Professora denuncia suposta negligência médica e abuso policial durante Forrogaço Episódio ocorreu no segundo dia da festa tradicional de Piranhas, município do Alto Sertão de Alagoas.

Diogo Cavalcante e Lucas Malta / Da Redação

20 jun 2023 - 11:51


Marcila Ferreira gravou um vídeo em suas redes sociais (Foto: Reprodução / Instagram)

Uma professora que saiu na noite do dia 4 de junho, a fim de curtir a festa do Forrogaço, evento tradicional de São João em Piranhas, município situado no Alto Sertão de Alagoas, acabou tendo uma noite de muitos transtornos e prejuízos físicos.

Marcila Ferreira, de 29 anos, gravou um vídeo e expôs uma denúncia de suposta negligência médica e abuso policial em suas redes sociais. Ela relatou que tudo começou após um incidente com um equipamento de som, na praça pública do evento.

De acordo com informações repassadas por Marcila, ela e outros amigos estavam próximos a uma mesa de som, quando uma grade do equipamento caiu e atingiu a cabeça da docente e de um amigo. A jovem acabou desmaiando e só acordou no hospital da cidade.

Marcila explica que foi socorrida por um médico, identificado por Dr. Albino, que fez os primeiros socorros na praça, bem como também recebeu ajuda de um vereador da cidade. CONFIRA O VÍDEO ABAIXO, onde ela faz o relato completo.

 

 
 
 
 
 
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Os problemas descritos por Marcila se agravaram no hospital, quando o médico plantonista não teria lhe dado o atendimento devido. Na gravação ela fala que o profissional da saúde alegou que ela só estaria sob efeito alcoólico ou frio.

A professora ainda relata que, após cobrança de amigos para a realização do atendimento, funcionários do hospital chamaram a Polícia Militar e assim que eles chegaram começou uma sessão de agressão contra seus amigos.

“A policia chegou lá, agredindo meus amigos fora do hospital. Até uma pessoa que estava me acompanhando dentro do hospital, foi tratada como criminosa. Ela recebeu um soco na cara, que ficou inchado por vários dias”, detalhou Marcila.

 

 
 
 
 
 
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Em contato com a reportagem, a sergipana disse que decidiu expor a situação por uma questão de justiça social. No dia 9 de junho, todos os jovens envolvidos no caso procuraram o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Piranhas para prestar queixa.

Respostas

O site Alagoas na Net buscou repostas para as referidas denúncias, junto à Prefeitura de Piranhas, bem como o comando do 9º Batalhao de Polícia Militar, que é responsável pela guarnição da COPES/Caatinga.

O comandante do 9º BPM, tenente-coronel Wiston Santana nos atendeu e disse que já tomou conhecimento do fato, afastou temporariamente os policiais envolvidos no fato e está apurando o episódio, para tomar as providencias cabíveis.

Até o fechamento desta matéria, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Piranhas não retornou nossas mensagens, enviadas através do perfil oficial do Instagram.

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