ENCONTROS, DESENCONTROS

Foto: Freepik

Mais uma etapa de nossas vidas vai se completando. Mais um ano se passou. Muitos vão filosofar: “É mais um, ou menos um em nossas vidas?”. “Foi o ano que passou, ou nós que passamos por ele?” Isso depende do ponto de vista de cada um. Sou dos que acreditam na idéia de que há três tipos de pessoas, com relação à visão que tem de mundo: Há os otimistas, e tudo o que está pra acontecer pra ele vai dá certo! Sua positividade é algo impressionante! Se atiram aos seus projetos, na vida e no mundo, de corpo e alma. Há os pessimistas, àquele que são totalmente inverso ao primeiro. Pra ele a tendência das coisas não darem certo vem em primeiro lugar! Assim como há os indiferentes, pra ele tanto faz como tanto fez.

Parece que vivemos eternamente vivendo fases e ciclos. A vida biológica mesmo, é uma etapa de seis estágios: fase intrauterina; pré-infância; infância; adolescência; idade adulta e senilidade ou velhice. Nesse ínterim ocorrem a sucessividade dos anos. Neles vivenciamos períodos de formação: religiosa, de estudos escolares, de formação profissional, de anos de trabalho, de vida matrimonial ou de solteiro.

A vida porém não pode jamais resumir-se a essa sucessão de ciclos e fases. Ela é muito mais que isso. A vida é à cima de tudo “bonita” como assim o saudoso Gonzaguinha perpetuou na sua música. Hoje pela manhã, do nada comecei a cantarola uma música antiga que diz assim: “Mas um ano se passou, e nem sequer ouvi falar seu nome, a lua e eu”. Pesquisei agora, descobri que é de Cassiano. Me trouxe muito boas lembranças de infância e juventude. Da tão acolhedora casa dos meus pais.

E penso, não tínhamos, seja qual for o aspecto social, patrimonial, poder aquisitivo, conhecimento, maturidade, experiências de vida, nada. E no entanto éramos tão felizes. Hoje olho lá pra trás e só tenho a agradecer a Deus, e a minha mãe Nossa Senhora pelos caminhos que trilhei, e ter chegado aonde cheguei. E como estiveram tão presentes no meu caminhar.

Percebo a vida e os anos como uma sucessão de encontros, desencontros e reencontros. Estávamos reunidos em família na noite de natal última. Dias antes alguém formou um grupo dos que iriam participar, no aplicativo watsap da rede de internet. E entre uma postagem de vídeo engraçado e um comentário sobre o encontro nos divertíamos bastante. Meu filho na ocasião do evento bolou e pos em prática uma idéia interessante: Todos os presentes iriam sentar-se numa poltrona previamente arranjada pra isso. E iria dizer o que gostaria de dizer a si mesmo no natal de 2024. A filmagem seria guardada numa cápsula do tempo que só será aberta daqui a exatamente um ano.

No dia seguinte, o grupo de watsap que tinha o título “Natal em Família” virou “Ano Novo em Família”. E aí já começaram os comentários, as brincadeiras, as resenhas. E quem iria levar o arroz com uva passa que não podia faltar? Gente e aquela lasanha quem levou? Que gosto duvidoso! E de repente alguém diz lá no grupo: “Pessoal! Infelizmente eu não vou poder ir pro Revellion da família. Já tenho outro compromisso.” Aí mais outro também diz o mesmo. E mais um.

Mas alguém comenta no grupo que outros parentes que não puderam estar na noite de natal com a gente, vão estar na virada de ano novo. A vida é isso! Um eterno momento de encontros, reencontros e desencontros. Nesse penúltimo dia do ano quero desejar a todos um FELIZ ANO NOVO! Repleto de realizações. “Que seja eterno enquanto dure” como bem disse Vinícius de Moraes.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

O AMOR é como GASOLINA

Custa Caro Acaba Rápido e

Pode ser Substituído pelo ÁLCOOL

O CARA NO RESTAURANTE

-Garçon! Eu Sou Alérgico a GLÚTEN, Sou VEGETARIANO

NÃO BEBO NADA DE ÁLCOOL. O que você me Sugere?

-Que vá embora. Aqui é uma Churrascaria NE Hospital?

COISAS QUE SÓ NA MINHA CIDADE TEM

(Foto: Lucas Malta / Alagoas na Net)

 

 

“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. Fernando Pessoa [1888-1935]. Recorro ao poeta lusitano, logo assim no início da nossa crônica semanal, pra enaltecer o tema de hoje: As coisas que, por mais que a gente viaje mundo à fora, só vamos encontrar na nossa terra natal.

Tudo começou por uma matéria que vimos aqui nas redes sociais que citava: “Dez Coisas que Até Podemos Encontrar Em Outros Locais, porém que seriam, Exclusividades do Brasil: 1 – FEIJÃO COM ARROZ, E FEIJOADA; 2- CHUVEIRO ELÉTRICO; 3- AUTENTICAÇÃO DE XEROX; 4- A PALAVRA SAUDADE; 5- AXÉ, PAGODE, SERTANEJO; 6- TOMADA ELÉTRICA DE TRÊS PINOS; 7- DESCARTE DE PAPEL HIGIÊNICO EM LIXEIROS; 8- BRIGADEIRO; 9- CAIPIRINHA; 10- COXINHA E PÃO DE QUEIJO. Fonte: mundocurioso.com.br”

Pegando gancho nessa deixa, regionalizamos o tema. Santana do Ipanema, cidade encravada no médio sertão alagoano, de clima semi-árido; com cerca de 200 metros de altitude, cuja vegetação nativa predominante é a caatinga. Eu diria que minha terra natal tem de exclusivamente sua: 1- A Serra da Microondas; 2- A Ponte do Padre; 3- A Capela de Senhora Assunção; 4- A igreja das Tocaias; 5- O Cemitério Santa Sofia e o Barroso; 6- O Alta da Fé, o Alto do Cruzeiro e o Monumento ao Jumento; 7- O Folião Ivaldo Cui-ui-ui; 8- “Calhambeque” o mais antigo Office-boy [entregador] ainda vivo; 9- O artesão Roninha; 10- Silvano Gabriel, artista mambembe, negro, poeta, escritor, membro da ASLCA – Academia Santanense de Letras Ciências e Artes.

