do valor que o aposentado recebe e o número final do benefício. A segunda parte será depositado na conta entre 25 de maio e 5 de junho.
ANTECIPAÇÃO DO PIS/PASEP
O governo também antecipará para o dia 29 de maio a data limite para sacar o abono salarial do PIS/Pasep de até R$ 1.045. Este valor será pago a quem trabalhou com carteira assinada em 2018.
Podem receber o abono salarial quem:
Trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2018;
Ganhou, no máximo, dois salários mínimos, em média, por mês;
Está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
O valor pago é de até um salário mínimo (R$ 1.045, em 2020) e varia de acordo com o tempo que a pessoa trabalhou. Se ela trabalhou o ano todo, recebe um salário mínimo. Se trabalhou um mês, ganha proporcionalmente.
ADIANTAMENTO PARA O BPC
Outra ação governamental vai permitir que o INSS adiante, por três meses, um valor de R$ 600 para os idosos de 65 anos ou mais e deficientes de baixa renda que pedirem o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
ADIANTAMENTO PARA AUXÍLIO DOENÇA
Nesse período em que as agências do INSS estão fechadas, os segurados que necessitarem do auxílio-doença poderão anexar um atestado médico no site ou aplicativo Meu INSS e receber um adiantamento de R$ 1.045. O atestado precisa estar legível e sem rasuras, conter assinatura do profissional e carimbo de identificação com registro do Conselho de Classe, ter informações sobre a doença ou CID (Classificação Internacional de Doenças) e conter o prazo estimado de repouso necessário. O valor pode ser pago por três meses ou até que a perícia seja realizada.
ISENÇÃO DA TARIFA DA CONTA DE LUZ
A isenção da tarifa para consumidores de baixa renda, ou seja, aquele que consome até 220 kWh, é mais uma ação do governo federal para enfrentar a crise decorrente do avanço do novo coronavírus.
Como se trata de uma MP, a operação tem aplicação imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso.
Segundo a MP:
Os consumidores terão desconto de 100% na tarifa entre 1º de abril e 30 de junho;
A isenção valerá para unidades que consomem até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês e que estejam incluídas na Tarifa Social;
A União destinará R$ 900 milhões para o pagamento das contas, e os custos remanescentes serão pagos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Apesar das consequências negativas durante período de pandemia, com reflexos severos no setor econômico, eis que surgem boas oportunidades para o público mais necessitado. No entanto, se faz necessário que os referidos benefícios sejam utilizados de maneira sustentável, uma vez que ainda não é possível aferir a gravidade, tampouco o tempo de permanência da crise econômica.
O Hospital Regional de Santana do Ipanema (HRSI), entidade gerida pelo Instituto de Gestão em Saúde (InSaúde), emitiu um comunicado nesta segunda-feira (6) abordando algumas informações que tem circulado em redes sociais, nos últimos dias, falando sobre pessoas infectadas com o novo coronavírus (Covid-19) dentro da unidade médica.
A nota afirma que até o momento não foi registrado nenhum óbito no hospital por conta do Covid-19. A entidade também esclarece alguns áudios que circulam, no qual indicam que médicos foram diagnosticados com o vírus. O hospital confirma que dois profissionais contraíram o novo coronavírus, sendo que um já está curado e o outro se encontra em isolamento domiciliar.
Veja abaixo o comunicado completo do HRSI:
Considerando os áudios que circulam nos grupos de WhatsApp, a respeito de casos de coronavírus, o Hospital Regional de Santana do Ipanema – HRSI, vem esclarecer a população de Santana do Ipanema e demais municípios da 9ª e da 10ª microrregiões de Saúde do Estado de Alagoas, que:
1 – Conforme, protocolo elaborado com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde – OMS e Ministério da Saúde, todo o paciente que procurar o hospital, apresentando sintomas gripais, é considerado paciente suspeito de covid-19, sendo classificado como risco imediato, encaminhado para isolamento, avaliação médica e conforme às condições clínicas encaminhado para isolamento domiciliar ou hospitalar;
2 – Até a expedição desta nota, não foi registrado nenhum óbito, de caso confirmado ou suspeito de covid-19, nesta unidade hospitalar;
3 – Os dois médicos, que testaram positivo, para o covid-19, um já está curado, conforme ele mesmo divulgou e já se encontra trabalhando, o outro encontra-se em isolamento domiciliar;
4 – Os Equipamentos de Proteção Individuais – EPIs, oferecidos pela instituição, seguem as recomendações da Organização Mundial de Saúde – OMS, do Ministério da Saúde e da ANVISA, e são distribuídos e monitorados pela equipe de Segurança do Trabalho.
O HRSI, reitera o seu compromisso com a sociedade santanense e demais municípios da região de prestar assistência segura e de qualidade e ressalta que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para preservar a segurança dos nossos usuários e colaboradores no combate ao coronavírus (Covid-19).
