De acordo com presidente da classe, o gestor do município não vem cumprindo o acordos pactuados desde novembro passado.
Servidores públicos da Educação do município de Santana do Ipanema foram às ruas nesta segunda-feira (25) cobrar da administração pública o cumprimento de acordos com o sindicato e a classe trabalhadora.
Após uma assembleia geral, realizada na Câmara de Vereadores, dezenas de profissionais decidiram deflagrar uma paralisação de advertência por 72 horas. Eles também se dirigiram a pé até a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Sede da Prefeitura.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) – Núcleo Santana, Cristina Alves, as negociações com o gestor municipal vem acontecendo abertamente desde novembro passado.
“Todos os pactos que foram firmados eram para ser feitos agora em abril. Nós recebemos a informação que isso não avançou. Burocraticamente, os atos da Secretaria de Educação, atos que dariam respaldo para a legalidade, não foram cumpridos”, comentou a sindicalista.
Cristina afirmou que a folha de pagamento deste mês (abril) deveria conter: o enquadramento inicial dos profissionais, equiparação salarial dos motoristas, o terço e o sexto de férias. “Isso além do Projeto de Lei do reajuste que foi pactuado para enviar a Câmara”, complementou a presidente.
Apesar do não cumprimento dos atos, a líder do Sinteal frisou que a secretária de educação, Maria Aparecida, recebeu os manifestantes prontamente, mas disse que ficou muito claro que apesar da boa vontade dela, a gestora não está sendo ouvida pela administração. “Todos os atos que deveriam estar sendo de competência dela estão barrados pela Secretaria de Administração, que é quem executa as folhas da administração, que executa as atividades de responsabilidade da Educação”, falou.
Para Cristina, a ausência do PL culminou na Assembleia, o que consequentemente resultou na paralisação de advertência. “Estamos nos dirigindo para a Sede para que ele se posicione, mas agora com documentos, porque a palavra dele foi dada, e até a última reunião temos uma a ata que ele assina, reconhecendo a negociação”, disse a presidente do Sinteal, que minutos depois se dirigiu com o restante dos manifestantes até a Prefeitura.
Até o fechamento desta matéria a informação de um dos servidores é que o prefeito já teria se manifestado que conversaria com a classe sobre o caso. Enquanto isso, todos eles aguardavam na frente do órgão.
Por Lucas Malta / Da Redação