Claro, qualquer um que tente fazer uma lista dessas acaba cometendo um grande desatino, ao resumir em apenas 10 itens, tudo o que de mais autêntico exista numa localidade. Sabemos que nossa querida Santana é bem mais que isso. Também somos Breno Aciolly, somos Clerisvaldo B Chagas, e Djalma de Melo Carvalho; somos o hino de nossa cidade criado pelo poeta Remy Bastos; somos o padre Bulhões e o padre Cirilo; somos Valdo Santana, Agnaldo Santana, Miguel Lopes, Os Naturais; somos Givaldo Campos cantando o hino a Senhora Santana, todos os anos na procissão de nossa padroeira, somos a procissão dos Carros de Boi, a procissão de São Cristovão; somos a Festa da Juventude, somos a rua Delmiro, o Maracanã; a rua da Poeira, a rua do Velame, a rua de São Pedro, a Maniçoba, o Bebedouro, o Tênis Club santanense, O Ipanema Atlético Clube e a Associação Atlética Ipiranga, a rua da Praia e a Barragem; somos o por do sol na represa Isnaldo Bulhões; somos o Pastoril da “Meninas da Melhor Idade”; somos Goretti Brandão e Lucinha Nobre, e as saudosas “dama do teatro” Albertina Agra , e a escritora Maria do Socorro Ricardo Almeida; somos Seu Liô e somos “Major”, somos Zé Negão e o bloco Arrastão, e o bloco dos Cangaceiros; somos Mirindão, Zabé Brincão, Zé Doidinho, Corina e Poni; somos Zuza fogueteiro, Seu Moreninho, Seu Aleixo, Seu Zeca Ricardo e Alberto Agra, somos o grupo Padre Francisco Correia de Dona Marinita, O GEOBA; somos a rádio Candeeiro, a Correio do Sertão e a Santana FM; o bloco Pau D’arco, Zé Sapo, somos Adeildo Nepomuceno; Seu Nozinho e Reginaldo Falcão, somos o Museu Darras Nóya, somos o radialista Chico Soares, Chico Santos e Fernando Valões, somos o poeta repentista Zé de Almeida. Somos o rio Ipanema, o riacho do Bode e o riacho Camoxinga.

Vi num site da internet um mapa múndi dos idiomas mais falados do mundo. Entre os dez idiomas mais falados do mundo estão: o Inglês com cerca de 1,2 bilhão de falantes no mundo inteiro; o Chinês Mandarim falado por 1,1 bilhão de falantes, é o oficial da China; o Hindi com 637 Milhões de falantes, é o oficial da Índia e um dos Reino Unido; o Espanhol com 538 Milhões de falante, sendo o oficial de 21 países, inclusive da América Latina; o Francês com 277 Milhões de falantes; o Português ocupa a 9ª posição num hanking de 10, com 252 Milhões de falantes distribuídos em nove países: Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Timor Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Brasil.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

-TEVE UM TEMPO EM MINHA VIDA QUE TODA MULHER QUERIA ME PEGAR!
-E QUANDO FOI ISSO?
-QUANDO EU ERA RECÉM NASCIDO.

VOCÊ FICA COM TODO MUNDO!
-E DAÍ, EU SOU SOLTEIRA!
-MAS ISSO É FEIO.
-FEIO É VOCÊ! POR ISSO NÃO FICO CONTIGO.

-JOÃOZINHO POR QUE FALTOU A AULA ONTEM?
PORQUE MEU TIO MORREU…
-MORREU DE QUE?
-DE LATINHA!
-COMO ASSIM?…
ELE FOI TOMAR BANHO NO RIO, PENSOU QUE NÃO TINHA JACARÉ. SÓ QUE LÁ TINHA!

DOIS LITROS DE LEITE FORAM ATRAVESSAR A RUA. E FORAM ATROPELADOS. UM MORREU E O OUTRO NÃO. POR QUE?
-?
-PORQUE ERA LONGA VIDA!

Fabio Campos, 04 de Dezembro de 2023.

A.I.: Elas derrotam um russo, e ressuscitaram The Beatles

 

(Foto: Ilustraçõa / FreePik)

 

Vai-se o tempo em que as palavras dizem mais do que simplesmente representam. Assim como tem coisas que falam mais que palavras. Por exemplo, a sigla AI [Artificial Intelligence] ou IA [Inteligência Artificial], está muito na moda ultimamente.

Na década de setenta era “High Tech”. Virou febre nas revistas. Era “onça high tech”, “índio high tech”, “vinho high tech”, “matuto high tech” até. A bola do mundo girou, e o tempo tratou de desvendar-me o significado daqueles termos. Para tanto associei-o a tecnologia de ponta. Existe o “High Touch” que aprendi à pouco o significado. Refere-se à busca da humanização no mundo da tecnologia.

Ao assistir um filme antigo, uma propaganda, um comercial, da década de oitenta pra trás. Percebo a imagem desbotada, como envolta em uma nuvem de fumaça. Fico a imaginar também aonde estariam aqueles personagens anônimos que aparecem em segundo plano. Será que ainda vivem? Ou já teriam partido dessa pra melhor?

A alta tecnologia possibilitou, entre outras coisas, a reprodução de filmes e fotografias antigas, de preto e branco, pra colorido. Ao meu ver, é tudo muito relativo, não tem a menor graça dar cor aos filmes de Charlie Chaplin.

No dia 11 de maio de 1997 o russo Garry Kaparov, considerado o maior enxadrista de todos os tempos, foi derrotado em uma rodada de seis partidas de xadrez, para uma A.I. [Inteligência Artificial]: o “Deep Blue” [tradução: Azul Profundo] um supercomputador da IBM do tamanho de um armário. Todos os dias novas palavras do idioma anglo-saxônico nos chegam. E são logo incorporadas ao nosso vocabulário. CHECK UP chegou-me quando meu pai ainda andava nesse mundo. E associei a uma bateria de exames médicos, pois dessa forma foi que a percebemos. Mais recentemente chegou-nos CHECK IN e CHECK OUT, que estão relacionadas a hotelaria ou embarque em viagem. Seriam respectivamente os registro de entrada e de saída.

