Sobre Clerisvaldo Chagas

Romancista, historiador, poeta, cronista. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano.


O RIO DOS ANALFAS

9 janeiro 2018


Ponte da barragem em uma das suas cheias (Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

A poluição do rio Ipanema pela margem esquerda tem início na primeira rua que desce até ele, vinda do Lajeiro Grande, passando pela antiga fazenda de Isaías Rego até o Poço Grande.  A descida dos esgotos é perene. Depois inicia pelas casas que ficam defrontes ao Matadouro e vai até a Rua da Praia.

Além disso, o Ipanema recebe todo o lixo caseiro e esgotos a partir da ponte do Colégio Estadual, onde dezenas e dezenas de casas, despejam seus dejetos diretamente no riacho Camoxinga, que desaguam no rio Ipanema. A margem direita precisa ser estudada, mas existem várias pocilgas tanto na margem esquerda quanto na margem direita, despejando no Ipanema, algumas delas usando longas encanações.

Várias casas comerciais descartam o lixo diretamente no rio Ipanema, na calada da noite. É uma vergonha o que acontece no trecho urbano do rio completamente indefeso. Não se vê um só representante do povo gritar pelo rio Ipanema, nem no Legislativo e nem no Executivo.

A sociedade organizada cruza os braços e bate as mãos como se o problema não fosse da sua competência. Em pleno comércio, as casas da Ponte Padre Bulhões, despejam suas latrinas para o rio. Nem IMA, nem IBAMA, nem AGRIPA, nem CASAL, nem Câmara e nem Prefeitura chegam juntos para resolver definitivamente o problema que estar encravado em pleno centro da cidade.

Cerca de três quilômetros de rio daria uma orla humanizada cheias de atrações e comércio relativos ao lazer, com novos empregos, novas paisagens e atrações tanto diurnas quanto noturnas. O leito do rio Ipanema limpo, poderia se tornar a grande área de divertimentos para os diversos bairros que o cercam com vários campos de futebol, como foi no passado. Mas a apatia das autoridades e a dormideira social tornam o projeto de grande futuro sem futuro algum, porque os olhares são curtos, não passam da proeminência do bucho e morre no umbigo.

Talvez muitos tenham razão em dizer que continuamos sendo um município que anda a reboque e pegue a venda da ignorância dos nossos contínuos dirigentes para colocá-las também na cara dos futuristas.

Amanhã mostraremos a solução.

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de janeiro de 2018

Crônica 1819 – Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

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