Secretário destaca as estratégias para melhorias na saúde pública em Alagoas

02 abr 2013 - 09:07


Foto: Olival Santos

Foto: Olival Santos

Os avanços obtidos pela saúde pública estadual nos últimos seis anos da atual gestão. Este foi o foco da entrevista concedida pelo secretário de Estado da Saúde, Jorge Villas Bôas, ao jornalista Miguel Törres, durante a exibição do telejornal TNH Notícias, veiculado nesta segunda-feira (1º), pelo TNH1 TV.

Villas Bôas ressaltou a parceria firmada pelo governo do Estado com os municípios alagoanos, visando fortalecer a Atenção Básica, já que muitas doenças graves podem ser evitadas por meio do acesso a Estratégia de Saúde da Família. Para isso, segundo ele, são repassados mais de R$ 70 milhões anuais, que são investidos no Programa Saúde da Família (PSF), na Atenção Hospitalar e Pré-Hospitalar, Média e Alta Complexidade e Atenção Materna e Infantil.

“Mesmo sabendo que é dever dos gestores municipais disponibilizarem uma estratégia de saúde da família eficaz aos seus munícipes, o governo do Estado repassa recursos para fortalecer o PSF [Programa Saúde da Família], por meio de programas estruturantes Provida, Promater, Prohosp e Prosaúde. Desse modo, realizamos um incremento de recursos nunca antes verificado na história de Alagoas, pois este é o primeiro governo a adotar esta medida”, pontuou Jorge Villas Bôas.

Ainda sobre o trabalho de parceria firmado com os municípios, o secretário de Estado da Saúde destacou que Maceió irá ganhar quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Para isso, a prefeitura da capital alagoana irá doar os terrenos, assim como já aconteceu com Viçosa e Penedo, cujas unidades já foram inauguradas. “Também estamos construindo UPAs em Palmeira dos Índios, Delmiro Gouveia, Marechal Deodoro e Maragogi”, informou.

Ele ressaltou o fato da atual gestão estadual ter inaugurado 20 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), através do Programa Alagoas Tem Pressa. No entanto, revelou que outras 40 estão sendo construídas, graças à parceria firmada com o governo federal. “Esse é um trabalho que fortalece a Atenção Básica, porque estas unidades são construídas para atender todos os usuários do SUS com total eficiência, agilidade e humanização”, assegurou Villas Bôas.

Com estas ações, o Executivo estadual fortalece a Estratégia de Saúde da Família e, consequentemente, reduz o grande fluxo de pacientes no HGE. Isso porque, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% dos problemas de saúde podem ser solucionados por meio da intervenção do Programa Saúde da Família (PSF), que está relacionada à saúde preventiva, mais barata e eficaz.

Reajuste dos médicos – Com relação ao reajuste salarial pleiteado pelos médicos, Jorge Villas Bôas ressaltou que, técnicos da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) estão em permanente negociação com a categoria. De acordo com ele, somente nesta gestão a categoria teve um reajuste real de 54,3%, além de uma GPF [Gratificação de Produtividade por Função].

“Um benefício que é concedido por meio de uma Avaliação de Desempenho, que define os valores a serem pagos a cada profissional. Com isso, o salário de um médico concursado em Alagoas pode chegar a R$ 7,5 mil, diante das gratificações. Valor que mostra o compromisso do governo do Estado em fortalecer a política de remuneração dos médicos alagoanos. Mesmo assim, não temos nos furtado em negociar”, lembrou.

Ainda sobre o reajuste salarial pleiteado pelos médicos, Jorge Villas Bôas evidenciou que esteve reunido com o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Durante a reunião, realizada em Brasília, na quarta-feira (26) passada, Padilha se comprometeu a ajudar a Secretaria de Estado da Saúde a atender as reivindicações. “Fomos informados que poderemos utilizar recursos do Programa SOS Emergências, para incrementarmos o salário da categoria, por meio da gratificação paga em razão de uma avaliação de produtividade”, informou.

Mais leitos no HGE – E com relação ao HGE, a unidade deve ganhar 114 novos leitos ainda este ano, divididos entre as UTIs adulta e pediátrica, o Centro de Tratamento de Queimados e Enfermarias (Adulto e Pediátrica). Para isso, de acordo com o Jorge Villas Bôas, serão investidos mais R$ 13 milhões, cujos recursos serão oriundos do próprio Tesouro Estadual, do Programa SOS Emergências e através do repasse de mais R$ 4 milhões, referentes ao teto da média e alta complexidade.

“HGE possui atualmente 258 leitos e, após a conclusão da obra, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano, os usuários do SUS irão contar com quase 400 leitos. Isso porque, além dos 114 que serão implantados, ainda temos os leitos de observação, que apesar de não estarem cadastrados no CNES [Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde], chegam a 30”, informou.

Ainda na área da assistência, o secretário destacou o trabalho realizado pelo governo do Estado para garantir o tratamento de dependentes químicos alagoanos. “Seja por meio da abertura de leitos no Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, ou do convênio com clínicas particulares, estamos trabalhando para garantir que todos os dependentes tenham a assistência necessária e possam se reabilitar”, frisou Jorge Villas Bôas.

Por Ascom / Saúde

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