As eleições para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), foram parar na Justiça. A suposta denúncia de compra de votos no pleito, tendo como articulador o presidente da Ordem, Omar Coêlho de Mello, foi utilizada pelo procurador de Estado, Márcio Guedes, para agendar um novo capítulo dessa história.
Em contato com a reportagem da Tribuna, Guedes declarou que na última segunda-feira (26), deu entrada em uma ação no Conselho Federal da OAB para cassar as carteiras de advogados de Omar Coêlho e sua vice, Rachel Cabús, candidata à presidência da entidade este ano.
“Não há dúvidas de que Omar Coêlho comprou votos. Ele é réu confesso porque assumiu na gravação entregue à Polícia Federal, que a compra de anuidades era uma prática recorrente nas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil, em Alagoas. Se não houve compra de votos nessa, o ato ocorreu no último pleito, o qual, Omar foi reeleito. Por isso, entramos com uma ação no Conselho Federal da OAB nacional para que ele e sua vice, Rachel Cabús, tenham suas carteiras de advogados cassadas”, detalhou Guedes.
O procurador pediu também que durante a tramitação do processo os documentos que comprovam que Rachel e Omar são advogados sejam suspensos por 90 dias.
Por fim, o procurador revelou que outras denúncias de irregularidades ocorreram durante as eleições para a Associação Nacional dos Procuradores este ano, no qual Omar Coêlho estaria supostamente envolvido.
Judicialmente
O fato foi repercutido com o presidente da Ordem em Alagoas, Omar Coêlho. À Tribuna, ele avaliou que está muito tranquilo, “e o que vem de Márcio Guedes deve ser respondido judicialmente”.
“Não tenho nada a temer. Se ele [Márcio Guedes] protocolou algo, iremos responder judicialmente. São apenas devaneios de uma pessoa desequilibrada”, rebateu Omar.
A reportagem tentou contato com Rachel Cabús, mas não houve êxito.
Por Tribunahoje