A Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL), juntamente com os sindicatos filiados e movimentos sociais, realiza nesta quarta-feira (1º) um grande ato em comemoração ao Dia do Trabalhador. A concentração será às 9h, no Posto 7 (Jatiúca), de onde os participantes sairão em caminhada até o antigo Alagoinhas. Haverá atrações artísticas e culturais.
Este ano, a comemoração integra a Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas, uma série de mobilizações organizadas pelas entidades para denunciar o descaso do governo do Estado em relação às políticas públicas, principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança pública. Já foram realizados atos nos dias 18 e 26, que levaram milhares de pessoas às ruas.
“O Estado de Alagoas atravessa atualmente um momento muito crítico, com o sucateamento da educação e da saúde, a falência da segurança pública e a falta de valorização do servidor público”, afirma a presidente da CUT-AL, Amélia Fernandes. Segundo ela, desde o ano passado a entidade tenta formar uma mesa de negociação com o governo do Estado e, até agora, não obteve resposta. “Tivemos que sair às ruas porque a população é quem está sofrendo coma falta de políticas públicas que garantam qualidade de vida às pessoas”.
Na pauta do 1º de Maio deste ano está o lançamento da campanha salarial 2013 do servidor público estadual, que reivindica 15% de reposição; luta em defesa da Casal e contra a privatização do abastecimento de água, como já vem ocorrendo na região do Agreste; e o fim das práticas antissindicais e da criminalização dos movimentos sociais pelo governo do Estado. As entidades também protestam contra o aumento do duodécimo da Assembleia Legislativa. “O tratamento generoso que o governo do Estado tem dado aos poderes constituídos não é o mesmo que dedica a 75 mil servidores e pensionistas”, ressalta Amélia.
No plano nacional, a CUT defende a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, a destinação de 10% do PIB para a educação, reforma agrária e política agrícola e a correção da tabela do Imposto de Renda.
Por CUT – AL
