Assembleia promulga projeto de convivência com o Semiárido

04 jun 2014 - 10:30


Foto: ALE

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O plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas promulgou ontem o Projeto de Lei de Convivência com o Semiárido, que tem como propósito criar políticas públicas em nível estadual focadas em ações de sustentabilidade socioambiental para o homem permanecer e viver dignamente no sertão. Dando-lhe condições, o sertanejo pode enfrentar as dificuldades advindas de longo período de estiagem e desistir de sair da região.

“Esse projeto de lei de Convivência com o Semiárido representa um avanço para Alagoas e sobretudo a população sertaneja que, embora tenha recebido ajuda no campo social oriunda do Governo Federal, necessita de políticas estruturais que dêem segurança e certeza de trabalhar e produzir no sertão, pois, essa região apresenta um potencial imenso. Pernambuco e Piauí são exemplos que implementaram a política de convivência com o semiárido e vem obtendo resultados concretos”, declarou o deputado estadual Inácio Loiola (PSB), autor do projeto de lei.

Rio São Francisco

Loiola aproveitou o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico para denunciar a degradação que o rio vem sofrendo ao longo dos últimos anos, sendo o que mais perdeu volume de água no planeta Terra.

Por essa dura realidade por que passa o rio São Francisco, ele disse que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco [que tem na Presidência, o alagoano Anivaldo Miranda], promoveu eventos nos 2.700 km que contempla 504 municípios.

Fora realizado um manifesto em seis estados e mais o Distrito Federal, por meio de seminários, panfletagens, palestras e passeatas nas ruas mostrando a situação de degradação ambiental por que passa o rio São Francisco.

“É de conhecimento de todos que, desde quando cheguei a esta Casa, venho mostrando o quadro de abandono e de desprezo que atravessa o Velho Chico. E, contribuiu bastante para esse avanço de degradação, o criminoso projeto de Transposição das águas do Rio São Francisco, que não vai atender exatamente o que se diz, já que somente 1% da população caatingueira vai ser contemplada com a água para consumo humano”, concluiu.

Por Assessoria ALE

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