Estamos vivendo dias apocalípticos. A história é um espelho retrovisor que permite olharmos para trás sem tirar o foco do que está em nossa frente. Com ela aprendemos, planejamos, acertamos ou erramos.
Se olharmos para a história veremos que as pandemias são cíclicas. A gripe espanhola de 1918 foi incomumente mortal. De janeiro de 1918 a dezembro de 1920, 500 milhões de pessoas foram infectadas.
Quase ¼ da população mundial morreu, um número entre 50 a 100 milhões de pessoas. Foi uma das epidemias mais mortais da história da humanidade. A gripe espanhola foi uma das primeiras pandemias causadas pelo influenza, vírus H1N1, a segunda ocorreu em 2009.
A maioria dos surtos virais mata desproporcionalmente os mais velhos do que os mais jovens, porém inesperadamente a taxa de mortalidade foi demasiadamente alta entre os adultos jovens.
Algumas análises mostraram que uma tempestade desencadeou citocinas que atacam o sistema imunológico e tornou o vírus potencialmente mortal, juntando aí fatores de desnutrição, falta de higiene, acampamentos médicos e hospitais superlotados promoveram uma superinfecção resultando em uma alta taxa de mortalidade.
A história se repete por um dos microrganismos mais inferiores da escala dos patogênicos, pois fungos, bactérias estão na frente no grau de patogenicidade em relação às síndrome virais.
Apesar de todos esse histórico e dados científicos, ainda há pessoas e autoridades públicas que não entenderam a gravidade da situação. A descrença na ciência é tão grande, que há quem veja um movimento a favor do vírus. Teorias conspiratórias e narrativas políticas também atrapalham a conscientização da população.
Particularmente prefiro ficar com as recomendações do maior infectologista do universo, que deixou a prescrição pronta em Isaías, Capítulo 26, versículo 20. “Vem povo meu, entra em suas casas, fecha a sua porta até que passe a praga. Vai passar! Passa o céu, passa a terra, mas a minha Palavra não passará”.
A verdade é que Deus tem seus mecanismos cíclicos, que não são punitivos, mas sim educativos. Agora não é hora de ideologismo, mas sim de aprendermos com a história. É hora de ficar em casa, pois assim Deus nos ensinou, nos momentos de pestilência, quando esta chega à humanidade.
Como manter a tranquilidade diante da pandemia? Como não entrar em desespero, quando de modo contínuo somos bombardeados de notícias pelas redes sociais? Como saber se as notícias são realmente verdadeiras? Como não se sensibilizar com a dor do outro?
Como não lamentar milhares de mortes? Como não sofrer pelas contas atrasadas? Como não se estressar sem sair de casa? Como não se preocupar, pois enquanto estamos em casa milhares de pessoas correm para que não falte alimento, remédios, segurança e saúde?
Como manter-se de quarentena e lembrar-se da pandemia, diante de uma enchente que deixa sua família desabrigada? Pergunto isso porque em minha cidade Santana do Ipanema-AL, na última quarta-feira (25) houve uma forte chuva onde um riacho transbordou deixando mais de 200 famílias desabrigadas.
O planeta está passando por um momento difícil, o COVID 19 vem impactando todos os cenários científicos, sociais econômicos. Em alguns países são milhares de pessoas infectadas e mortas. Esse fenômeno nunca visto antes está assustando todas as classes sociais e todas as nacionalidades.
São tantos questionamentos feitos, e a maioria deles não tem resposta pronta. São tantos desencontros que nos confundem. São tantos desequilíbrios que nos afligem. São tantas coisas que não se encaixam. São tantas vidas encerradas. São tantas perdas irreparáveis. São tantas explorações e oportunismos. São também oportunidades de prevenção. São todas coisas humanas. E por que não aceitamos? E por que não compreendemos? E por que não sabemos lidar com tudo isso? São tantos porquês.
De modo natural nós seres humanos não somos treinados para perder. Ao longo da nossa vida somos sempre impulsionados para ganhar. Assim como também não somos preparados para lidar com nossas emoções e pensamentos disfuncionais, e a ausência dessas habilidades faz de nós seres humanos criaturas frágeis e vulneráveis ao adoecimento psicológico.
Você já se deu conta do quanto pensa rápido? Do quanto é potente as suas emoções? E o quanto você já agiu errado por nunca ter pensado sobre como você funciona emocionalmente?
É comum perceber nesse momento, que a maioria das vezes agimos no automático. Tomando por base a tríade Cognitiva Comportamental: pensamento, emoção e comportamento. Quanto maior a intensidade do pensamento, maior é o incômodo da emoção e mais desinteligente é o resultado do comportamento.
De modo prático na quarentena, como você passa o dia inteiro menos ocupado, quanto mais você ficar absorvendo a quantidade de mensagens e alarmes falsos que chega às redes sociais, mais tenso, ansioso e preocupado você se torna. Assista apenas uma vez por dia o noticiário para manter-se atualizado. Não dê audiência às coisas repetidas.
Outra estratégia para evitar o pânico e a ansiedade extrema são técnicas de respiração e meditação, isso te ajuda a manter o equilíbrio emocional.
