Ferrario reforça compromisso do TJAL na defesa dos direitos das mulheres Desembargador representou presidente Klever em audiência pública sobre o Agosto Lilás, na Assembleia Legislativa (ALE).

Mailkel Marques / Ascom TJ-AL

30 ago 2022 - 09:53


Fábio Ferrario destacou que Judiciário atua para garantir os direitos das mulheres. (Foto: Adeildo Lobo / Ascom TJ-AL)

O desembargador Fábio Ferrario ratificou, em sessão pública na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a importância de as mulheres buscarem seus direitos junto ao Poder Judiciário de Alagoas.

“As mulheres não podem se calar. Devem buscar o Judiciário alagoano, que está para garantir todos os seus direitos”, afirmou o desembargador, durante discurso na manhã desta segunda-feira (29).

Fábio Ferrario representou o desembargador Klever Loureiro, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), na audiência pública proposta pela deputada estadual Fátima Canuto.

“Temos, no Tribunal de Justiça, um compromisso perene com o avanço e com o progresso das mulheres”, completou Ferrario, garantindo apoio do presidente Klever no combate à violência doméstica.

Ele disse ainda ter certeza de que o TJAL “está irmanado” no combate à violência contra a mulher. “Há um tempo novo é necessário o respeito ao direito das mulheres”, finalizou o magistrado.

No início de agosto, a Coordenadoria da Mulher do TJAL lançou a campanha Superar é viver, com vídeos que mostram mulheres em situação de empoderamento após denunciarem seus agressores.

Nunca foi tão urgente agir

Intitulada “Agosto Lilás – Nunca foi tão urgente agir”, a audiência pública na Assembleia Legislativa de Alagoas reuniu representantes de diversos segmentos do Sistema de Justiça.

O procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto, cravou que o Ministério Público Estadual (MPE) tem avançado a passos largos na defesa e na proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Vanda Lustosa, desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), reforçou o quão importante são as diversas leis de defesa dos direitos das mulheres, a exemplo da Lei Maria da Penha. 

A juíza aposentada do TJMG Maria Consentino palestrou avisando que uma mulher leva, em média, 12 anos para quebrar o ciclo de violência e denunciar seu agressor à Justiça.

“A Lei Maria da Penha empoderou as mulheres, mas é necessário treinar os operadores da lei”, avisou, referindo-se à importância de um melhor acolhimento a vítimas de violência.

Milhares de pedidos de ajuda

Proponente da audiência pública, a deputada estadual Fátima Canuto relembrou que as mulheres ainda são minoria na política e até mesmo nos postos de gerenciamento em empresas privadas. “Alagoas é o estado do Nordeste com mais ligações para o 190 da Polícia Militar”, lembrou a deputada, acrescentando que, em 2021, houve mais de 23 mil pedidos de ajuda à Polícia.

“É preciso agir, reagir a toda e qualquer forma de violência contra a mulher”, clamou a parlamentar. Ela relembrou que 87% das vítimas de feminicídio são pretas ou pardas.

A representante do Centro de Diagnóstico e Imagem (Cedim) da Universidade de Ciências da Saúde (Uncisal), Kátia Born, avisou que qualquer médico pode identificar uma vítima de violência.

“Numa consulta, é preciso examinar braços e outras partes do corpo verificando se há algum sinal de violência. Ela pode ter sido espancada”, alertou Katia Born.

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