CHECKLIST é a nossa mais recente aquisição. Chega em forma de lista de checagem. E assim vamos enriquecendo nosso “glossary” de falar com gringos.

“Now And Then” [ “Agora e Depois”], música inédita de John Lennon, saudoso componente da mais famosa banda de Rock do mundo: The Beatles, coloca novamente o quinteto de Liverpool no topo do Hit Parade mundial. Tudo isso, graças a ajuda indispensável de uma Inteligência Artificial!

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

PERGUNTAS BOBAS, RESPOSTAS IDEM:
AONDE O BATMAN CONHECEU A MULHER GATO?
NO SITE DE BAT-PAPO!
COMO SE ESCREVE GALINHA COM 2 LETRAS?
GA______
POR QUE A COLGATE FOI PRESA NA BLITZ?
PORQUE DESTRUIU A PLACA!
O QUE É UM PONTO PRETO NA ESTRADA?
UM CALHAMBLACK!
POR QUE O SUPER MÁRIO FOI AO PSICÓLOGO?
POR QUE ESTÁ PASSANDO POR UMA FASE DIFÍCIL!
POR QUE OS ROBÔS NÃO TEM MEDO?
PORQUE TEM OS NERVOS DE AÇO!

Fabio Campos, 17 de Novembro de 2023.

TRILHA SONORA DA VIDA REAL

Foto: Ilustração / Freepik

E se fosse assim? Cada um de nós tivéssemos, como num filme, uma trilha sonora na vida real. Essa semana, nas rede mundial de computadores, vi nas redes sociais, uma magnífica orquestra sinfônica executando, nada mais nada menos que, 22 trechos de trilhas sonoras de filmes que se tornaram clássicos, épicos. Desses que bastam nossos ouvidos captarem a sonoplastia, para que mudemos, para melhor, nosso humor. Tendo uma taxa extra de noradopamina lançada na corrente sanguínea fazendo nossos corações palpitarem de alegria, nossos olhos marejarem de lágrimas. Uma profusão de sentimentos bons envolvendo-nos, simplesmente porque ouvimos uma composição musical.

É assim. Não há como não se emocionar com a bela harmonia de uma melodia, ou a sonoridade de um instrumento musical bem executado. Os finos acordes de um violino, como em “Titanic”, o retumbar de um trombone em “Star War – Guerra nas Estrelas”; o violoncelo explodindo em “TOP GUN”, novamente o violino em “E.T. O Extraterrestre”; o trombone de vara em “Rock um Lutador”. A banda marcial em “A Ponte do Rio Kwai”; a plasticidade de “E O Vento Levou…”. Fenomenal arranjo de orquestra e voz dos famosos faroestes italianos“Por Um Punhado de Dólares” e “Era Uma Vez No Oeste”que levam a marca de Ennio Morricone que como ninguém usava o assobio nas composições [1965]. Não há nada no mundo que pague a magia por traz de um Louis Armstrong cantando “What a Wonderfull World” [1967] no filme “Bom dia Vietnam”[1967]; ou Gene Kelly literalmente “Cantando na Chuva”[1952].

Só quem viveu sabe o valor de se estar numa sala de projeção de um cinema. E se sentir arrebatado pra dentro do filme quando as luzes se apagam. É como entrar num mundo mágico de sonhos. Ao meu ver, não é preciso entender de música para apreciar música de qualidade. Quem já jubilou, ou já disse, ou ouviu alguém da sua geração dizer: “Esse povo de hoje não tem ideia do que seja uma boa música!”

Ontem, andando pelas ruas, coisa que muito aprecio. Encontrei Aderval de Dona Flora. Assim foi como ficou conhecido, porque fora criado pela professora da escola de datilografia Dona Flora, na década de setenta, aqui em Santana do Ipanema. Em plenO leito da via, lembrávamos das “Jovens tardes de domingo” no Cine Alvorada, no centro da cidade.

Aderval deu-me uma aula de musicalidade, ao recordar das suas interpretações do saudoso cantor Evaldo Braga[1947-1973], Altemar Dutra [1940-1983]e Nelson Ned [1947-2014]. Na voz dos amigos Valdo Santana e Dotinha. Se apresentavam como calouros nos programas de auditório, apresentados por meu irmão Francisco Soares.

VOZ DE FALSETE “Assim como outros registros vocais, depende exclusivamente de um ajuste na musculatura intrínseca da laringe. É especialmente usada por cantores do sexo masculino para alcançar os registros de contralto (alto), meio soprano e eventualmente de soprano. Fonte: Google.com”

A banda britânica “The Bee Gees”[1946-2012] foi grande entusiasta do uso da voz de falsete. Os NONATOS nossa fonte de inspiração pra crônica dessa semana, com a música PONTO FINAL [2003].

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

PIADAS PODRES

MÚSICO NA FARMÁCIA

-Me dá um LÁ-MENOR.

-Só tem RÉ-MÉDIO.

Por que a FANTA e a COCA são amigas?

Porque a FANTA quebra e a COCA-COLA!

O que a UVA faz quando ABRE o Sinal Verde?

A UVA PASSA!

Por que a PLANTINHA não foi atendida no Hospital?

Porque só tinha Médico de PLANTÃO!

MATUTO COMPRANDO SORVETE

-Me dá Um Sorvete.

-De quê?

-QUARQUÉ.

-QUARQUÉ?

-QUARQUÉ UM.

O PINGUIM DE SEU NÔZINHO

Foto: Reprodução / Internet

Contava-me minha mãe que da porta de casa, viu surgir a sorveteria “O Pinguim”. Erguida pelo então intendente Firmino Falcão Filho, lá pelos idos de 1955. Intendentes,assim eram chamados os prefeitos municipais nomeados pelos governadores de estado. Mamãe viu tudo ser feito,desde o começo. Desde a medição, ao alicerce, a concretização e a inauguração. Na parte de baixo funcionava sorveteria e lanchonete, a parte de cima servia de palanque oficial. O largo do Monumento se tornaria assim, palco dos mais importantes eventos da cidade fosse cívicos, religiosos ou populares.

