Vigia alagoano é condenado por morte de advogada e deve cumprir 18 anos e 8 meses de prisão

31 jul 2013 - 20:36


Foto: Evandro Bezerra / O Globo

Foto: Evandro Bezerra / O Globo

Após três dias de julgamento, o vigia alagoano Evandro Bezerra Silva, acusado de participar da morte da advogada Mércia Nakashima, em 2010, foi condenado na noite desta quarta-feira (31) a 18 anos e oito meses de prisão. Evandro é acusado de ajudar o ex-namorado de Mércia, o policial Mizael Bispo de Souza a cometer o crime. Em março desta ano, Mizael foi condenado a 20 anos.

A sentença foi proferida pela juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira, no Fórum de Guarulhos.

O caso Mércia

A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio de 2010 e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela levou um tiro no rosto, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água. O crime tinha como principais suspeitos o policial aposentado Mizael Bispo de Souza, que não aceitaria o fim do relacionamento, e o vigia Evandro Bezerra Silva, suspeito de ter auxiliado Mizael no crime.

Logo após a morte de Mércia, Evandro teria fugido para Sergipe, onde foi preso em julho do mesmo ano. Em um primeiro momento, ele disse ter ajudado Mizael a fugir, mas voltou atrás depois, alegando ter sido torturado para confessar o crime. Rastreamento de chamadas telefônicas feito pela polícia com autorização da Justiça colocariam os dois na cena do crime, de acordo com as investigações. Além disso, a polícia encontrou nos sapatos do ex-policial pequenas manchas de sangue, fragmentos de osso e chumbo, além de uma alga presente na represa. Mizael chegou a ter a prisão decretada em agosto, mas o mandado foi revogado dias depois. No mesmo mês, Evandro foi solto. Ambos negam todas as acusações.

No dia 7 de dezembro de 2010, a Justiça de Guarulhos decretou a prisão preventiva de Mizael e de Evandro, e determinou que ambos fossem levados a júri popular pelo crime. O ex-namorado de Mércia foi denunciado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. O vigia foi denunciado por homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

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