Muitas vezes, ter muitos amigos no Facebook funciona como indicador de popularidade, mas também pode causar problemas a quem tem contato com muita gente. É o que diz um estudo conduzido pela escola de negócios da Universidade de Edimburgo e divulgado nesta segunda-feira, 26.
Em geral, os usuários do site possuem sete tipos de círculos de contato lá dentro, segundo a pesquisa. O mais comum é adicionar quem se conhece pessoalmente, algo feito por 97% dos internautas. 81% adicionam pessoas ligadas à família; 80%, os irmãos; 69% chegam aos amigos de amigos; e 65% colocam colegas na rede.
Acontece que parte desses contatos estressa os usuários, segundo Ben Marder, autor do estudo. “O Facebook costumava ser como uma grande festa para todos os seus amigos, onde você podia dançar, beber e flertar”, comenta ele. “Mas agora, com sua mãe, pai e chefe lá, a festa se tornou um evento ansioso, cheio de potenciais minas sociais.”
Marder prevê que cada vez mais as pessoas tentarão controlar o que se vê delas no Facebook para atender à expectativa desse público. “Tenho visto como as pessoas vão deletar fotos e até regular seu comportamento offline para a presença online”, disse. Em festas, por exemplo, ao ver uma câmera é normal pensar na consequência – algo como “meu chefe ou minha namorada pode ver depois”.
Apesar disso, somente um terço dos pesquisados usa controles de privacidade que podem bloquear certos conteúdos a pessoas determinadas. A equipe da universidade observou cerca de 300 perfis do Facebook, de pessoas com em média 21 anos.
Por Olhardigital