“O Pinguim” mudaria de dono por mais duas vezes, pertenceria a doutor Adelson Isaac de Miranda, odontólogo, e diretor do Ginásio Santana, que o entregaria ao seu sobrinho, apelidado de “Pé de Pato”. Este mudaria o nome do estabelecimento pra outra ave: “Toca do Pato”. Outro proprietário que também foi administrador municipal, o empresário da construção civil, senhor Paulo Ferreira de Andrade.

“A Toca do Pato” mudaria de inquilino, várias vezes. Sendo alugada por dois forasteiros, da vizinha cidade de Jacaré dos Homens, primeiro Seu Arlindo, e depois Seu João da Toca, que tentariam mudar o nome pra “Toca do Jacaré”. Porém os nomes já consolidados: “Toca do Pato” pelos mais jovens, e “O Pinguim” pelos mais antigos persistiria. Depois passaria pelas mãos de “Canário” pai do ex-vice-prefeito e ex-vereador Edson Magalhães, que poderia ter tentado um novo nome de ave: ”Toca do Canário” ao meu ver, seria outra vã tentativa. Ainda com o formato de lanchonete passaria pelas mãos de Olival um ex mascate vindo de Palmeira dos Índios, depois por Cesar Ferreira Barros, filho de dona Zilda, e neto de dona Beatriz, dona do “Hotel Santanense” que ficava ali próximo.

Os últimos inquilinos do “Pinguim”, que ao longo do tempo passou por várias reformas na sua estrutura física, foram Paulinho que o transformou em restaurante. Atualmente está sob o comando de Ricardinho das Verduras que radicalizou transformando o “Pinguim” em uma quitanda! O ponto chique da cidade, que jubilousendo lugar de degustação de uma bebida, um petisco, uma música, lugar de laser e entretenimento, relegadamente virado em mercado de frutas e legumes.

Figuras ilustres tiveram passagem por aquela simplória construção do meio da rua: Governadores como doutor Lamenha, Alysson Paulinelle ministro da agricultura do presidente Ernesto Geisel [1974-1979]; governador Guilherme Gracindo Palmeira; cantores a exemplo de Valdick Soriano, Adelino Nascimento, Odair José, o humorista Pedro de Lara, o mágico LoasterJane e Herondy, Carlos Moura. Alguns se apresentaramartisticamente no velho palanque: Canindé, Zé Castor, Zé de Almeida, Chico Santos, Junior Bahia, Os Naturais, Dênis Marques, Miguel Lopes e Banda MC7.

A turma do Pinguim, assim se autodenominaram os jovens que moravam no bairro do Monumento nas décadas de sessenta e setenta e que freqüentavam “O Pinguim” e suas imediações, a praça da Bandeira. Se ajuntavam nos bancos da praça pra bater papo, namorar, paquerar estudantes do Ginásio Santana. Era tempo do “Brasil: Ame o ou deixe-o!” lema dos governos militares. Tempo a repressão. Tempo os movimentos hippies, que lançavam modas, calça boca de sino, medalhões, cabelo Black Power, tamancos, tatuagens.

Lembrei-me agora de uma figura excêntrica, daquela época, Seu Albertino eletricista, soube tempos depois que era irmão e Seu Leuzinger, dono o hotel Avenida. Seu Albertino freqüentava a mercearia e café do meu pai, João Soares, que ficava por trás do “Pinguim” estava sempre de camisa de mangas compridas, talvez pra esconder a grande quantidade de tatuagens que tinha pelo corpo. Gostava de pronunciar frases em inglês, disse que aprendeu o idioma americano apenas “de ouvir” os gringos no cais do porto de Santos-São Paulo. Gostava de me provocar, eu era apenas um garoto, dizendo “Wanna go to hell boy!”Como um: “Vai se ferrar menino!” Depois de ouvir mil perguntas sobre suas tatuagens. Como se aquilo fosse algo do passado, e lá deveria ficar.

CADÊ?  Fiquei curioso de saber a origem dessa palavra, amplamente usada no nosso idioma pátrio. “É umAdvérbio de modo a indicar uma pergunta, “quede?”; onde está? [gramática]; Forma reduzida de: “que é de?” Etimologia do termo cadê. Fonte: dicionarioonline.com.br

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR:

PERGUNTAS UM TANTO QUANTO IDIOTAS:

POR QUE ZECA PAGODINHO CANTA SAMBA E EXALTASAMBA PAGODE?

SE O VINHO É LÍQUIDO COMO PODE TER VINHO SECO?

SE A LARANJA É DA COR LARANJA, LIMÃO NÃO DEVIA SE CHAMAR DE VERDE?

SE O ORIENTE É MÉDIO O OCIDENTE É ALTO?

SE TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS, OS ESQUERDOS SÃO DESINIBIDOS?

UMA PESSOA PELADA PODE LEVAR UM TIRO A QUEIMA-ROUPA?

ADÃO TINHA UMBIGO?

PINGUIM TEM JOELHOS?

 

Fabio Campos,31 de outubro de 2023.

GIRASSÓIS HOLANDESES, LOUCURA E ESCATOLOGIA

Foto: Reprodução / Internet

Na última terça-feira (19/10), no Parque Shopping Maceió, em Cruz das Almas aconteceu o lançamento da “Exposição Imersiva Van Gogh Live 8k”. A mostra contará com mais de 250 obras do pintor holandês Vincent Van Gogh [30/03/1853 – 29/07/1890]. Projetadas em resolução 8K. O evento que deve ir até domingo (22/10) promete ao visitante uma imersão na obra do artista que aguça os sentidos, visão, olfato, tato e audição. Conta a vida, um tanto curta porém intensa, desse artista que vendeu um único quadro e morreria sem jamais imaginar o quão famoso se tornaria.

Com certeza vamos ter, assim como na Bienal do Livro/2023, um fluxo muito grande, principalmente de estudantes e professores indo do interior pra capital nesses dias. Parada obrigatória de quem vai daqui de Santana do Ipanema pra capital é a Churrascaria Brasil, em Marimbondo. Naquela outra oportunidade paramos ali, e o garçon solícito indagava-nos: Também estão vindo da Bienal?

