Ser um prefeito ou gestor municipal é administrar o patrimônio de uma significativa parcela da população. Sabemos como é difícil para certas pessoas, administrar a sua própria casa dividida em vários departamentos. Primeiro tem que manter um bom relacionamento com a esposa ou esposo, pois do contrário o casamento se acaba e vira pesadelo. Depois vem o emprego ou negócio que também precisa de grande competência para o equilíbrio. Contas de água, luz, telefone, impostos e taxas de quase tudo, farmácia, doenças, bens adquiridos, prestações, lixo doméstico, manutenção física da casa e muito mais. Imaginemos, então, administrar uma prefeitura, uma casa muito maior e mais complexa e que pertence ao povo.
Muitos não conseguem administrar seu próprio patrimônio, quanto mais o alheio. Uns erram porque são mais fracos do que cabo de vassoura. Outros erram propositadamente, pois não se conformam com o “salário” que o povo lhe paga, no valor de um automóvel por mês ou de dois em dois meses, permitindo que o cidadão gestor, saia rico com honestidade.
Podemos classificar gestores de vários tipos, iguaizinhos aos donos ou donas de casa. Entre eles está o democrata/ditador. É eleito democraticamente, ao tomar posse, na prática, age como um ditador, como se tudo que tivesse no município fosse sua propriedade. Uns, mesmo assim, conseguem mostrar progresso à população que o elegeu. Outros não conseguem libertar-se da ruindade de nascença. O povo grita, berra, vocifera, mas o “pobre coitado”, não consegue se desgrudar do deslumbramento de tanto dinheiro que vê e nunca havia visto, afogando-se nas próprias ambições.
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