Clerisvaldo B. Chagas, 16 de agosto de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.716
Sempre dissemos que em História e nas ciências afins, nada é definitivo. Constantemente novas descobertas vão anulando hipóteses e teorias existentes que atravessaram décadas como verdades. Os avanços investigativos não se resumem somente a uma área do conhecimento. Em todas as ciências e seus ramos as pesquisas trazem novas luzes à humanidade. Agora estamos diante do famoso homem de Neandertal e do Homo sapiens. O homem de Neandertal teria sobrevivido por centenas de milhares de anos e desaparecido há quarenta mil anos. O mistério do seu desaparecimento era atribuído a maior flexibilidade alimentar do concorrente Homo sapiens que entrou na Europa há 43 mil anos atrás. O Homo sapiens é considerado ancestral do homem moderno. Mas veja que a nova teoria desmantela a mais antiga.
Equipe internacional de cientistas baseados em Tubinga, Alemanha, procurou testar a antiga teoria. Bocherens e sua colega biogeóloga, Dorothée Drucker, então, analisaram os hábitos alimentares desses ancestrais humanos em fósseis mais antigos encontrados nas cavernas de Buran Kaya, na península da Crimeia, na Ucrânia. Com esses vários estudos onde entram o cardápio oferecido pela região, à época, os cientistas chegaram à conclusão de que havia uma concorrência grande entre os Neandertais e o Homo sapiens pela principal fonte de proteína, o mamute. E sendo assim, o Homo sapiens levou a melhor enquanto acontecia o desaparecimento dos Neandertais em apenas três milênios. O estudo foi publicado recentemente no periódico Scientific Reports, e esta crônica é baseada em artigo do G1, edição do dia 14 de agosto.
Para relembrar, o Homo sapiens surgiu na África Oriental entre 190.000 e 160.000 anos, depois se espalhou para o leste do Mediterrâneo em torno de 100.000 a 60.000 anos. Pode ter chegado pela China 80.000 anos atrás. Atualmente os seres humanos estão distribuídos em toda a Terra. Infelizmente o racismo no atacado e no varejo ainda é uma grande chaga que não demonstra cansaço e nem freio neste planeta de expiação.