Sendo hoje aniversário de morte de Lampião, lembramo-nos das palavras do combatente Eduardo, depois sargento: “Quando víamos de Maceió como membros do batalhão que fora criado em Santana do Ipanema, em 1936, tivemos que conter o ímpeto de Lucena.
“Ele pediu que ao passarmos de Palmeira dos Índios todo cabra encontrado com chapéu de couro à cabeça era para entrar no cacete. Mas fizemos ver a ele que a coisa não era bem assim”.
“O trabalhador rural gosta bem de um chapéu de couro e se fosse para bater em todos os usuários, seria bater no sertão inteiro”. O major Lucena Maranhão aquiesceu.
Interessante é que desde o início da década de vinte que Lucena combatia bandidos no sertão e ele próprio usava chapéu de couro e alpargatas. De onde teria vindo tanto furor assim contra o chapéu de couro, principalmente na época, usado pelo vaqueiro pegador de boi no mato e o tirador de leite das fazendas?
Veja a crônica completa no Blog do Clerisvaldo B. Chagas