Se ocupe lendo, fazendo curso on-line gratuitamente, jogue algo com seus familiares, mantenha um ritmo de horários, afinal é extraordinária a oportunidade de prevenção que nós estamos tendo, pense que muitas pessoas morreram por não terem se prevenidos, não precisa ser extrema a preocupação, cumpra os requisitos de prevenção.
Independente da sua opinião sobre isolamento total ou sair pra trabalhar, sejam disciplinados para evitar a transmissão do vírus para as pessoas dos grupos de riscos: “idosos e pessoas com doenças crônicas e debilitantes”.
Caso você ainda tenha dificuldade psicológica após realizar essas atividades, técnicas e ferramentas de estabilidade emocional foi criada uma força tarefa onde um grupo de psicólogos está fazendo escuta psicológica on-line (atendimento virtual gratuito durante a pandemia). Basta entrar em contato pelo número 82 99625-2663 e você será direcionado para um profissional de acordo com seu horário disponível, os atendimentos estão sendo feitos manhã, tarde e noite.
O problema é difícil, mas se for encarado de maneira inteligente será resolvido, no desespero não se resolve nada, pelo contrário só piora a situação. Vamos superar a pandemia de forma consciente.
Todos estão tão focados em si, que esquecem da necessidade de proteção e cuidados que os profissionais necessitam. (Foto: aangq26 / Pixabay)
Estamos vivendo um momento delicado frente a pandemia do covid-19. A mídia a todo momento lança um turbilhão de informações referentes ao número de casos no nosso país e no mundo, alertando-nos sobre a extrema necessidade de nos resguardarmos em casa – o conhecido “isolamento social” ou “quarentena” – com a finalidade de diminuir o número de pessoas infectadas por esse novo vírus que vem causando bastante pânico e a necessidade de mudanças radicais em nossa sociedade.
O que infelizmente não vejo sendo noticiado, e nem sendo ponto de preocupação da população é a saúde dos profissionais que estão na linha de frente de combate a essa epidemia. Todos estão tão focados em si, que esquecem da necessidade de proteção e cuidados que os profissionais necessitam.
É fato que em todo país, devido a proporção e poder de contaminação da doença, os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’S) começaram a faltar para a população. Mas se a comunidade está com essa dificuldade, imagine para os profissionais que estão lidando de forma direta com os milhares de casos suspeitos?
Temos que ter em mente que os profissionais são os que mais estão sendo expostos ao risco de contágio e adoecimento. A enfermagem é a categoria com o maior número de profissionais expostos e a única que está ao lado do paciente durante as 24 horas do dia, durante todos os dias dentro dos serviços de saúde, mais precisamente das unidades hospitalares.
Ao término do seu horário de trabalho, esses profissionais retornarão para suas casas e facilmente poderão tornar-se vetores do vírus. É necessário que a população tenha essa consciência, pois, já estão faltando sim, máscaras, luvas, óculos, aventais descartáveis nos serviços de saúde, o que coloca não somente o profissional em risco, mas toda a sociedade.
Já foi noticiado um caso de um enfermeiro que está internado em uma UTI em Maringá/PR, enfermeiros no Rio de Janeiro que não estão recebendo os equipamentos básicos para trabalhar e até mesmo profissionais trabalhando totalmente expostos. O que isso pode gerar? Uma paralisação nos serviços de saúde, visto que os conselhos e os exercícios profissionais resguardam e dão total direito ao profissional de negar atendimento desde que o mesmo não esteja devidamente protegido.
Precisamos que a população faça seu papel de fiscalizar e cobrar que essas normativas sejam cumpridas para resguardar a saúde dos profissionais que estão incansavelmente trabalhando, deixando suas famílias, se privando do convívio com seus familiares por reconhecerem o risco e o potencial de contaminação que eles tem ao retornarem para suas casas para permitir que a maior parte da população possa passar por essa fase em suas casas com o mínimo de risco possível.
Vamos, neste momento, não apenas compartilhar notícias a todo momento, e nem somente fazer campanhas simbólicas aos profissionais, a melhor forma de mostrar sua gratidão e preocupação com eles é exercendo seu papel de cidadão e cobrando do nosso governo que disponibilizem condições salubres de trabalho e denuncie práticas abusivas.
Vamos exercitar a empatia e solidariedade responsável.
Sobre Amanda Araújo
Amanda Araújo Mendes é proprietária e enfermeira do consultório de enfermagem CuraDerme situado em Santana do Ipanema (Alagoas). Formada em enfermagem pela Faculdade Cesmac do Sertão, também bacharela em administração pública pela Ufal. Possui especializações na área de gestão em saúde pública e urgência, emergência e terapia intensiva. Já atuou como enfermeira no Hospital Regional de Santana do Ipanema e atenção básica do mesmo município. Fez parte do corpo docente dos cursos da escola técnica de saúde Valeria Hora e atualmente é docente do Divino Cursos.
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19 abr
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