No 1º dia de campanha, confira onde passaram alguns presidenciáveis Com o advento das redes sociais, todos eles tem usado seus perfis pra divulgar onde estão e para onde vão.

Da Redação com Agência Brasil

16 ago 2022 - 18:58


Foto: Divulgações / Redes Sociais

Com a largada oficial do período de campanha eleitoral, os candidatos a presidente da Republica “botaram o bloco na rua”, nesta terça-feira (16), iniciando suas agendas de campanha propriamente dita.

Com o advento das redes sociais, todos eles tem usado seus perfis pra divulgar onde estão e para onde vão. O site Alagoas na Net, em parceria com a Agência Brasil coletou algumas dessas informações. Veja abaixo como foi o dia desses políticos hoje:

Ciro Gomes

O candidato Ciro Gomes (PDT) iniciou o corpo a corpo com os eleitores, em uma caminhada às 7h em Guainases, uma comunidade da Zona Leste de São Paulo. O presidenciável conversou com moradores e comerciantes e apresentou planos de governo.

O cearense disse que, se eleito, vai instituir o programa Renda Mínima, que consiste no pagamento médio de R$ 1 mil para famílias brasileiras abaixo da linha da pobreza. O programa englobará os pagamentos feitos por outros programas já existentes como o Auxílio Brasil, o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros de transferência de renda.

Segundo o Mapa da Nova Pobreza, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas e divulgado em julho, 29,6% da população total do país se encontram abaixo da linha de pobreza. Os dados, disponibilizados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C), mostram que o contingente de pessoas com renda familiar per capita de até R$ 497 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021.

“Garantir o direito de comer do nosso povo é dever do Estado. O projeto de Renda Mínima para toda população na linha de pobreza, vai permitir isso”, disse Ciro. A proposta de campanha do presidenciável cita também reforma tributária, para garantir recursos ao programa de renda mínima.

Inicialmente, a agenda de Ciro previa uma conversa com comerciantes na região do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, na tarde desta terça-feira. O compromisso, entretanto, foi alterado e o candidato deve embarcar para Brasília, onde acompanhará a posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sessão solene, marcada para ter início as 19h, o ministro Ricardo Lewandowski também será empossado vice-presidente da Corte Eleitoral.

Jair Bolsonaro

o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL) escolheu a cidade de Juiz de Fora (MG) para dar início ao corpo a corpo com o eleitorado. Bolsonaro chegou à cidade por volta das 10h e parou para falar com apoiadores no Aeroclube.

Aos apoiadores, ele falou sobre a atuação do seu governo no enfrentamento da pandemia de covid-19 e disse não ter errado na condução das ações. Bolsonaro citou ainda a alta dos combustíveis, como um desafio que enfrentou este ano: “Fizemos a nossa parte em 2020 e 2021 e entramos em 2022. Agora, imagine o quanto é difícil lutarmos contra o lobby dos combustíveis no Brasil”.

Juiz de Fora é a cidade onde Bolsonaro sofreu um atentado à faca durante a campanha eleitoral, em setembro de 2018. Naquele ano, Adélio Bispo esfaqueou o então candidato. Bispo foi preso no mesmo dia. A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o episódio, realizada em dois inquéritos, concluiu que ele agiu sozinho no crime.

Bolsonaro estava acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro; do seu candidato a vice-presidente na chapa, general Braga Netto; e também do candidato do seu partido ao governo de Minas Gerais, senador Carlos Viana. Juiz de Fora fica na Zona da Mata mineira, a sudeste da capital Belo Horizonte. A cidade tem população estimada em 577 mil habitantes.

Ao sair do aeroclube, ele conversou rapidamente com a imprensa, antes de cumprimentar as pessoas que o aguardavam do lado de fora. Aos jornalistas, ele falou sobre a motociata que deve ocorrer no Rio de Janeiro. Segundo o candidato, o passeio vai ser uma comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil. Em seguida, o candidato se dirigiu à cidade onde participou de uma motociata com apoiadores.

Luis Felipe D’Avila

A largada oficial da campanha do candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Felipe D’Avila, ocorreu hoje (16), às 7h, na comunidade Jardim Maria Luiza, em São Paulo. Ao lado do vice Tiago Mitraud, D`Avila escolheu o local porque, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva e do Data Favela, 76% dos moradores das favelas brasileiras tiveram ou pretendem ter um negócio próprio.

