Um tumulto em uma das unidades do Núcleo Estadual de Atendimento Socioeducativo (Neas) deixou dois monitores feridos na manhã desta quinta-feira, dia 17. Um dos feridos foi agredido com um espeto produzido artesanalmente pelos menores. A assessoria do órgão confirmou o incidente, mas descartou rebelião. Na semana passada um princípio de rebelião foi contido, mas a assessoria do órgão não se pronunciou oficialmente.
Um agente penitenciário – que preferiu não se identificar – falou com a imprensa e reclamou do salário pago à categoria, do efetivo (considerado por ele baixo) e, em momento de ‘desabafo’, referiu-se aos menores que cumprem menina socioeducativa como ‘vagabundos’ e ‘maus elementos’, entre outros adjetivos. O pronunciamento do agente levantou uma questão discutida há muito por órgãos da justiça, da segurança pública e da sociedade civil organizada no que se refere ao ‘preparo’ dos agentes em lidar com menores e também com situações limite.
O mesmo agente relatou que o problema é recorrente e que nos horários das refeições os menores se dividem em grupos deixando o clima tenso no local. Ainda segundo ele, o ‘tumulto’ desta manhã se deu no momento em que os menores se reuniram para o café da manhã. Os menores teriam armado uma emboscada e ferido os colaboradores. “Eles armaram uma cocó (gíria usada por delinquentes) e agrediram os companheiros”.
Ainda durante o desabafo, o agente questiona o fato de os monitores não portarem armas e enfatizou que a categoria vive exposta a agressões dentro da unidade.
Por AL24Horas