A loucura de Van Gogh. O site “virusdaarte.net” diz “Existem teorias que Van Gogh era vítima de demência sifilítica ou que sofria de esquizofrenia. Ele nunca deu a impressão de que era um demente. Embora quase não comesse, bebia sempre em excesso. Depois de um dia inteiro debaixo de um sol abrasador e calor tórrido, costumava sentar na varanda de um café, já que não tinha um verdadeiro lar. E os Absintos, Brandies (bebidas alcoólicas) se sucediam rapidamente. Amava a vida de forma apaixonada. Era uma pessoa ardente e boa. By Paul Signac “

Tenho comigo um livreto de orações direcionadas a Nossa Senhora da Defesa. Ele contém uma Novena. A cada dia da semana especificamente reza-se por um determinado tema. Uma frase chama-nos a atenção no quarto dia de oração: “nestes dias tão difíceis…” Confabulamos Ora, o livreto nós o possuímos a treze anos. Desde então já se falava em dias difíceis.

Podemos acreditar e pensar que tempos difíceis sempre tivemos e sempre teremos. Haverá sempre alguém achando que estamos caminhando pro fim dos tempos. E que este fim, apocalíptico esteja chegando. Também haverá os que acham que o mundo ainda tem jeito. Proponho uma meditação dessa novena de Nossa Senhora da Defesa. Não sem antes trazermos o significados de palavras que estão tão em voga nos dias atuais.

“ESCATOLOGISMO – [Teologia]; doutrina das coisas que devem acontecer no final do mundo; doutrina que trata do destino final do homem e do mundo, seja em discurso profético ou apocalíptico. Etimologia da Palavra: do grego: “éskhatos” que significa “extremos’ ou “último”, agregado ao sufixo “logia” (estudo). Outros significados: [Psicologia] o termo estaria relacionado pejorativamente a indivíduos que têm gosto por coisas obscenas ou sórdidas; [Medicina] A ideia de que a palavra seria associada a “excrementos”;” fezes” nesse caso vem do termo grego “skátos” que significa justamente “dejetos”. Fonte: Google.com.br;

Meditando sobre a Novena de Nossa Senhora da Defesa contida no livreto. PRIMEIRO DIA: DEFESA CONTRA ASSALTOS E SEQUESTROS. Sempre houve na face da terra estes males a nos causar aflição. Jesus quando andou no mundo falou na parábola do “bom samaritano [S. Lucas 10-25,37]” sobre aquele que cuidou de alguém que sofreu um assalto. Conseguimos visualizar também um outro mal nessa passagem bíblica, o preconceito: se esse era “o bom samaritano” significaria dizer que todos os demais samaritanos eram ruins? A questão era que Jesus pregava para os judeus. E para àqueles realmente não existiria um samaritano bom, pois eram povos que teciam ódio uns contra os outros. Assim como até hoje existe entre israelitas e palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordania. Uma desavença de mais de 5 mil anos!

Outros Males que pedimos a Nossa Senhora que nos defenda: 2° DIA: DEFESA CONTRA A VIOLÊNCIA; 3° DIA: DEFESA CONTRA AS DROGAS; 4° DIA: DEFESA CONTRA O DESEMPREGO, FOME E MISÉRIA; 5° DIA: DEFESA CONTRA A INCREDULIDADE, INDIFERENÇA E INFIDELIDADE; 6° DIA: DEFESA CONTRA AS ENFERMIDADES DA MENTE, DO CORPO E DO ESPÍRITO; 7° DIA: DEFESA CONTRA O TRIO MALÉFICO: INVEJA, VAIDADE E ÓDIO; 8° DIA: DEFESA CONTRAS AS CATÁSTROFES; 9° DIA: DEFESA CONTRA AS GUERRAS. Percebeu que há males de três natureza? Espiritual, físico e Fenômenos climáticos. Mas tudo está na mão do Pai. Ele a quem até o mar revolto obedece.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

FRASES MANEIRAS

“TEM COISAS NESSA VIDA QUE APENAS VISUALIZO, E NÃO RESPONDO.”

FOFOQUEIRA? NÃO, HISTORIADORA DA VIDA ALHEIA!”

“FÁCIL É FAZER MIOJO. VIVVER É COMPLICADO…

“NAMORE ALGUÉM QUE ESPERE POR VOCÊ, ASSIM COMO EU ESPERO A SEXTA-FEIRA!

“EX- BOM É STROGONOFF!”

“NO TEATRO DA VIDA ME DERAM O PAPEL DE TROUXA!”

DIGA AÍ EM LÍNGUA ESTÃO ESTAS FRASES:

PERAINDA!

AH MISERÁVI!

DIGUE NADA…

DEUZULIVE!

FARRÉ TEMPO!

ACHÉ PÔCO!

ÉOQUÊ HOMI?

Fabio Campos, 20 de outubro de 2023.

A VIDA É QUE TEM RAZÃO

Foto: Freepik

Pensei que seria mais uma semana sem palavras, literalmente… Mais uma semana sem escrever uma crônica. Veio-me a ideia de pesquisar sobre a vida dos santos. Afinal outubro começa nada mais nada menos, com os Santos Anjos (01/10), São Francisco de Assis (04/10), São Benedito (05/10). Pegaria o gancho do porquê eles possuírem um nome de batismo, e depois de abraçar a ordem mudar, em definitivo, para um nome religioso.

Lá no começo da outra semana, duas palavras navegavam entre os meus desidratados neurônios: Sarcopenia e Paralelepípedo. A composição literária tomou vida e alma lá dentro da massa encefálica. Massa branca, massa cinzenta. Sem plasmar nos bites do microcomputador, vagou sem corpo. “Sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva da massa muscular associada a perda de força muscular e redução do desempenho físico. Ela ocorre com mais frequência nos idosos, por isso as recomendações médicas são feitas especialmente para essa faixa etária. Fonte: Google.com.br”

“O paralelepípedo é um sólido geométrico que possui três dimensões: altura, largura e comprimento. Esse prisma possui todas as suas faces no formato de um paralelogramo, sendo formado por seis faces, 8 vértices e 12 arestas. Fonte: Google.com.br”

A composição teria até um título, seria: O Velho e a Pedra”. Achei assim, algo bem poético e convidativo à leitura. Aludindo claro, aos músculos de quem está ficando idoso. E a pedra que deu sustentabilidade aos meus pés na jornada da vida inteira, até agora. E pra arrematar esta consistente retórica, estaria faltando dizer de onde supostamente teriam surgido tais palavras, ao longo do meu cotidiano, para que viessem compor esta despretensiosa dissertação.

