Blog do Clerisvaldo B. Chagas: Olho d’Água do Amaro

18 jan 2016 - 00:22


Foto: Divulgação

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O caso do Olho d’Água do Amaro é isolado e específico. Olho d’Água é um sítio rural como todos os sítios: casas esparsas pelas terras de minifúndios. Destaca-se por possuir um largo na estrada de terra (chamada rodagem) onde existe uma escola, uma casa de fazenda e uma igreja, lugar de concentração popular.

Segundo a tradição, um dos fundadores de Santana, Martinho Rodrigues Gaia (o outro foi o padre Francisco Correia) era detentor de extensa faixa de terras devolutas, adquirida como sesmaria.

Durante uma época de seca, caçadores pediram permissão para uma caçada, permissão esta concedida. Estes foram surpreendidos quando, no meio da mata, depararam-se com uma pequena tapera. Voltaram e contaram a novidade ao fazendeiro que mandou um grupo de pessoas até o local indicado.

Foi assim descoberto o negro Amaro, provável homem fugido e, mais uma fonte perene descoberta por ele. E como o tempo, de fato estava ficando brabo com a seca, a descoberta da fonte que até os nossos dias continua abastecendo, foi uma bênção.

A denominação permanece como ficou conhecido o lugar a partir daquele acontecimento: Olho d’Água do Amaro. Mas, se pergunta de onde teria vindo Amaro? Ninguém parece saber. Os documentos não registram, nem a origem do preto da fonte chegou até nós através de transmissão oral. Provavelmente Amaro teria sido um negro fugido do cativeiro, se não, não estaria refugiado na caatinga bruta.

Veja a crônica completa no Blog do Clerisvaldo B. Chagas

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