Uma média de 60 marchantes se reuniram com o promotor de justiça, Hamilton Carneiro, na manhã da ultima terça-feira (14), no auditório do Fórum de Santana do Ipanema. O encontro ocorreu devido à resistência dos trabalhadores em continuar abatendo seus bois em Arapiraca.
Dentre as reclamações dos marchantes em abaterem os animais no frigorífico do Agreste do Estado, estão alguns laudos que relatam a situação do animal, muitas vezes condenado, sem condições de ser comercializado (por razões desconhecidas pelos marchantes). Além disso, os marchantes têm se queixado quanto às vísceras, que segundo eles vêm em menos proporção que o suficiente, e há situações em que ocorre a troca de animais de um município para outro.
“Diante desses fatos, os marchantes estão buscando abater os animais no matadouro de Delmiro Gouveia, que funciona de acordo com a lei. O problema é que o abatedouro possui o Selo de Inspeção Municipal (SIM), permitindo que o animal abatido em Delmiro tenha sua carne comercializada somente no município”, afirmou o vereador José Vaz, que vem lutando com os próprios marchantes em busca de uma solução que garanta seus direitos e condições de trabalho regularizadas.
O promotor Hamilton Carneiro esclareceu aos marchantes que ele não pode interferir na Legislação, tampouco modificar as leis. “Nosso papel enquanto promotoria é cumprir as normas técnicas e fiscalizar todo o processo de comercialização”, disse, acordando com os marchantes de tentarem, junto ao prefeito de Delmiro Gouveia, criar um selo de venda intermunicipal, adequando-se às leis.
“Os marchantes sobrevivem desse trabalho. Muitos ficaram desempregados com o fechamento do matadouro. Então, estamos lutando junto com eles para que possam abater seus animais em Delmiro Gouveia, visto que após a situação regularizada, o transporte será barateado, o que melhorará a situação econômica do nosso município”, completou Vaz.