A Sarcopenia flácida e sem jovialidade apareceu-nos, brotada dos aplicativos propagandísticos das redes sociais. O paralelepípedo brilhou debaixo do sol, de manhã cedo. Numa reportagem que enaltecia uma cidade antiga. E surpreso descobri que essa forma geométrica que dá nome a pedra, e que caminhou comigo desde os primeiros passos, “sua origem remonta a Antiguidade, tendo sido utilizado pelos romanos na construção de estradas.” Fonte: rabiscodehistoria.com.br”

Faltava musicalidade ao meu escrito semanal. A pedra é dura, assim cantou-nos Edson Gomes: “Sei , eu sei que a água é mole [e a pedra é dura]/ Mas como diz o ditado: “Tanto bate até que fura…By Edson Gomes “Fala Só de Amor [1990] Álbum Reagge Resistência””

“Arrepare não, mas enquanto engomo a calça eu vou lhe contar/ Uma história bem curtinha fácil de cantar/ Porqu cantar parece com não morrer/ é igual a não se esquecer/ Que a vida é que tem razão [repete 2x]/ Esse voar maneiro foi ninguém que me ensinou/ Não foi passarinho/ Foi o olhar do meu amor me arrepiou todinho/ E me eletrizou assim quando olhou meu coração. By Ednardo [1979]

Mas preferi relevar tudo isso. Minha crônica morredoura, na pedra e nos músculos, renasceria no Sagrado Coração de Jesus. A Folhinha contendo o calendário civil, religioso, climático e cultural. Editado pela Editora Vozes, chegou na minha sala vespertina. Trazido pelo colega de trabalho José Roseno, “Zezé” para os íntimos. Havia ganhado de uma livraria que lhes doa todos os anos. No entanto ao perceber o quão impressionara-me o impresso, simplesmente deu-nos de presente!”

E lá estava eu, tendo em minhas mãos, um ano inteirinho! Um ano cheio de poesia, de palavras de fé, de orações, de trovas de amor, dicas de saúde, palavras cruzadas, piadas, passatempos, charadas, receitas, culinária, tábua das marés fases da lua… tudo a se desfolhar sobre meus dedos! Bom seria se o ano que estava ali, nas minhas mãos fosse acontecer exatamente daquele jeito, só de coisas boas! Um ano, sem guerras, sem terremotos, sem furacões, sem fome, sem seca, sem miséria, sem dores, sem que um único tiro fosse disparado contra a vida! Onde toda criança concebida pudesse vir ao mundo! Um ano que somente o Sagrado Coração de Jesus, ilustrando aquela gravura, saberia dizer se realmente assim seria: um feliz 2024.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

BODE GAIATO

“-TU ACEITA SAIR COMIGO?
-SÓ SE FOR NA PORRADA!”
“ACHO QUE MEU PROBLEMA FINANCEIRO É POR FALTA DE AMOR. TIM MAIA DIZ QUE QUANDO A GENTE AMA NÃO PENSA EM DINHEIRO!”
“ANTIGAMENTE A MÚSICA MADAVA EU TIRAR O PÉ DO CHÃO… AGORA MANDA EU SENTAR NELE!”
“-AMOR! TU SABAI QUE UM DIA A BELEZA SE ACABA?
-COMO VAI ACABAR AQUILO QUE NUNCA COMEÇOU?”
“-AMOR TU ME AMA?
-AMO!
-E SE EU FICAR FEIA?
-EU FICO CEGO!
-E SE EU FICAR TRISTE?
-EU VIRO UM PALHAÇO!
-E SE EU PEDIR PRA TU PARAR DE BEBER?
-EU MANDO TU SE LASCAR!”

COMO SE DIZ RUBACÃO EM INGLÊS?

Foto: Gino Crescoli / Pixabay

Minha filha Fábia Monaly, ainda ontem, no aplicativo wathsapp, no grupo da família, pastou mensagem nestes termos: “Mãe! O Pedro, já está em Alagoas já vai fazer um ano! E ele nunca provou um “Baião de Dois” alagoano, que é muito diferente do cearense. Não conseguimos encontrar esse prato nos restaurantes. Não teria como a senhora proporcionar essa experiência gastronômica pra ele? Neste final de semana, estamos indo praí!”

Então tive que intervir, lembrando pra minha filha, que nós alagoanos temos um prato típico do sertão muito parecido com o “Baião de dois”, e que a mãe de Monaly, minha esposa Mara Rúbia, conhecia perfeitamente, com outro nome:  “ Rubacão,  é o prato típico da culinária paraibana e cearense, enquanto “Baião de dois” é um prato autêntico da culinária cearense. O “Rubacão” lembra, em alguns momentos, o processo do famoso “Baião de dois”. A principal diferença entre eles, além de alguns ingredientes, está no preparo e na característica mais primitiva da receita. O “Rubacão” é feito com feijão verde, arroz, queijo coalho, charque e nata de leite. Já o “Baião de dois” é com feijão verde, arroz, queijo coalho, carne de sol ou charque. Fonte: Google.com.br”

Confesso, que na minha infância e juventude, esse prato da culinária sertaneja, lá na casa dos meus pais, tinha outra denominação, era: ‘Ribacão”. Resolvi aprofundar um pouco mais a pesquisa, e aqui na rede mundial de computadores encontrei a etimologia da palavra: “Rubacão” ou “Ribacão” vem de prato, feito a base de carne de ave de arribação ou caça exótica.

Portanto, ‘Rubacão’ é corruptela, vício de linguagem. É como deixar de dizer vassoura pra dizer “Bassôra”. Ou ao invés de dizer varrer, pronunciar: “barrê”. Então, Arribação, virou “Ribacão” que virou “Rubacão”. Estaria errado, pronunciar desse ou daquele jeito? Não! Claro que não!  São apenas variações de linguagem, de região pra região.