Ele lembrou que 50% dos moradores das comunidades se consideram empreendedores e 41% são donos de negócios. Para o presidenciável, o brasileiro tem uma veia liberal, faz a sua parte e quer que o Estado não seja empecilho.

“O Brasil que nós queremos construir tem a força motriz do empreendedorismo. O Estado tem que ser indutor do crescimento e da prosperidade, não um obstáculo. Por isso escolhemos a comunidade Jardim Maria Luíza, para mostrar que temos lado, o lado da prosperidade, do trabalho, da geração de emprego e riqueza para todos”, disse D’Avila. Atualmente, mais de 17 milhões de brasileiros vivem em comunidades em todo o país. “Imagina o potencial dessas pessoas todas trabalhando a favor do Brasil?”.

Às 19h, D’Avila participará de uma live com o vereador e companheiro de legenda, Fernando Holiday. Em seguida, às 20h30, estará presente no lançamento da campanha à reeleição da deputada federal Adriana Ventura, em São Paulo.

Léo Péricles

O candidato Léo Péricles, do partido Unidade Popular (UP), iniciou hoje (16) sua campanha à Presidência da República com uma panfletagem nas primeiras horas da manhã na porta de uma fábrica de válvulas, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Ele apresentou alguns pontos de seu programa como o aumento do salário mínimo, a revisão das reformas trabalhista e da previdência, congelamento dos preços dos itens de primeira necessidade, como gás e cesta básica, geração de emprego e renda, entre outras medidas de interesse dos trabalhadores.

“Também defendemos a importância da participação popular, inclusive usando outros instrumentos como os plebiscitos e referendos. A urna eletrônica é eficiente e não precisa ser usada só de dois em dois anos. Tem que ser usada com mais periodicidade para que a participação popular possa ser mais efetiva”, disse o presidenciável.

Após a panfletagem em Contagem, o candidato Léo Péricles foi para o Restaurante Popular, no centro de Belo Horizonte, onde também distribuiu sua proposta de campanha, que inlcui criação de programas de combate à fome, taxação de grandes fortunas, reforma agrária popular e reestatização de estatais privatizadas. Às 16 horas, está prevista panfletagem na Praça Sete e ato político na ocupação Carolina Maria de Jesus, quando apresentará o programa da legenda de Moradia para Todos e pelo fim do déficit habitacional.

Leonardo Péricles é o único homem negro na disputa presidencial. Natural de Belo Horizonte, ele é técnico em eletrônica e mecânico de manutenção de máquinas. O presidenciável começou a se aproximar da política em movimentos estudantis no início dos anos 2000. Anos depois, passou a integrar o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Em 2008, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte, mas não se elegeu. Já pelo Unidade Popular nas últimas eleições municipais, em 2020, concorreu como candidato a vice-prefeito de Belo Horizonte (MG), na chapa de Áurea Carolina (PSOL). Eles ficaram em quarto lugar, com 103.115 votos.

Simone Tebet

A candidata à Presidência da República pelo MDB, Simone Tebet, escolheu a capital paulista para dar a largada oficial de sua corrida ao Palácio do Planalto. Na manhã desta terça-feira (16) ela se reuniu com cerca de 40 representantes do setor da cultura – como o executivo da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Marcelo Lopes, o presidente da Fundação Bienal, José Olímpio da Veiga Pereira, o diretor de relações institucionais da Pinacoteca de São Paulo, Paulo Vicelli, e o pianista e maestro Marcelo Bratke – na residência de Teresa Bracher, fundadora do Documenta Pantanal e do Instituto Taquari Vivo.

“No nosso governo a cultura vai ter o status, o carinho, a importância que ela merece. Nós vamos recriar o Ministério da Cultura que não pode continuar como um puxadinho do Ministério do Turismo. Ela precisa ter autonomia administrativa e financeira para fazer o dever de casa, que é ter voz da cultura brasileira e dar voz à cultura dos rincões mais distantes”, disse.

