O Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável de Alagoas (Emater) definiu as metas de trabalho nas áreas de assistência técnica, extensão rural e pesquisa para o ano de 2013. Conforme o levantamento dos dados, a partir de janeiro a nova Emater passa a atuar no campo com 91 técnicos, promovendo a inclusão produtiva em 13.290 estabelecimentos de agricultura familiar.
Desde maio, quando foi nomeada a diretoria da Emater, a meta prioritária traçada pelo governo estadual é atender, pelo menos, a 30% das famílias que vivem da atividade agrícola. Segundo a diretora presidente, Inês Pacheco, há uma mobilização junto a instituições parceiras para incrementar o quadro de pessoal e, ainda no primeiro semestre de 2013, aumentar o número de estabelecimentos assistidos.
“A presença do extensionista no campo garante a disseminação de novas tecnologias e o desenvolvimento agrícola e social. Sabemos que o desafio é grande, principalmente no período de estiagem que enfrentamos, por isso estamos buscando parcerias e planejando um projeto de concurso público para o quadro efetivo da Emater”, frisou Inês Pacheco.
Com a conclusão do processo de transição dos programas e projetos vinculados à Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri), a Emater passa a assumir quatro programas estratégicos para o desenvolvimento no meio rural alagoano. São eles: Programa de Fortalecimento e Apoio à Produção de Alimentos, Programa de Fortalecimento e Apoio à Produção Animal, Programa de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais e Programa de Apoio as Atividades Não-Agrícolas.
Dentro desses programas estão contemplados projetos como: distribuição de sementes, produção de grãos, PAA, PAIS, horticultura, agricultura urbana e periurbana, culturas industriais, bovinocultura de leite, avicultura, ovinocaprinocultura, aquicultura, rizicultura, mandioca, fruticultura, comercialização, agroindústria e artesanato, entre outros.
“Com a conclusão da transição dos programas e projetos, que contemplam a área de atuação da Emater, conseguimos definir nossa capacidade operacional e assim traçarmos a ampliação dessas atividades. Além disso, já estamos buscando outros convênios para o desenvolvimento da assistência técnica, como a Chamada Pública do MDA, voltada para o desenvolvimento de sistemas sustentáveis, que vai trazer para Alagoas mais de R$ 5 milhões. Vencemos a primeira chamada e vamos continuar concorrendo”, destacou a diretora presidente.
Pesquisa
Na área de pesquisa, foram transferidos da Seagri para a Emater seis projetos que já estavam em desenvolvimento – dois deles voltados para características da palma forrageira, um sobre a utilização do sorgo forrageiro na produção e conservação de forragens para alimentação de animais, e outros três que tratam do cultivo de milho (híbridos e variedades), mandioca e feijão Phaseolus e Vigna.
Com o andamento desses projetos, Inês Pacheco ressaltou que o objetivo do instituto é aumentar o número de pesquisas voltadas para a produção de alimentos. “Temos o desafio de buscar parcerias e aumentar o número de pesquisas envolvendo nossos programas e projetos estratégicos. É com o desenvolvimento das tecnologias que conseguimos mudar a realidade da produção agrícola. A pesquisa é um dos nossos eixos estratégicos”, informou.
Por Ascom Emater