Quero aqui retomar comentários sobre o evento promovido pela prefeitura municipal de Santana do Ipanema: o “V MOTOFEST” ao qual tivemos o prazer de reviver momentos de plena recordação, com a exposição de carros antigos, bem como de shows de Bandas de Covers artístico de Elvis Presley e The Beatles, que tornar-se-iam famosos mundialmente na década de sessenta. Foram momentos muito marcantes para nós vivermos tudo isso.  E que jamais passou pela nossa cabeça estar um dia em evento tão maravilhoso! Quem esteve ali sabe, jamais esquecerá.

Assim como jamais esquecerei eu, de ter assistido a shows gratuitos, em plena praça pública, aqui em Santana do Ipanema. Ao exemplo de: Agnaldo Timóteo ( com quem tive oportunidade de conversar antes do show, na porta da Pousada Asa Branca, do meu amigo Lira da “Casa dos Retalhos”); do show do famosíssimo João do Pife; do show do Trio Nordestino (O Original), com apresentação exclusiva do meu irmão Francisco Soares;  show de Elba Ramalho; também do  saudoso Luiz Gonzaga o “Rei do Baião”. Todos esses últimos, se apresentaram em palcos improvisados, em cima de lastros de caminhão. Lá trás, na década de oitenta.

RIBACÃO OU RUBACÃO, EM INGLÊS? É por pura brincadeira e descontração que aludimos ao questionamento título da crônica. Então, como seria? Considerando que a comida vem de ave de arribação, esse prato exótico em inglês seria chamado pelos gringos de:”Aribation Bird Food”.

Alguém compartilhou no grupo de amigos, um vídeo, onde um vaqueiro aboiava, sobre um prato fumegante de buchada, sendo partida e uma dose de cachaça, convidativa repousava dentro do copo. Então lá resolvi fazer uma Glosa: “ÊÊÊêêêêha! Amigo Mozart Brandão/ Esse vídeo é “manêro”/ Uma buchada bem quente, um copo de aguardente/ Anima qualquer canêro! Ôôôôôô…

Em tempo, enquanto terminava esta crônica, assisti um vídeo enviado-me pelo amigo, jornalista, Fernando Valões, que estaria assistindo ao vivo, show do cantor americano Road Stwart cantando: “Don’t want to Talk About It” [Não quero Falar Sobre Isso] que o tornaria ainda mais famoso ao cantar ao lado da sua filha.

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

SE OS REMÉDIOS ANTIGAMENTE JÁ TINHAM DONO, POR QUE EU IRIA USAR?

PÍLULAS DE PHILLIPS

SAL DE ANDREWS

ANTI ÁCIDO DE ALK-SET-SER

PILULAS DO DR ROSS

CHAMA A NELSA! NELSADINA!

EITA! ÓIA O MUÇÃO NOS CHAMANDO PRA O FINAL DE SEMANA! É HOJE:

QUE EU TÔ MAIS ERRADO QUE GARANTIA DE CAMELÔ!

QUE É DIA, DE BEBER ÓLEO DE CAIXA DE MACHA DE CARRÊTA!

QUE EU VENDO A MINHA SOGRA, COM 95 % DE DESCONTO NO MERCADO LIVRE!

E CHIFRE: NASCEU PRO HOMEM, E BOI USA DE INXIRIDO!

CANDANGO, LANDAU, DEL REY

(Foto: Site Quatro Rodas)

Finais de semana em cidade interiorana, no passado, não costumavam serem movimentados. Mas esse cenário ultimamente tem mudado muito. A nossa cidade, Santana do Ipanema, viveu no último final de semana o “V Motofest”. O evento cumpriu o que prometeu. Muita badalação, muita gente estilosa, shows de roclk’nroll. Tietagem entre carros antigos, motos turbinadas. Em meio a tudo isso, tivemos Uma nova oportunidade de fazer uma viagem no tempo. Voltar a um passado remoto, onde afloraram fortes emoções, tantas recordações.

Naquela época, final dos anos sessenta, início da década de setenta poucos eram os que possuíam veículos automotores na cidade. Dava pra se contar nos dedos os proprietários de automóveis e motocicletas. Na nossa vizinhança, onde morei na Praça do Monumento, era uma exceção, três dos nossos vizinhos possuíam automóveis: Leopoldo Oliveira, conhecido por Seu Dota possuía uma Rural Willys; seu vizinho doutor Aderval Tenório, promotor de justiça, tinha vários carros, entre estes um Jeep Willys e sua esposa Déa Tenório, professora de Inglês costumava colocar um macacão, botas de borracha e ia pra fazenda guiando o Jeep. Outro nosso vizinho era Seu Zé Francisco Carvalho, o “Véi Zé” que um dia se tornaria vereador, foi caminhoneiro, dono de um caminhão Truck 1113 da Mercedes Benz.

Esta quinta edição do Motofest trouxe excelente novidade: uma exposição de carros antigos. E tivemos com isso, a oportunidade de ver exemplares, bem conservados, de carros daquela época: havia um LANDAU que disseram pertencer a um velho político de nossa região, senhor Elísio Maia, que fora prefeito de Pão de Açúcar; tinha um CANDANGO muito parecido com o que no passado circulava pelas ruas de nossa cidade, guiado pelo empresário do setor algodoeiro senhor Domício Silva, avô da atual prefeita de Santana do Ipanema doutora Cristiane Bulhões; havia também uma belíssima Caminhonete Chevrolet da década de sessenta, com seus possantes pára-lamas que lembrou-me uma que era apelidada de “Floresbella”, que pertencera ao senhor Zezinho do Vemag; o também saudoso Eugênio Teodósio possuíra uma caminhonete semelhante, com a qual meu pai, o comerciante João Soares Campos, fretava para ir fazer compras na cidade de Caruaru – Pernambuco; outro carro antigo que fazia muito sucesso na exposição: um DEL REY da Ford, bastante conservado, lembrou-me inclusive na cor cinza, um, que até pouco tempo vi rodando pela cidade cujo proprietário é Val da loja Cardoso Discos.