Simone defende regras claras e objetivas, além de uma parceria com os estados e com os municípios para executar a Lei Aldir Blanc. Segundo a presidenciável, hoje R$3 bilhões deixam de ser executados por falta de um ministério que ligue esse dinheiro às ações que estados e municípios querem para fazer a cultura ser mais democrática, e que chegue às periferias. 

De acordo com a candidata, a Lei Rouanet só precisa ser implementada e coibir abusos que existem. “É preciso democratizar a cultura no Brasil, o que não pode são municípios tendo, por exemplo, salas de cinema, museus que são visitados pelos nossos turistas internacionais e não terem o cidadão mais humilde dos municípios menores, não tem uma única sala de cinema pra ver a cultura do cinema brasileiro, por exemplo”, ressaltou.

Questionada sobre o motivo de ter como primeiro compromisso de campanha uma reunião com representantes do setor cultural do país, Tebet disse que a agenda tem a ver com o fato de ser professora. Segundo a candidata, cultura e educação serão prioridade absoluta caso seja eleita.

Com o início da campanha, Simone disse ainda estar confiante em relação a melhora de seu nome na preferência do eleitorado. “Sei que temos condições de chegar ao segundo turno. A campanha começa hoje”, avaliou. Ainda nesta terça-feira, Tebet participa, em Brasília, da posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 19h.

Lula

O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje (16) que vai combater a fome e reduzir o desemprego, caso seja eleito para mais um mandato no Palácio do Planalto. O discurso foi feito em um carro de som em frente à fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), onde Lula começou a carreira política no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

“Nós vamos ganhar porque esse país precisa de nós. Nós vamos ganhar porque não é possível [essa situação]. O Brasil é o terceiro produtor de alimentos do mundo, não pode ter 33 milhões de pessoas passando fome”, disse.

O ex-presidente enfatizou a contradição do país ter uma grande produção agropecuária e, mesmo assim, uma parcela significativa da população viver em situação de insegurança alimentar. “O Brasil é o primeiro produtor de proteína animal do mundo. O primeiro produtor de carne do mundo é o Brasil. Por isso, não justifica uma mulher ficar na fila do açougue para pegar um osso ou uma carcaça de frango. Não justifica uma criança ir dormir sem ter um copo de leite. Não justifica uma criança acordar e não ter um pão com manteiga para comer”, ressaltou.

Após mencionar dados que mostram a redução dos postos de trabalho nas indústrias de São Bernardo do Campo, importante polo do setor automotivo, Lula acrescentou: “Eu vou voltar para que a gente recupere esse país, recupere o emprego”.

Lula também lembrou dos tempos de liderança sindical na região, quando promoveu greves apesar da repressão do regime militar. Uma história que, segundo ele, começou em 1969. “Naquele tempo que a Volkswagen tinha mais de 40 mil trabalhadores e tinha um coronel do exército que era chefe da segurança”, lembrou, ao mencionar a importância da organização dos trabalhadores na conquista da democracia nos anos seguintes.

O candidato à Presidência discursou acompanhado ao candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, do candidato ao Senado pelo PSB, Márcio França e de diretores do sindicato dos metalúrgicos.

Vera Lúcia

A candidata do PSTU à Presidência, Vera Lúcia (PSTU) passará o dia em São Paulo. De manhã, ela fez  panfletagem no Largo da Concórdia, no Brás. Às 13h30 visitou a fábrica Deka, em Água Branca, zona oeste da cidade. Em nota, a candidata disse que o início de sua campanha terá, como principais focos, fábricas, bairros da periferia, escolas, universidades, quilombolas e territórios indígenas. Às 19h, Vera Lúcia fará uma live, que será transmitida pelas redes sociais dela e do PSTU.

No pedido de registro, Vera declarou depósito de R$ 8,8 mil em poupança como único item da lista de bens.

A candidatura do PSTU não tem coligações, e o partido não participa de nenhuma federação partidária.

Conforme proposta de governo enviada ao TSE, a chapa do PSTU defende uma “alternativa socialista à barbárie promovida pelo capitalismo”.

Pelo calendário eleitoral, a partir desta terça-feira, os candidatos estão autorizados a fazer propaganda eleitoral na internet e comícios com aparelhagem de som. Já a veiculação de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, do primeiro turno das eleições, começará no dia 26. O término será no dia 29 de setembro.

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