Procurador quer impedir Omar e Cabús de advogar

29 nov 2012 - 14:50


Foto: Assessoria

As eleições para a presidência da Or­dem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), foram parar na Justiça. A suposta denúncia de compra de votos no plei­to, tendo como articulador o presidente da Ordem, Omar Coêlho de Mello, foi utilizada pelo procurador de Estado, Márcio Guedes, para agendar um novo capítulo dessa história.

Em contato com a repor­tagem da Tribuna, Guedes declarou que na última segunda-feira (26), deu entrada em uma ação no Conselho Federal da OAB para cassar as cartei­ras de advogados de Omar Coêlho e sua vice, Rachel Cabús, candidata à presi­dência da entidade este ano.

“Não há dúvidas de que Omar Coêlho comprou vo­tos. Ele é réu confesso por­que assumiu na gravação entregue à Polícia Federal, que a compra de anuidades era uma prática recorren­te nas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil, em Alagoas. Se não houve compra de votos nessa, o ato ocorreu no último plei­to, o qual, Omar foi reeleito. Por isso, entramos com uma ação no Conselho Federal da OAB nacional para que ele e sua vice, Rachel Ca­bús, tenham suas carteiras de advogados cassadas”, de­talhou Guedes.

O procurador pediu tam­bém que durante a trami­tação do processo os docu­mentos que comprovam que Rachel e Omar são advoga­dos sejam suspensos por 90 dias.

Por fim, o procurador re­velou que outras denúncias de irregularidades ocor­reram durante as eleições para a Associação Nacional dos Procuradores este ano, no qual Omar Coêlho esta­ria supostamente envolvido.

Judicialmente

O fato foi repercutido com o presidente da Ordem em Alagoas, Omar Coêlho. À Tribuna, ele avaliou que está muito tranquilo, “e o que vem de Márcio Guedes deve ser respondido judi­cialmente”.

“Não tenho nada a te­mer. Se ele [Márcio Guedes] protocolou algo, iremos res­ponder judicialmente. São apenas devaneios de uma pessoa desequilibrada”, re­bateu Omar.

A reportagem tentou contato com Rachel Cabús, mas não houve êxito.

Por Tribunahoje

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