Lembrei-me de dois episódios envolvendo acidentes de trânsito, aqui em Santana, no tempo em que o barulho de um único carro passando na rua chamava a atenção: o primeiro foi com a PERUA VEMAG da doutora Nicia esposa de doutor Paulo Onofre, proprietários da Escola Santo Alberto Magno. Numa ensolarada tarde de verão, foi colidir seu veículo na antiga Praça das Coordenadas, onde posteriormente o prefeito Adeildo Nepomuceno Marques instalaria o Monumento ao Jumento. E virou Praça do jumento, que ficava com frente a atual agência da Caixa Econômica Federal.
O outro incidente com carro que lembrei, ocorreu envolvendo a “Fubica” de Antônio “Redondo” e o consultório do odontólogo doutor Antônio, que ficava onde hoje funciona uma farmácia, no inicio da rua Coronel Lucena, na esquina que dá acesso ao banco Bradesco e a Casa da Cultura. O veículo era muito antigo, e devia ter faltado freios. Ao perceber que se descesse a rua até o comércio a bagaceira ia ser feia. O condutor preferiu jogar-se de encontro ao portão do jardim do consultório do dentista.

CANDANGO “É um automóvel brasileiro produzido pela VEMAG, concessionária da fábrica alemã DKW. O nome foi dado em homenagem aos operários que construíram Brasília, a capital do Brasil, inaugurada em 1960.” Fonte: Google.com.br

MOTOQUEIRO OU MOTOCICLISTA?

“A diferença entre as duas palavras, não existe tornando elas em sinônimos. Mas no popular tem variação no real significado: Moqueiro é aquele usuário de moto que trabalha com o veículo, geralmente de baixa cilindrada. Os motociclistas tem um significado ainda mais negativo para os motoqueiros. De acordo com eles, os motoqueiros são os que não respeitam as leis de trânsito e que usam o vão entre os carros para andar nas ruas movimentadas de sua cidade. Motociclistas são os que utilizam a motocicleta por lazer como objetivo principal, seja para passear ou se divertir com o veículo. Normalmente de cilindradas maiores. Alguns amantes de motocicletas se reúnem em grupos, para viajarem e conversar sobre essa paixão que é andar com suas máquinas. Fonte: google.com.br”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR:

FRASES NA TRASEIRA DE CARROS

“GENTE VELHA é igual a um FUSQUINHA, não importa o ano de Fabricação e sim o ESTADO DE CONSERVAÇÃO!”
“Faça a Coisa CELTA assina: Cebolinha!”
“PIOR É IR A PÉ!”
“FUI SER FELIZ! Só Não Sei se Volto…”
“SE LULA pode dirigir BRASÍLIA por que eu não?”
“Nem Todos de BRASÍLIA são Corruptos!”
“POBRE! SIM! Porém FELIZ!”
“PARATI Enlouquecer!”
“POBRE É igual PNEU: Quanto mais Roda MAIS LISO FICA!

A Carne, a Crista e o Coice

Ecossistema Caatinga (Foto: Ascom IMA)

Bela tarde de sábado, se fazia. A última que passou, [09/09]. Tão plenamente vivida por este que vos fala. Refizemos o caminho do rio, à busca de cura. Cura para os males físicos, da mente, quiçá espiritual. Era uma tarde maravilhosa, de um céu azul, salpicado de nuvens brancas. O barranco coberto de arbustos, a relva fresca acariciava a minha alma. A água salobra tão fria, calada, carregada de lembranças.

De repente, uma voz trouxe-me a realidade, um homem, do nada apareceu. Perguntou-me se ia pescar. Não. Estou procurando uma planta, que serve de remédio. Respondi. Então Seu José, era esse o nome do homem, de meia idade, fala mansa, vestes surradas, chapéu de palha na cabeça. Disse conhecer todo tipo de erva medicinal. E passou a apontar cada vegetal ao nosso redor, dizendo as curas que podiam trazer à saúde humana. A raspa do tronco da Craibeira, bom para problemas de estômago, constipação, corrimento de mulher. Mas tinha que tirar cedinho antes do nascer do sol. A raspa do tronco do Mulungu para problemas nos rins, dor na coluna, porém era preciso tirar a raspa do lado que fica virado pro sol nascente. A Jurema, o Capim limão, a “Berduega” (beldroega). Disse as particularidades de cada uma, e as mazelas da carne que podiam curar.

A minha mente divagou sobre uma frase, encontrada perambulando pelas redes sociais da vida: “Deus quando quis criar as plantas conversou com a terra; quando quis criar os peixes conversou com o mar; quando quis criar o homem, olhou para si mesmo.” E pensei: é, olhou para si mesmo. No entanto usou o barro da terra para nos moldar. Algo bem forte nos une, o que dela brota. Somos na linha de criação “A Crista”, o que veio do Cristo.

Ao ouvir o homem falar em casca, entrecasca, gomo raspas de planta. Pensei em três palavras homônimas: Polpa, poupa, popa.

“Polpa: substantivo feminino; [botânica] tecido vegetal espesso e tenro que constituem a parte comestível de vários tipos de fruto;  Poupa: subst. fem.; Crista [Anatomia zoológica] ornato, tufo de penas ou saliência carnosa no alto da cabeça de algumas aves; Popa ou Ré: subst. Fem.: uma das partes que compõe uma embarcação. Fonte: dicionariooxford by Google.com.br”

“Vitex gardineriana Schauer é uma verbenácea arbórea encontrada no sertão nordestino, conhecida popularmente como “Jaramataia” usada tradicionalmente por suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. Era a planta que procurávamos na beira do Panema. Indicada para o tratamento dos problemas como a displasia prostática.

O Coice: O eremita “entendido” de plantas medicinal, encontrou, colheu e nos deu uma touceira de “Jaramataia”. Em casa, ao pesquisar via internet descobrimos que infelizmente aquela não era a planta tão procurada.

HÓSTIA. Significado do termo: “A hóstia vem do Latim “hostiam” que significa: “Vítima”. Termo usado para designar o pão consagrado, pelo sacerdote ordenado [ Bispo, Presbítero, Diácono]. Após a consagração a hóstia torna-se verdadeiramente o Corpo de Jesus Cristo. Fonte: wikipedia.org.br” 

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR

“Já está provado por A + B

Que A + B não Prova Nada/

E eu pessoalmente já mostrei

Que é Tudo a mesma Coisa/

Mas ainda tem gente que não sabe

Ou então tá se fingindo/[…]

Para mim uma Coisa é um Padre

Um Menino e um Jegue/

E Outra Coisa é um Pneu de Caminhão. By Falcão “A +B” letras.mus.com.br”