Por pouco mais um capítulo da novela, agora do Judiciário, da Operação Taturana não ocorreu na semana que se passou. Estava agendado para a quinta-feira, dia 08, o julgamento dos réus do processo 0042688-60.2011.8.02.0001, que é mais um dos desdobramentos da ação da Polícia Federal, ocorrida em dezembro de 2007, que atingiu em cheio a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Na época, 16 deputados estaduais – dentre outros envolvidos – foram apontados como envolvidos em um esquema que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos.
O processo também chama atenção não só pela tempo que se passou entre a operação e o julgamento, mas por envolver decisões que podem afetar candidatos que concorrem no pleito eleitoral deste ano.
Quase um década depois, apesar das ações na Justiça, a maioria dos envolvidos ainda exercem funções públicas, se reelegeram como parlamentares, prefeitos, disputam eleições e, no caso de um deles, o ex-deputado estadual Cícero Amélio, foi alçado até ao cago de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Os males da morosidade da Justiça que permite que pessoas, com fortes indícios de envolvimento em crimes, ocupem importantes funções públicas sem que a população sabia se de fato são considerados culpados ou inocentes.
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