A preocupação com os efeitos da estiagem em Alagoas foi um dos principais temas debatidos durante a 4ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Cedafra), que ocorreu nesta terça-feira (11), no Salão dos Despachos do Palácio Floriano Peixoto, em Maceió. Na oportunidade, o presidente do Conselho e secretário de Estado da Agricultura (Seagri), José Marinho Junior, anunciou a liberação do pagamento do seguro Garantia Safra em oito municípios do semiárido.
O seguro começou a ser liberado em agosto para os municípios que honraram com a contrapartida do fundo, porém em Alagoas oito deles alegaram não possuir recursos, o que deixou cerca de 5 mil famílias sem acesso ao benefício. Para não prejudicar os agricultores familiares, o Governo do Estado decidiu pagar a dívida, liberando, nos próximos dias, uma das cinco parcelas mensais. O seguro totaliza a quantia de R$ 680, sendo quatro parcelas de R$ 135 e a última de R$ 140.
Na oportunidade, o secretário da Agricultura fez uma breve explanação sobre as atividades que o Governo do Estado está empenhando no combate aos efeitos da estiagem, e reforçou que a mobilização para o acesso ao crédito é uma das linhas de trabalho da Seagri em parceria com o Instituto de Inovação Para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL).
“Estamos apoiando a Emater na mobilização de uma força-tarefa que levará aos agricultores familiares a informação de acesso ao crédito. Os técnicos extensionistas da Emater vão identificar a possibilidade dos agricultores tirarem financiamento através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que possui linhas especiais para a estiagem”, reforçou José Marinho Junior.
A diretora-presidente da Emater, Inês Pacheco, que é responsável pela Secretaria Executiva do Conselho, sugeriu aos representantes de movimentos sociais da agricultura familiar e reforma agrária que levantem algumas propostas para serem encaminhadas do Cedafra ao Comitê Integrado de Combate à Seca.
“A mobilização de acesso ao crédito está sendo feita, porém sabemos que a maior queixa é quanto ao acesso à água e alimentos para os animais. Vamos formar uma comissão e fazer uma sugestão formal ao comitê. O objetivo é minimizar o sofrimento dos agricultores”, frisou Inês Pacheco.
Por Agência Alagoas