O governador em exercício de Alagoas, José Thomaz Nonô, participou nesta segunda-feira (26) de uma reunião na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) para discutir alternativas de combate aos efeitos da seca em cidades do interior do Estado. Atualmente 33 cidades alagoanas já decretaram situação de emergência por causa da estiagem.
Na AMA, em entrevista à imprensa, Nonô disse não ter ainda como estimar o prejuízo provocado pela seca que atinge milhares de pessoas em cidades alagoanas. “Na reunião de hoje, além da exposição do governo, esperamos que os prefeitos se manifestem. Até o momento, oficialmente, o governo não recebeu de ninguém, de nenhuma cidade informações da seca”, afirmou.
Sobre a dificuldade de abastecimento d’água na capital, o governador disse que já conversou com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). “Aqui em Maceió a situação é outra. Nós vamos sofrer como todo o Nordeste sofre com a falta d’água, mas veremos isso depois. Nossa preocupação aqui é o sertão”, pontuou.
Em Salvador, durante uma reunião da Sudene, Nonô alertou à presidente Dilma Rousseff e aos membros do órgão que Alagoas precisa de uma atenção diferenciada do governo federal para enfrentar a seca. Agora, o governador pede que os prefeitos e lideranças locais desses municípios continuem a debater com o Estado como encontrar formas de solucionar os problemas mais críticos desta situação.
Segundo o governador em exercício, o governo estadual tem feito ações em várias frentes no sentido de amenizar os efeitos da seca no Sertão alagoano. Entre as medidas, o governo anunciou a prorrogação por mais seis meses, da situação de emergência em municípios da seca.
Conforme informações da AMA, os coordenadores municipais já estão trabalhando na elaborando dos decretos de prorrogação da situação de emergência, como foi orientado pela Defesa Civil.
Sobre a crise provocada pela estiagem, Palmery Neto, presidente da AMA, disse que a entidade mantém um canal permanente de orientação aos prefeitos, mas como não é uma entidade executora depende das ações dos governos federal, estadual, CONAB, DNOCS e da própria coordenação do comitê da seca.
Por Primeira Edição Com assessoria