A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma operação denominada de “Palude 2”, como forma de aprofundar a coleta de provas sobre a atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos. A investigação começou em 2020 e apura supostos desvios em verbas para o enfrentamento da COVID-19, no município de Pacatuba (SE).
A operação de hoje está cumprindo mandados de busca e apreensão na cidade de Pacatuba, contudo, a Justiça Federal também autorizou outros 45 mandados nos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Carira, Itabaiana, Itaporanga, Malhador e Simão Dias. Todos estas cidades em Sergipe.
Há também atuação da PF em municípios de Alagoas: Maceió, Barra de São Miguel e Marechal Deodoro. Três cidades da Bahia: Cipó, Itapicuru, Ribeira do Pombal. Além de outros dois municípios: Vitória (ES) e São Borja (RS). Há ainda 9 mandados de prisão preventiva e 61 mandados de indisponibilidade de bens.
A investigação
Segundo a PF, as investigações realizadas ratificaram as suspeitas da Controladoria Geral da União (CGU) quanto à ocorrência de irregularidades na contratação e execução dos serviços e, ainda, na destinação dos recursos ao município, no montante R$ 1.071.221,90 (um milhão, setenta e um mil, duzentos e vinte e um reais e noventa centavos).
A primeira fase da operação indicou que as 6 empresas da licitação fazem parte da mesma organização criminosa. Na residência de um dos investigados foi localizada farta documentação relativas a aproximadamente de 15 pessoas jurídicas, incluindo carimbos, logomarcas, assinaturas avulsas, documentos de identificação pessoal utilizados para vulnerar a lisura dos certames.
A PF também afirma que foram localizadas planilhas com os investigados, que indicam, ainda que de forma preliminar, prejuízos aos cofres públicos no montante de R$ 21.583.597,10. Estes valores foram adotados como fundamento para a efetivação de medida cautelar de sequestro de bens e valores, visando o ressarcimento ao erário.
A ação policial de hoje conta com a participação de 200 policiais federais e 08 auditores da CGU. Os envolvidos responderão pela prática de crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, dispensa indevida de licitação, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.