O Tribunal do Júri em Santana do Ipanema condenou a 13 anos e 9 meses de prisão, Anderson Henrique Feitoza Teixeira, pelo assassinato de Aritana do Nascimento Silva, morta no meio da rua, com golpes de facão no dia 6 de janeiro de 2022. O acusado já estava preso, desde fevereiro do ano passado, e enfrentou o banco dos réus nesta quinta-feira (16).
Anderson foi indiciado pelo Ministério Público de Alagoas por homicídio quadruplamente qualificado, sendo as qualificadoras: motivo fútil, por meio cruel, pela impossibilidade da defesa da vítima e por feminicídio. A defesa já havia conseguido, por meio de recurso, eliminar uma das qualificadores e, no plenário, o MP decidiu também retirar o que caracterizava o crime por motivo fútil.
Durante os debates, a defesa também decidiu pedir ao Conselho de Sentença, que desconsiderasse a qualificadora de feminicídio, o que, após reunião e votação em sala secreta, foi acolhido pela maioria de votos. Diante disso, Anderson foi condenado pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A sentença foi lida pelo juiz Bruno Araújo Massoud e como o réu já estava preso, na decisão o magistrado frisou que a pena a ser cumprida, reduzido do tempo que ele já passou agora é de 12 anos e 8 meses e 8 dias. O juiz também explicou que Anderson deve cumprir a pena em regime fechado e por isso negou o pedido de liberdade.
O crime
Aritana do Nascimento Silva foi morta por volta das 13h, no final da Rua Delmiro Gouveia, situada no bairro São José, também conhecido como Cohab Velha. RELEMBRE AQUI.
A vítima foi atingida pelas costas e morreu ainda no local, antes de receber qualquer atendimento médico. O autor fugiu e pouco mais de um mês, após o crime, se apresentou a polícia.
O delegado Hugo Leonardo, que na época era responsável pelo inquérito havia pedido a prisão preventiva do acusado, que foi aceita pelo Poder Judiciário, por isso ele foi detido.